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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

MPB 80 [SWP Version] (Som Livre, 1980)

 

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1980 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 403.6214 (Vol. 1 - LP) / 740.6214 (Vol. 1 - K7) // 403.6215 (Vol. 2 -LP) / 740.6215 (Vol. 2 - K7)
Capa: Hans Donner / Nilton Nunes
Adaptação de capa: $kywalker
Coordenação de capa: Vera Roesler
Arte-Final: Tuninho de Paula
Montagem: Ieddo Gouveia
Masterização para CD: $kywalker
Fonogramas gentilmente cedidos por: (DISCO 1:) EMI-Odeon (7), RGE (2, 4), Copacabana (11), PolyGram (3, 10), WEA (1, 5), Bandeirantes (6), Lotus (8) e RCA (9). // (DISCO 2:) CBS (1,5), EMI-Odeon (2, 4), RGE (3), Jam Music (6), Copacabana (7), PolyGram (8, 9, 10), WEA (11).

PLAYLIST:
  1. AGONIA / Oswaldo Montenegro
  2. DEVASSA / Fernanda
  3. A MASSA / Raimundo Sodré
  4. PORTO SOLIDÃO / Jessé
  5. O MAL É O QUE SAI DA BOCA DO HOMEM / Baby Consuelo e Pepeu Gomes [Pepeu não-creditado no disco]*
  6. RIO CAPIBARIBE / Quinteto Violado*
  7. CLREANA / Joyce (Moreno)
  8. REUNIÃO DE BACANA / Exporta Samba
  9. DIVERDADE / Diana Pequeno
  10. CHORO ALEGRE / Elza Maria*
  11. O PINHÃO NA AMARRAÇÃO (CANTO DE AMARRAÇÃO) / Dercio Marques*
  12. FOI DEUS QUEM FEZ VOCÊ / Amelinha
  13. TÃO MINHA, TÃO MULHER / Maurício Duboc*
  14. DEMÔNIO COLORIDO / Sandra Sá
  15. MAIS UMA BOCA / Fátima Guedes
  16. HINO AMIZADE / Zé Ramalho
  17. SAUDADE / Jane Duboc
  18. RASTA-PÉ / Jorge Alfredo e Chico Evangelista
  19. ESSA TAL CRIATURA / Leci Brandão
  20. NOSTRADAMUS / Eduardo Dusek
  21. FESTA DA CARNE / Mariama*
  22. ANUNCIAÇÃO / Zezé Motta*
*Retirado de disco de vinil.

        Olá, Padawans! Tudo bem?
        Eu sei que o Natal se aproxima e que eu disse que não sairia da minha caverna, mas resolvi prestar contas.
        As coisas começaram a melhorar pro meu lado e resolvi devolver toda a gratidão pelos donativos de vocês com uma nova masterização para MPB 80, agora remasterizado a partir de um toca-discos decente. Valeu a pena cada pix de contribuição.
        Eu sei que para 15 anos de atividade um milhão de visualizações é bem pouco, mas pensando pelo outro lado de não ser fácil de se achar em sites de busca é bem louvável. Não ser popular também significa que os arquivos para vocês baixarem permaneçam por aqui em maior tempo e assim eu não sofro com strikes e links inválidos. Isso também é segurança. Não sou um blogueiro de massa e sim de nicho. A pergunta que eu mais ouço quando comento da Sky Walker (sim, agora eu escrevo assim e vai ser um custo pra desapegar da velha forma) é: "Ué, você tem um blog?" Para vocês verem...

        O disco duplo veio oriundo do (nome completo:) "Festival da Nova Música Popular Brasileira - MPB 80" que elegeu 60 finalistas entre 16 mil compositores e 20.183 músicas inéditas.
        Para ilustrar melhor sobre como foi o Festival, republico aqui um artigo originário do site "Memória Globo" datado do dia 29 de outubro de 2021 com última atualização de março de 2023. Boa viagem!

        "Com uma pré-seleção dirigida pelo maestro Guto Graça Mello, o Festival da Nova Música Popular Brasileira – MPB 80, apresentado na faixa de programação Sexta Super, elegeu 60 finalistas entre 16 mil compositores e 20.183 músicas inscritas. A Rede Globo convocou compositores de todo o país para o festival, e o interior foi representado por um número significativo de concorrentes.

        Apresentação: Christiane Torloni, Glória Maria, Luiz Carlos Miele, Marcos Hummel, Nelson Motta e Paula Saldanha | Produção musical: Guto Graça Mello e J.C.Botezelli | Direção: Walter Lacet | Supervisão: Augusto César Vannucci | Período de exibição: 14/03/1980 – 23/08/1980 | Horário: sextas-feiras, às 21h10.



1º lugar no Festival