quinta-feira, 13 de junho de 2024

YOU AND I [Sky Walker Version] (Som Livre, 1995)

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1995 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 2018 1 (LP) / 2018 4 (K7) / 2018 2 (CD)
RIPADO DO CD ORIGINAL, exceto faixas 4 e 14.
Seleção de repertório: Sérgio Motta
Masterização: Promaster exceto faixas 4 e 10 a 14 por Sky Walker.
Fonogramas gentilmente cedidos por: Universal Music (1, 2, 3, 4, 5, 11, 12 e 14); Warner Music (6, 8, 10 e 13) e Sony Music (7 e 9).
Foto: Dario Zalis
Projeto gráfico: Geysa Adnet
Coordenação gráfica: Marciso (Pena) Carvalho
Restauração de capas: Sky Walker

PLAYLIST:
  1. DON'T GO BREAKING MY HEART / Elton John & Kiki Dee
  2. STOP, LOOK, LISTEN (TO YOUR HEART) / Marvin Gaye & Diana Ross
  3. REUNITED / Peaches & Herb
  4. EBONY EYES* / Rick James - feat. Smokey Robinson
  5. JE T'AIME... MOI NON PLUS / Serge Gainsbourg et Jane Birkin
  6. WHERE IS THE LOVE / Roberta Flack & Donny Hathaway
  7. TOO MUCH, TOO LITTLE, TOO LATE / Johnny Mathis & Deniece Williams
  8. THE CLOSER I GET TO YOU / Roberta Flack & Donny Hathaway
  9. KISS ON MY LIST / Daryl Hall & John Oates
  10. MOCKINGBIRD / James Taylor & Carly Simon
  11. ALL I WANT TO DO IS DREAM / Andy Gibb & Victoria Principal
  12. WITH YOU I'M BORN AGAIN / Billy Preston & Syreeta
  13. DEEP PURPLE / Nino Tempo & April Stevens
  14. PAROLES... PAROLES... PAROLE, PAROLE / Dalida & Alain Delon
*No CD original veio a versão "Single Edit" aqui substituída pela versão do álbum, maior.

            Olá, Padawans! Todes bem?
            Estamos em junho, mês das festas juninas e dos namorados. Para lembrar esta data especial para muitos casais eu trouxe, desta vez, a coletânea "YOU AND I" lançada em 1995. Gente, queria compartilhar com vocês o inferno e a luta que foi para trazer este álbum à tona aqui no blog.
            Alguns CD's, não imagino o por quê, dão problemas comigo caso a prensagem seja da Videolar quando fabricados entre 1995 e 1996 no que tange a ripar o CD. "Latinidad", "Anjo de Mim - internacional" e "You and I" eu tive de comprar duas vezes porque davam problemas nos meus aparelhos. As cópias subsequentes tocaram perfeitamente mas não curtem ser ripadas nas minhas copiadoras. 
            Toda vez que eu tentava ripar das faixas 10 a 14 dava algum tipo de problema. Quanto mais tardia a faixa, pior ficava. A da Dalida vinha toda fragmentada e destruída. Então, eu tive uma ideia de ressuscitar uma copiadora de Blu Ray antiga que eu tinha. Ela funciona mas não tem o fixador de CD, que prende o mesmo neste tipo de aparelho. Eu sei que tive de dar uma de McGyver para fixar o CD dentro com duas fitas durex e fazer com que a copiadora lesse o CD. Deu certo de primeira!
            Antes, eu chequei se no iTunes tinham todas as faixas ferradas disponíveis e me desesperei que a do Andy Gibb com a Victoria Principal não tinha. Caramba! Para a minha sorte e total gratidão, as faixas foram ripadas sem problemas mas a da Dalida continuava dando problemas. Ao comprar a mesma no iTunes, duas das três tentativas de faixa estavam sem o iniciozinho e com o final capenga. O lançamento bom é o da Barclay, com todos os álbuns da cantora nos anos 1970. Problema resolvido, vamos lá:
            A minha versão da coletânea contém "Ebony Eyes" inteira como veio no álbum de Rick James, "Cold Blooded". A versão oficial da coletânea pela Som Livre é a do single, onde a música perde mais de um minuto em pleno esplendor. A única edição foi só o fade out, mesmo.
            Aproveitando para dizer que "Reunited" é a versão do álbum de Peaches & Herb. A versão de "Marron Glacé" é do single e não é cortada, também.
            Apesar de "You and I" dar a entender que é uma coletânea de duetos românticos nem sempre o mesmo acontece entre um homem e uma mulher. "Ebony Eyes" foi um dueto de vozes masculinas, enquanto que "Kiss On My List" era uma dupla de amigos onde somente Daryl Hall canta.
            Bem, gente, apreciem esta coletânea que me deu muito trabalho para eu postar aqui hoje. FUI!

terça-feira, 11 de junho de 2024

RED HOT + DANCE (Br: Globo Columbia / Ww: Columbia, 1992)

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1992 - Gravadora: Columbia (WW) / Globo Columbia (Brasil)
Nº de catálogo: 423.007/8 (2xLP - BR) / 323.007 (K7 - BR) / 419.007 (CD - BR) // C 52826 (2xLP - EUA) / CT 52826 (K7 - EUA) / CK 52826 (CD - EUA)
RIPADO DO D ORIGINAL.
Produzido por Leigh Blake & John Carlin.
Supervisão Musical: Leigh Chapman
Fonogramas gentilmente cedidos por: Sony Music (1, 2, 3, 7, 10 e 13), Warner Music (4, 5, 9 e 12) e Universal Music (6, 8 e 11).

PLAYLIST:
  1. TOO FUNKY / George Michael
  2. DO YOU REALLY WANT TO KNOW / George Michael
  3. HAPPY / George Michael
  4. SUPERNATURAL [Original Arms House Mix] / Madonna
  5. CRAZY [If I Was Trev Mix] / Seal
  6. SET ADRIFT ON MEMORY BLISS [Richie Rich Mix] / P.M. Dawn
  7. CHANGE [Metamorphosis Mix] / Lisa Stansfield
  8. APPARENTLY NOTHIN' [The Re-Rub] / Young Disciples
  9. PEACE [Nu-Mix] / Sabrina Johnston
  10. THANK YOU (FALETTIN ME BE MICE ELF AGIN) [Todds CD Mix] / Sly & The Family Stone
  11. GYPSY WOMAN (SHE'S HOMELESS) [Joey Negro's Mindmix] / Crystal Waters
  12. UNBELIEVABLE [The Hovering Feet Mix] / EMF
  13. THEME FROM RED HOT + DANCE / tomandandy
            Olá, Padawans! Todes bem?
            "Em benefício da cura da AIDS." Foi com esse slogan que a coletânea beneficente "Red Hot + Dance" foi anunciada no mundo todo. No Brasil ela foi lançada pela Globo Columbia (subselo da Som Livre) em LP duplo, K7 e CD. Com direito a propaganda e tudo - como era costume dos produtos da gravadora na época - toda a renda do disco era revertida para a pesquisa e cura do vírus que saiu dizimando milhares no início da pandemia.
            Você acha que brasileiro se importa para causa social, ainda mais uma que era muito malvista na época como a AIDS? Nem um pouco, mas o repertório era muito atrativo. Primeiro que George Michael doou um single inteiro para a causa. Como ele não faria mais o "Listen Without Prejudice, vol. 2" por conta de rusgas com a Sony Music EUA, ele decidiu pegar o material já pronto e doar para a causa. Reparem que no clipe "Too Funky" ele só aparece no final como o diretor. No clipe desfilaram as maiores top models internacionais da época como Linda Evangelista, Naomi Campbell, Claudia Schieffer dentre outras. Ah, sim: Se não fossem os esforços de George nos bastidores lutando contra uma cadeia empresarial inteira para que você visse esse lançamento, talvez ele nem existisse.
            Madonna doou, em versão remix, o lado B do single "Cherish": "Supernatural". Até onde eu sei, essa faixa foi single aqui no país e tocava exaustivamente dentre tantas faixas que o álbum "Erotica" gerou como se fosse mais uma delas, mas não se enganem: É lado B de single e a versão remix só se encontra aqui. O curioso caso do lado B que virou hit.
            Outros cantores famosos na época que também doaram os royalties de seus remixes foram: Seal, P.M. Dawn, Lisa Stansfield, Young Disciples, Sabrina Johnston, Sly & The Family Stone, Crystal Waters e EMF. Também vale lembrar que os esforços não foram só dos artistas citados mas também dos DJ's / produtores que remixaram tudo: Sly and Robbie (Madonna), Ben Chapman (Seal), Richie Rich (P.M. Dawn), Frankie Knuckles (Lisa Stansfield), Nelee Hooper (Young Disciples), David Morales (Sabrina Johnston), Todd Terry (Sly & The Family Stone - ele não tinha o áudio em multitrack fazendo com que ele remixasse a partir do áudio original do CD do grupo), Joey Negro (Crystal Waters) e Brian Eno (EMF). George Michael produziu as próprias faixas.
            O disco encerra com o tema do projeto através das mãos do duo tomandandy (sim, se escreve com tudo em letras minúsculas). Um remix gótico que, apesar de dançante, mantém o peso e a seriedade do tema que é: Precisamos de dinheiro. Há pessoas morrendo aqui! Pense que há trechos o qual você se imaginaria dentro da cova vendo os coveiros jogando uma pá de terra na sua cara. Foi assim que eu me senti ao ouvir essa música.
            Enfim, gente, é um álbum que vale a pena ter na sua coleção. FUI!!! ABRAÇO!!!

segunda-feira, 10 de junho de 2024

The Mamas & The Papas / THE BEST OF THE MAMAS & THE PAPAS (Som Livre, 1994 [LP] e 1995 [CD])

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1994 (LP e k7) / 1995 (CD)
N de catálogo: 407.0184 (LP) / 747.0184 (K7) / 400.1264
RIPADO DO CD ORIGINAL
Seleção de repertório: Sérgio Motta
Masterização: Sérgio Seabra
Fonogramas e Foto gentilmente cedidas por BMG Ariola.
Propriedade atual dos fonogramas: Universal Music
Projeto gráfico: Marciso (Pena) Carvalho

PLAYLIST:
  1. CALIFORNIA DREAMIN'
  2. I CALL YOUR NAME
  3. DREAM A LITTLE DREAM OF ME / Mama Cass
  4. WORDS OF LOVE
  5. DEDICATED TO THE ONE I LOVE
  6. GOT A FEELIN'
  7. CREEQUE ALLEY
  8. MONDAY MONDAY
  9. DO YOU WANNA DANCE
  10. DANCING IN THE STREET
  11. I SAW HER AGAIN LAST NIGHT
  12. TWELVE-THIRTY (YOUNG GIRLS ARE COMING TO THE CANYON)
  13. GO WHERE YOU WANNA GO
  14. TWIST AND SHOUT
  15. SPANISH HARLEM*
  16. MY GIRL*
  17. MY HEART STOOD STILL*
  18. GLAD TO BE UNHAPPY*
*Faixas-bônus do CD.

            Olá, Padawans! Todes bem?
            Hoje é o dia do grupo vocal THE MAMAS & THE PAPAS. Em 1994 a Som Livre dedicou a esta coletânea a eles que fizeram tanto sucesso durante os anos 1960 e continuam a marcar gerações com suas músicas como "California Dreamin'", "Monday Monday", "Dream A Little Dream of Me", "I Saw Her Again Last Night" e muito mais.
            Todos se lembram muito bem de todos os hits citados. Eles eram cantados por John e pela sua então esposa na época Michelle Phillips, Cass Elliot - Mama Cass - e Denny Doherty. Quase que Mama Cass não entraria pro grupo devido sua circunferência abdominal (sim, naquele tempo gordofobia no showbiz era bem comum) mas incontestavelmente era a cantora que o grupo precisava. Fez um baita sucesso na época em que Beatles estavam em um processo de brigas que ruminaria a uma separação em 1970.
            A edição em CD curiosamente saiu no ano seguinte, ou seja, em 1995. O disco foi lançado, mesmo, em 1994. O CD vem com mais quatro faixas totalizando, assim, 18 sucessos. Espero que gostem. FUI!

Vale A Pena Ouvir em FLAC: POWER DANCE (Som Livre, 1996)

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1996 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 1019-2 (CD) / 1019-4 (K7)
Seleção de repertório: Sérgio Motta
Masterização: Sérgio Seabra
RIPADO DO CD ORIGINAL
Fonogramas gentilmente cedidos por: Fieldzz (1, 4, 10), Paradoxx (2), Universal Music (3, 8), Tommy Boy Entertainment (5), Warner Music (6), Musics Net (7, 9), Sony Music (11), Paradise (12), Sigla Italia (13), Bapsy Records (14).
Foto: Dario Zalis
Modelo: desconhecida
Dtp: Paulo Santos
Projeto gráfico: Marciso (Pena) Carvalho

PLAYLIST:
  1. AMERICAN PIE [DJ's Edit] / Just Luis
  2. COUNTDOWN [Countdown Mix] / DJ Tururu - feat. Karry
  3. FEELS SO GOOD [DJ Juanito's Radio Mix] / Lina Santiago [DJ Juanito presents: Lina Santiago]
  4. FEEL THE MUSIC / Planet Soul - feat. Brenda Dee
  5. 1, 2, 3, 4 (SUMPIN' NEW) [Timber Mix] / Coolio
  6. COCO JAMBOO JAMBO / Mr. President
  7. INTO THE NIGHT [Radio Mix] / Ondina
  8. REACH [R & B RADIO 7" MIX] / Patti Austin
  9. SUMMER IS CRAZY / Alexia
  10. KILLING ME SOFTLY [Dance Mix - With Rap] / Angie
  11. A HORSE WITH NO NAME [Radio Mix] / Streetnoise
  12. GOOD & PLENTY LOVE [DJ Pierre New Plenty Mix] / X Fade - feat. Lavette
  13. THE PLANET MEDITATION [In The Temple] / Deelhiria
  14. WITHOUT YOU [Radio Edit] / Anat
            Bom dia, Padawans! Todes bem?
            Hoje eu trago a coletânea "Power Dance" lançada em 1996. Foi uma das primeiras a não ter sua edição em LP. No ano anterior "Super Baba" também não teve. Pela minha especulação e pela ordem das novelas esse disco seria para compensar a falta de trilha internacional em "O Rei do Gado". 
            Uma coisa boa é que a Som Livre estava em uma safra boa de coletâneas sem os famigerados "fillers" (ou faixas enche-linguiça). Todas aqui são estrangeiras - mesmo as que, na época, eram apontadas como brazucas pelos créditos.
            Na época eu comprei por causa das faixas "Feels So Good" - cuja versão é diferente da tocada no rádio [versão do álbum] - e "Feel The Music". Mesmo sabendo que as queridinhas da Jovem Pan FM eram "American Pie" e "Countdown", foi bom ver Ondina incorporar Corona em "Into The Night" (Jenny B. atacando nos vocais de novo), ver Patti Austin brilhando com "Reach" e descobrir duas pérolas muito gostosas de se ouvir: "Good & Plenty Love" e "Without You". 
            Bem, as faixas 1, 2, 10 e 11 foram covers e destas todas os vocais de "Countdown" e "Killing Me Softly" soaram estridentes demais, na minha opinião. 
            No geral eu gostei do disco. E vocês?
            Espero que gostem. FUI!

sábado, 8 de junho de 2024

Vale A Pena Ouvir em FLAC: TOP SURPRISE 3 (Som Livre, 1996)

ATENÇÃO: ARQUIVOS CONSERTADOS E LINK ATUALIZADO em 02/04/2025.
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 FICHA TÉCNICA:
Ano: 1996 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 2090-1 (LP) / 2090-4 (K7) / 2090-2 (CD)
RIPADO DO CD ORIGINAL
Seleção de Repertório: Sérgio Motta
Masterização: Sérgio Seabra
Foto: Ayrton Camargo
Capa: Marciso (Pena) Carvalho
Dtp: Paulo Santos
Restauração de capas: Sky Walker
Fonogramas cedidos: Paradoxx (1, 3, 12), Warner Music (2), Fieldzz (4), EMI Music (5), Spotlight (6, 10), Top Tape (7), Sony Music (8), BMG Ariola (9), Kaskatas (11, 13), Rock House (14).

PLAYLIST:
  1. SET U FREE [Radio Edit] / Planet Soul
  2. EVERLASTING PICUTRES PICTURES (RIGHT THROUGH INFINITY) [Stone & Nick Radio Edit] / B-Zet
  3. SOUNDS OF SUMMER / Roman Photo
  4. I WANT MY FREEDOM [Radio Edit] / Sasha
  5. BABY BOY / Me & My
  6. TURN YOUR LOVE AROUND / Tony Di Bart
  7. THERE IS NO MORE LOVE [Realmix] / Real System
  8. YOU SHOULD BE DANCING / E-Sensual
  9. BEAUTIFUL LIFE / Ace of Base
  10. CARNIVAL [Club Version]* [Album Version]** / 2 In A Room
  11. ALL YOURS TONIGHT / Kekee
  12. INTO THE NIGHT / Red Velvet
  13. BOOM BOOM MY HEART / B.A.S.P.
  14. YOU, THE NIGHT AND THE MUZAK [Remix] / Little Annie & Tony Dorea
*CD **LP

        ATUALIZAÇÃO:
        
        Oi, Padawans! Todes bem?
        Atualizei "Top Surprise 3". A faixa 14, que estava me dando muitas dores de cabeça por conta de que nenhum CD fabricado pela Videolar da Amazônia teve um comportamento aceitável na hora de ripar do CD diretamente dele, finalmente foi postada sem defeitos. Se no digital não vai, vai na ripagem analógica, mesmo. 
        Notei, também, que Paulo Santos (o diagramador - a pessoa responsável por escrever as informações corretas dos créditos de capa no disco) errou feio na faixa 2 e eu deixei passar. "Everlasting PICUTRES" não, né, pessoal? É PICTURES! Ainda coloquei o nome completo e o nome do remix conforme o CD original do artista na contracapa e no encarte.
        É isso, Padawans! Baixem o arquivo atualizado, ok? Beijundas!
        FUI! E fiquem agora com o release original! ;-)


            Oi, Padawan! Todes bem?
            Chego ao final da trilogia "TOP SURPRISE" com o volume 3. Em 1996 já estávamos influenciados pelas músicas que tocavam na Jovem Pan FM e essa playlist foi espremida de uma outra enorme onde a Paradoxx estava imperando. Como a era do LP se aproximava do seu fim pela primeira vez - para depois ressuscitar em 2009 no Brasil - algumas músicas em LP ficaram exclusivas desta coletânea, como as faixas 2, 5, 8, 10, 11, 12, 13 e 14.
            Especulações: Tivemos três novelas sem trilha internacional. Então tivemos três coletâneas internacionais (na verdade 4, mas pela vontade esmagadora das loucas do koo de fãs da Som Livre a coletânea "Latinidad" não contaria a não ser que substituísse "Coração Cigano" [risos]): Para a novela "Irmãos Coragem", "Top Surprise 3"; Para "O Fim do Mundo", "Disco 96"; Para "O Rei do Gado" a coletânea "Power Dance". Enfim, só suposições, mesmo.
            É isso: Eu gosto muito deste disco e compartilho com vocês novamente só que agora em FLAC e com capas. Divirtam-se!
            FUI!

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Vale A Pena Ouvir em FLAC: TOP SURPRISE 2 (Som Livre, 1995)

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1995 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 2025-1 (LP) / 2025-4 (K7) / 2025-2 (CD)
Seleção de repertório: Sérgio Motta
Projeto Gráfico: Marciso (Pena) Carvalho
Restauração de capas: Sky Walker
RIPADO DO CD ORIGINAL
Fonogramas gentilmente cedidos por Sony Music (1), Universal Music (2, 5), Radar Records (3, 8), Musics Net (4, 6, 7), Spottlight (9), Paradise Records (10).

PLAYLIST:
  1. SCATMAN (SKI-BA-BOP-BA-BOP-DOP) / Scatman John
  2. LOVE IS ALL AROUND / DJ BoBo
  3. OH! CAROL / Andrew Sixty
  4. MAKE MY DAY / Nevada
  5. LET ME BE FREE / 2 Brothers On The 4th Floor
  6. DON'T STOP TILL YOU GET ENOUGH... / ENOUGH / Purple Beat
  7. DARK NIGHT RIDER / Ice MC
  8. QUE PASA - WHAT'S UP? / Bobby Ross Avila
  9. YOU CAN DO MAGIC / Gottsha
  10. GUANTANAMERA / Jean-Michel Dorthan
            Oi, Padawans! Todes bem?
            Em 1995 saiu o segundo volume da série TOP SURPRISE. Procurei ver qual a novela da vez que ficou sem trilha internacional e VOILÀ: Irmãos Coragem. Então vamos mais uma vez de compensação!
            Este volume perto da sua antecessora é bem mais fraco apesar de 8 das 10 músicas do disco serem hits. John Larkin, já falecido, era gago quando assumiu a persona de Scatman John e lançou "Scatman" para o mundo. A música ficou em primeiro lugar em diversos países incluindo o Brasil.
            Dj BoBo, ou René Baumann, emplacou "Love Is All Around" do álbum "There's A Party" de 1994. Porém, nunca mais repetiu o sucesso do primeiro disco "Dance With Me".
            Andrew Sixty surgiu nas paradas regravando "Oh! Carol", sucesso do cantor Neil Sedaka. Ele fez diversos covers de rocks dos anos 50 e 60 e alguns temas de filme, também.
            Ice MC ataca novamente com "Dark Night Rider". Diga-se de passagem, além de ser diferentona, eu gosto muito.
            "Que Pasa - What's Up?" (Bobby Ross Avila) é a única R&B do disco que tem influências da banda Zapp & Roger por conta do vocoder utilizado na música.
            Gottsha regravou um clássico da banda America: "You Can Do Magic" e a autoria de "Guantanamera" pertence a José Martí. Não é tradicional, não.
            Bem, gente, se teve volume dois é por que ainda vou postar o volume 3. Certinho?
            BEIJUNDAS e FUI!

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Vale A Pena Ouvir em FLAC: TOP SURPRISE (Som Livre, 1994)

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1994 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 407.0195 (LP) / 747.0195 (K7) / 400.1275 (CD)
Seleção de repertório: Sérgio Motta
Masterização: Sérgio Seabra
RIPADO DO CD ORIGINAL
Projeto gráfico: Marciso (Pena) Carvalho
Restauração de capas: Sky Walker
Fonogramas gentilmente cedidos por: Wrap Records (1), Warner Music (2, 7, 11), Sony Music (3, 8, 9, 10, 13), Universal Music (4, 5), Musics Net (6, 13) e 4AD (14).

PLAYLIST:
  1. WHOOT, THERE IT IS [ULTIMIX] WOOPY THERE IT EASY / 95 South
  2. WHO AM I (WHAT'S MY NAME)? / Snoop Snoopy Doggy Dogg [Snoop Dogg]
  3.  AUTOMATIC LOVER (CALL FOR LOVE) [AIRPLAY REMIX] / MC Sar & The Real McCoy [Real McCoy]
  4. SHOOP / Salt-N-Pepa
  5. I GOT TO GIVE IT UP [RADIO EDIT] / Masterboy
  6. DRIVE / Double You
  7. SO MUCH IN LOVE / All-4-One
  8. THE COLOUR OF MY DREAMS / B.G. The Prince of Rap
  9. THE SIGN / Ace of Base
  10. LOOK WHO'S TALKING / Dr. Alban
  11. LOVESICK / Undercover
  12. HEY EVERYBODY (OUT OF CONTROL) / DJ Company
  13. THINK ABOUT THE WAY / Ice MC
  14. CANNONBALL / The Breeders
           Olá, Padawans! Todes bem?
            Eu já postei anteriormente este disco por aqui no dia 11 de maio de 2013 mas agora está em FLAC e com capas restauradas.
        Antigamente rezava uma lenda urbana que as coletâneas na Som Livre de muito sucesso eram feitas para compensar pelo fato da novela não ter uma trilha internacional ou ter uma trilha internacional tão exótica que parece que adivinhavam que não teria grande aceitação do público. Se isso realmente for verdade "Top Hits", por exemplo, seria uma compensação pela novela "Renascer" que só teve trilha regional; ou "Hit Parade" para compensar o volume 2 de "Fera Ferida"; e "TOP SURPRISE" para compensar a trilha internacional em espanhol de "Tropicaliente". Será que isso realmente procede? Não, mas vamos ficar com o benefício da dúvida. O caso é que: A gravadora precisa vender e todas as citadas venderam bastante.
            Estávamos no pico da era da Dance Music no Brasil e "Top Surprise" refletia muito bem isso. Nessa época eu não comprava mais discos de vinil e já há dois anos eu só ouvia CD. Adquiri minha versão em LP anos depois (comprei a tiragem da BMG primeiro e da Sony Music depois).
            O layout novo para os selos impressos na parte não gravada do CD muda a partir desse lançamento após 6 anos. Antes era a parte esquerda preta e a outra sem tinta onde era impressa a playlist formando as letras CD. Neste CD veio apenas o título. A Videolar assume a fabricação a partir deste, antes relegada à Sonopress.
            Logo de cara temos um "problema", meus caros: Ninguém sequer tinha ouvido falar no duo 95 South que abriu o disco com sua "Whoot, There It Is" - na verdade esperávamos a faixa do Tag Team, "Whoomp! There It Is!", que era de grande sucesso na época. Aproveitando dessa cópia descarada mas sem ser a mesma música, ela parou no disco. O curioso é que Tag Team não reclamou na época. Sim, o LP saiu na época pela ressuscitada Top Tape. Na capa ainda veio com o título errado: "Woopy There It Easy".
            Logo em seguida toca "Who Am I (What's My Name)?" do rapper Snoop Dogg ou como ele se denominava na época: Snoop Doggy Dogg. Ele usou e abusou de samples e referências à banda funk americana Parliament. Canções como "Give Up The Funk (Tear The Roof Off The Sucker)" e "P. Funk" (Wants to Get funked Up). A canção ficou "da bomb" de tão boa!
            A partir daqui começa a parte de dance music propriamente dita. MC Sar & The Real McCoy (ou rebatizada de Real McCoy pelo presidente da Arista Records Clive Davis nos Estados Unidos) se apresenta comseu hit "Automatic Lover". Curiosamente não é a versão que tocou nos rádios mas é tão boa quanto. Essa é versão "Airplay Remix".
            Salt-N-Pepa não dava as caras fazia tempo. Desde seu último hit "Let's Talk About Sex" em 1990 e da ressureição de seu hit antigo "Push It" em 1993 elas emplacaram "Shoop", que contém um sample de uma faixa das Ikettes, grupo feminino de Ike Turner (ex-Tina Turner) e muitos anos depois passou a ser tema do filme "Deadpool".
            Masterboy também fazia sucesso e seu hit anterior, "Everybody Needs Somebody", abriu portas no Brasil. Optaram por colocar a versão "radio edit" por conta da minutagem alta da versão original.
            Double You já havia lançado "Part-Time Lover" como parte de seu segundo álbum "The Blue Album" em 1994. O single saiu bem antes do álbum em questão e também foi parte da coletânea "Hit Parade" na mesma gravadora. "Drive", um cover da banda The Cars, foi parte do primeiro álbum de 1992. Um hit tardio, por assim dizer.
            Ninguém associava o quarteto All-4-One ao megahit "I Swear" (todo mundo pensava erroneamente que Boyz II Men cantava essa). Para fechar o lado A, a faixa "So Much In Love" foi escolhida. A faixa é somente acappella (só vocais, sem instrumental).
                Depois da "birita is hot" do B.G. The Prince of Rap o mesmo repagina o seu som, troca o hip hop pela dance music e o resultado foi "The Colours of My Dreams". No momento da escrita deste release, choquei em Cristo que ele faleceu em janeiro de 2023 na Alemanha. O álbum "The Time Is Now" é maravilhoso e digno de resgate.
                Ace of Base era estouradasso nas paradas de sucesso por aqui, praticamente um novo ABBA por conta de sua formação (dois homens, uma loura e uma morena). "The Sign" veio em uma bola de hits que rolava ladeira acima para o sucesso e "Happy Nation - U.S. Version" (Brasil e resto do mundo) ou "The Sign" (Estados Unidos) vendia a rodo por aqui. 
            Dr. Alban era muito lembrado por causa de seus hits "It's My Life" (1993) e "Sing Hallelujah!" (1993/1994) de seu primeiro álbum. O segundo nos entregou "Look Who's Talking", também hit nas rádios Brasil afora.
            Outro caso de single que saiu no Brasil antes do álbum - lembrando que isso não era comum por aqui: "Lovesick" (Undercover) também tocou demasiadamente na época e saiu primeiro nesta coletânea. Seu single subsequente, "Best Friend", também saiu em uma coletânea chamada "Club Dancing" antes do álbum. Falando nele, "Ain't No Stoppin' Us!" já saiu com vários hits estourados.
            DJ Company emplacou "Hey Everybody (Out of Control)" por aqui. Curiosamente só existe em um single e em coletâneas diversas da Sony. Eles não lançaram álbum.
            Outro que se repaginou e elevou a italohouse ao nível de italodance foi Ice MC, que em nada mais lembrava o cantor do hit "Cinema". Ele adotou o estilo de cantar rap em patois (jamaicanos cantam assim) e já emplacou o segundo single de seu novo álbum na época, nos entregando "Think About The Way" com os vocais da ainda desconhecida Alessia Aquilani, a Alexia do hit "Uh-La-La-La". Aliás, os artistas da DWA (Dance World Attack na Itália, Spotlight aqui) colaboravam mutuamente nos álbuns uns dos outros, uma camaradagem bacana de se ver. Double You, Alexia, Sandra Chambers e Jenny B. (as duas últimas a voz do projeto - NÃO É CANTORA! - Corona) mais o Ice MC sempre faziam isso. Tudo comandado por Roberto Zanetti, o Robyx.
            Depois de tanta Dance Music, eis que Sérgio Motta resolveu terminar o disco com o rock grunge "Cannonball" da banda alternativa The Breeders comandada por Kim Deal, membro da antológica banda alternativa Pixies e Tanya Donnely de outra banda alternativa Throwing Muses. A música não tem muita coisa a ver com o clima do disco mas dane-se! Eu gosto da música assim, mesmo.
            Bem, gente, é isso. Eu sei que muita gente tem, mas penso em quem não tem. No próximo post eu volto com os outros volumes de TOP SURPRISE. Beijundas e FUI!

quarta-feira, 5 de junho de 2024

CAZUZA / Cazuza (Globo / Philips, 1990)

Baixe esta coletânea rara em FLAC Lossless aqui.

FICHA TÉCNICA:
Ano: 1990 - Gravadora: Philips / PolyGram (Universal Music) sob encomenda da Rede Globo.
Nº de catálogo: GLOBO-001
Seleção de repertório: Ezequiel Neves
Remasterizado por: Sky Walker
Arte de capa e foto: Desconhecido
Fonogramas cedidos: Som Livre (1, 3, 4. 5, 6, 7, 10, 11, 14, 15, 17, 19) e Universal Music (2, 8, 9, 12, 13, 16, 18, 20).

PLAYLIST:
  1. EXAGERADO
  2. FAZ PARTE DO MEU SHOW
  3. PRO DIA NASCER FELIZ*
  4. TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA*
  5. MAIOR ABANDONADO*
  6. BETE BALANÇO*
  7. CODINOME BEIJA-FLOR
  8. IDEOLOGIA
  9. O TEMPO NÃO PARA [Ao Vivo]
  10. POR QUE A GENTE É ASSIM?*
  11. MAL NENHUM
  12. O BRASIL VAI ENSINAR O MUNDO
  13. SÓ SE FOR A DOIS
  14. DOWN EM MIM*
  15. BILHETINHO AZUL*
  16. COMPLETAMENTE BLUE
  17. POR AÍ*
  18. HEI REI!
  19. SÓ AS MÃES SÃO FELIZES
  20. BRASIL
*com Barão Vermelho

            Oi, Padawans! Todes bem?
            Hoje eu relembro um período muito triste da música brasileira: No dia 7 de julho de 1990  Agenor de Miranda Araújo Neto faleceu. Não ligou o nome à pessoa? Falo do cantor CAZUZA. Após uma batalha perdida para a AIDS, ele finalmente veio a descansar nesse dia. A doença o fez definhar rapidamente em três anos, mesmo indo aos Estados Unidos se tratar. Estamos falando de uma época em que não tínhamos um tratamento eficaz disponível para essa condição, na época no auge da pandemia. Não era do interesse governamental combater a mesma por se tratar de uma doença estigmatizada como "câncer gay" e corroborando para o preconceito das alas mais conservadoras da sociedade e da igreja, que via como uma punição aos homossexuais. Ele foi enterrado com o caixão lacrado.
            Mesmo com todo tratamento disponível e informações disponíveis à disposição de qualquer um no Google, ainda vivemos uma era de estigmatização mesmo sendo amplamente divulgado que passou de uma doença fatal a uma doença crônica, que com a medicação tomada regularmente a pessoa que vive com o vírus HIV vive uma vida normal e se torna intransmissível. Por isso mesmo, já está mais do que provado que a pessoa que tem como exame o vírus indetectável no sangue está com a quantidade de vírus tão baixa no sangue que ela se torna intransmissível por quaisquer vias (sexual, vertical - mãe para filho e em contato com sangue contaminado em ocasião de lesões externas ou fluidos corporais como sêmen). O controle de transfusão sanguínea se tornou megarrigorosa ao longo de todos esses anos e homens LGBTs e HSH (homens que fazem sexo com homens) podem, legalmente, doar sangue. Todo sangue passa por testes rigorosíssimos antes de ir para um necessitado de transfusão, gente. Não se deixem iludir por informações falsas. Só para salientar esse assunto: Indetectável = intransmissível (I = I) ou Indetectável= ZERO (I =0).
            Outra coisa bem importante de se ficar claro: HIV é o vírus. A AIDS é a infecção, não o vírus. O vírus destrói as células de defesa do organismo, causando a deficiência imunológica ou imunodeficiência. Isso faz com que o organismo não consiga se defender de quaisquer infecções oportunistas, levando às pessoas que não se tratam ao óbito.
            Pode beijar, compartilhar pratos, talheres, toalhas (isso é anti-higiênico, mas enfim, tem de se falar...) e, por favor, SAIBAM DE SEU STATUS SOROLÓGICO! Se estiverem negativos, continuem se prevenindo com os métodos disponíveis (camisinha para pessoas com pênis - externa - e camisinha para pessoas com vagina - interna -, PrEP - profilaxia pré-exposição, PeP - profilaxia pós-exposição, prevenção combinada - camisinha + PrEP); se estiverem positivos, procurem um infectologista o mais rápido possível e iniciem o tratamento o quanto antes. É grátis, universal, pelo SUS. Tomem a medicação diariamente, sem falhas, pelo resto de suas vidas. Se o tratamento falhar, a resistência do vírus aumenta e fica cada vez pior ao tratar com tanta troca de remédio. Vamos ser responsáveis consigo mesmos e com o próximo? Agradecido! Nada de roleta russa!
            Essa coletânea foi feita logo após a morte de Cazuza em caráter promocional e de distribuição interna aos funcionários da Rede Globo e Som Livre. Mesmo sendo fabricado pela VAT (Vídeo Aúdio Tape da Amazônia) sob encomenda da PolyGram, foi uma união de esforços em torno do luto e do pesar de todos. Ninguém pleiteou os créditos de nada e nem os mesmos aparecem nas capas, só se vendo a quem pertence no selo do CD. O número de catálogo é GLOBO-001. Lembrando que João Araújo, o presidente da Som Livre, era o pai de Cazuza e provavelmente estava profundamente abalado com a morte do filho.
            As músicas escolhidas representam mais o espírito do cantor do que um "Grandes Sucessos". Ainda deu uma prévia do que viria a seguir no disco póstumo "Por Aí" (Philips / PolyGram, 1991) com as faixas "O Brasil Vai Ensinar O Mundo" e "Hei Rei!". A seleção de repertório foi feita por Ezequiel Neves, grande amigo do Caju (como era conhecido pelos amigos), mas creio que na época o mesmo já não trabalhava mais na gravadora. 
            Espero que curtam essa coletânea rara que reflete a alma de um dos maiores expoentes da música brasileira. FUI!

            P.S.: Comentários de ódio não serão tolerados e ainda farei o hater passar vergonha no PIX. Avisados! FUI de vez! ;-)

Vale A Pena Ouvir em FLAC: Los Hermanos Castro / Y DESPUÉS DEL AMOR [ESTÉREO E MONO] (Som Livre, 1971)

Baixe este álbum remasterizado em FLAC Lossless aqui.

FICHA TÉCNICA:

Ano: 1971 - Gravadora: Som Livre
Número de catálogo: SIG 1006 (Mono) / SSIG 1006 (Estéreo)
Produzido por: Arturo Castro
Arranjos Vocais: Arturo Castro
Capa adaptada por $kywalker para CD a partir do projeto original.
Remasterizado por $kywalker em 24 bits HD
Fonogramas pertencentes a Sony Music Entertainment Mexico S.A.

PLAYLIST:
  1. SI SUPIERAS CUANTO TE QUIERO
  2. ZAZUEIRA
  3. CON LOS BRAZOS ABIERTOS
  4. CERCA DE TI (THEY LONG TO BE)(CLOSE TO YOU)
  5. Y DESPUÉS DEL AMOR
  6. PAÍS TROPICAL
  7. YO SIN TI
  8. RAINDROPS KEEP FALLIN' ON MY HEAD
  9. QUE TAL CUBA*
  10. BABY SIN TI
  11.  a 20. Todo o álbum com mixagem MONO
*Nota: Para driblar a censura e o regime militar pela sua cisma de considerar qualquer música de língua espanhola subversão, a música "Que Tal Cuba" passou a se chamar "Que Tal". No lançamento mexicano pelo selo RAFF Música, o nome veio sem censura.

            Em 13 de julho de 2017 eu postei pela primeira vez este clássico esquecido nos porões da Som Livre. Agora que foi vendida à Sony Music, aí mesmo que nunca veríamos a luz do dia em um relançamento oficial. Alguns anos se passaram e um dado a mais que coloco aqui é que os fonogramas agora são de titularidade da Sony Music Mexico juntando, assim e sem querer, uma coisa com a outra haja vista que a Som Livre, agora, também pertence à Sony. O remaster original agora está em FLAC, para a vossa alegria! A capa, cuja foto principal adaptei do LP, também foi reformada. Confiram o release abaixo sobre este disco maravilhoso. Beijundas e FUI!: 

          "Olá, amiguinhos! Titio Sky está de férias e resolveu trabalhar com algumas joias perdidas nos arquivos mortos das gravadoras. Curiosamente tive o prazer de me deparar com este maravilhoso álbum de Los Hermanos Castro lançado pela Som Livre em 1971. Primeiro comprei o disco mono. Recentemente o raio me atingiu de novo e me mandou o disco estéreo. Os dois em excelente estado, novinhos, novinhos. Aí vi que era um sinal e que caiu no meu colo a tarefa de resgatar do umbral este magnífico disco. Se você tem preconceito com música em espanhol, recomendo que abra bem os seus ouvidos e reveja seus conceitos.
           Los Hermanos Castro, também conhecido como Los Castro ou The Brothers Castro, é um grupo vocal oriundo da Cidade do México, do país de mesmo nome e na época era formado pelos irmãos Arturo "Bigodón" Castro - compositor e principal arranjador do quarteto -, Javier, Jorge e o primo em primeiro grau Gualberto Castro. Eles se apresentavam em clubes do México e Nova Iorque e sempre chamaram a atenção pela forma que harmonizavam suas vozes.  Gravaram alguns discos pela Capitol Records e RCA.
           Em 1971 vieram ao Brasil participar do Festival Internacional da Canção Popular no Rio de Janeiro - o festival em que os principais compositores nacionais se recusaram a participar dando uma confusão dos diabos sendo que os mesmos foram intimados a depor e enquadraram todos na Lei de Segurança Nacional, cujo final foi que ninguém foi punido pois não se podia obrigar ninguém a participar - e acabaram ganhando o prêmio internacional com a canção "Y Después Del Amor", a mesma que dá nome ao disco. Arturo ainda ganhou os prêmios de melhor letrista, melhor compositor e melhor arranjador pela canção.
           Deste disco retiraram a versão espanhola de "(They Long to Be) Close to You", dos Carpenters, para fechar a trilha internacional da novela "Bandeira 2", em 1971. O álbum foi lançado na versão estéreo e mono no Brasil pela Som Livre e saiu no mesmo ano com lay-out de capa diferente pelo selo mexicano RAF. A primeira a levantar a bola sobre o potencial do quarteto foi Maysa, que gravou "Yo Sin Ti" em seu álbum "Ando Só Numa Multidão de Amores" pela Philips em 1970.
           Este álbum é simplesmente arrebatador e com canções que deveriam ser alçadas a status de clássico: As composições originais de Arturo Castro para o quarteto aponta o caminho da modernidade para a música vocal tirando daquela coisa enfadonha e cansativa da música vocal tradicional. Arranjos simples, geniais e eficazes, Arturo aproveitou o potencial dos cantores com quem trabalhou, já que todos fizeram vozes de barítono, tenor e contratenor. Os solistas, com suas letras descaradamente românticas, arrebatam o ouvinte com a emoção que atinge em cheio o coração. Arranjos instrumentais ricos e com encadeamentos inesperados fazendo com que o mais refinado dos músicos se surpreenda a cada caminho que Arturo seguiu em suas composições.
           Eles, obviamente querendo atingir o mercado brasileiro, quiseram demonstrar seu apreço regravando dois clássicos de Jorge Ben Jor: "Zazueira" e "País Tropical" (este último com uns tropeços de pronúncia mas que são perdoáveis) - aliás, o que é a risada macabra no início de "País Tropical"? Queria entender o contexto... Também demonstraram seu apreço por Burt Bacharach com "Cerca de Ti" (se eles nomeassem como eles cantaram depois, "Junto A Ti", também ficaria legal - aliás, parabéns para a adaptação da letra em espanhol pois nada se perdeu em sentido da tradução) e "Raindrops Keep Fallin' on My Head", que no LP mexicano foi traduzido como "Gotas de Lluvia" (sim, eles traduziam os nomes das músicas em vez de colocarem as originais em inglês...).
           Espero que vocês fiquem tão apaixonados como eu fiquei ao descobrir a história deste disco e que tenham gostado de eu ter resgatado do arquivo morto da Som Livre.  Ah, quanto ao quarteto: Ainda continua na ativa lá no México, só que Arturo já faleceu e em seu lugar canta Benito, seu filho. Para mim já marcou como um dos grandes álbuns descobertos por mim tardiamente dos anos 1970. FUI! :-)"


terça-feira, 4 de junho de 2024

Campeões de Audiência: ESCALADA - Nacional e Internacional (Som Livre, 1975)

TRILHA SONORA NACIONAL

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1975 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 403.6064 (LP) / 740.6064 (K7) / 3010-2 (CD)
RIPADO DO CD ORIGINAL
Desenho da capa: Cyro Del Nero
Coordenação Geral: João Araújo
Produção Musical: Guto Graça Mello
Assistente de produção: João Mello
Estúdio: Somil
FICHA TÉCNICA DO CD:
Masterização: Promaster
Projeto gráfico: Marciso (Pena) Carvalho
Designer assistente: André Rola
Ilustração da TV (não incluso): Romero Cavalcanti
Texto (não incluso): Mauro Alencar
Fonogramas cedidos por: EMI Music (Universal Music) (4, 6 e 11); BMG Brasil (Sony Music) (8, 9, 10 e 12).

PLAYLIST:
  1. LOURA OU MORENA / Trama
  2. PROCISSÃO DE SAUDADE / Silvio Caldas
  3. VELHO REALEJO / As Três Meninas
  4. MARINA / Dick Farney
  5. PEDREIRA / Coral Som Livre
  6. ADEUS BATUCADA / Carmen Miranda
  7. ESCALADA / Orquestra Som Livre [ABERTURA]
  8. BEATRICE / Walker
  9. RENÚNCIA / Nelson Gonçalves
  10. AOS PÉS DA CRUZ / Orlando Silva
  11. A VOZ DO VIOLÃO / Francisco Alves
  12. LÁBIOS QUE BEIJEI / Orlando Silva
  13. DOBRADO 27 DE JANEIRO / A Bandinha
  14. FESTA DO ALGODÃO / Ruy Maurity

TRILHA SONORA INTERNACIONAL

Baixe esta trilha remasterizada em FLAC Lossless aqui.

FICHA TÉCNICA:
Ano: 1975 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 404.7058 (LP) / 740.7058 (K7)
Seleção de repertório: Antônio "Toninho" Paladino
Desenho da capa: Cyro Del Nero
Layout: Joel Cochiararo
Remasterizado por Sky Walker.
Restauração de capas e adaptação para CD: Sky Walker
Pesquisa de renovação de créditos: Sky Walker
Fonogramas cedidos por Sony Music, exceto: Universal Music (4, 7, 8 e 13) e ABC-Paramount (6 e 14).

PLAYLIST:
  1. BLUE SWEDE SUEDE SHOES* / Elvis Presley
  2. BÉSAME MUCHO / Ray Conniff and his Orchestra and Choir
  3. STUPID CUPID / Neil Sedaka
  4. BLUE GARDENIA / Nat King Cole
  5. DAY O+ / Harry Belafonte
  6. DIANA / Paul Anka
  7. ONLY YOU (AND YOU ALONE) / The Platters
  8. ROCK AROUND THE CLOCK++ / Bill Haley and His The Comets
  9. MATILDA [Edit]* / Harry Belafonte
  10. KISS ME QUICK / Elvis Presley
  11. MOONLIGHT SERENADE / The Glenn Miller Orchestra (directed by Buddy de Franco)
  12. OH! CAROL / Neil Sedaka
  13. TENDERLY / Nat King Cole
  14. PUT YOUR HEAD ON MY SHOULDER / Paul Anka
*Live version / Ao Vivo.
+ Nome original. "Banana Boat (Day-O)", "Day-O (The Banana Boat Song)" ou "Day-O" são títulos alternativos referentes à mesma música mas não dos discos originais do cantor.
++Nome original. "(We're Gonna) Rock Around The Clock" apareceu a primeira vez em um single em 1954 na gravadora MCA mas nos registros na Associação de Compositores Estadunidenses (ASCAP) não consta o subtítulo antes do nome.

            Bonjour, Padawans! Bom estar com vocês novamente! Todes bem?
            Hoje é o dia de relembrar as trilhas de "ESCALADA", novela de Lauro César Muniz pela Rede Globo exibida no horário das 20 horas (uma "novela das 8"). Uma novela de grande sucesso no horário e foi dividida em três fases. Estrelada por Tarcísio Meira como Antônio Dias; Renée de Vielmond como Marina - seu amor na trama; Suzana Vieira como Cândida - acaba se casando com Antônio; Milton Moraes como o antagonista Armando, o poderoso da cidade de Rio Pardo, onde se passa a trama; e grande elenco: Natália Timberg, Mário Lago, Ênio Santos, Cecil Thiré e muitos outros.
            Falando das trilhas, ambas foram um sucesso. "Escalada" foi a primeira trilha sonora nacional onde a obrigatoriedade de ser uma trilha gravada especificamente para a novela se extinguiu de vez e passou a se adotar o formato de compilação em larga escala, assim como já acontecia com as trilhas internacionais. "O Espigão", de dois anos antes, já dava sinais disso acontecer com a inclusão de dois temas vindos de outras gravadoras.
            Para a trilha nacional - que possui uma capa alternativa amarela - foi optado por colocar sucessos dos anos 1940, quando a era do rádio ainda era muito forte e alguns dos anos 1950. Das gravações novas destaco a divertida "Loura ou Morena" (Trama, composição de Vinicius de Moraes e Haroldo Tapajós), a séria "Procissão da Saudade" (Silvio Caldas), "Festa do Algodão" (Ruy Maurity) e "Beatrice" (Walker). O grande tema do disco foi "Marina" (Dick Farney), tema da personagem de Renée de Vielmond.
            Já a trilha internacional foi um grande e inesperado sucesso com vendagens acima de mais de um milhão de cópias. Ela inspirou a Som Livre a criar a trilogia "Saudade Não Tem Idade", que foi no rastro do sucesso da novela. Curiosamente contou com temas ao vivo de Elvis Presley ("Blue Suede Shoes"), Bill Haley and The Comets ("Rock Around The Clock") e Harry Belafonte ("Matilda"). Aliás, essa versão da canção de Harry foi extraída de seu show no Carnegie Hall, nos EUA e no disco da novela só tem 3'30" dos 13 minutos da totalidade da faixa.
            Para celebrar a passagem de fases dentro da novela a Som Livre optou por deixar a capa do nacional preta e branca - e também somente amarela, o que não deixa de ter o conceito monocromático - para a primeira fase enquanto que a capa do internacional já ganhou cores e representa a segunda e terceira. Elvis, Neil Sedaka, Nat King Cole, Harry Belafonte e Paul Anka tiveram 2 faixas cada um enquanto que Ray Conniff, The Platters, Bill Haley and The Comets e The Glenn Miller Orchestra emplacaram apenas uma no disco.
            Cada versão foi meticulosamente conferida para que não ocorresse equívocos, pois era um era de regravações por conta da migração dos discos 78 RPM para os de 33 1/3 RPM. Aqui estão as versões que foram realmente parar na trilha internacional original da novela.
            Bem, turma, é isso. Espero que gostem, abração e FUI!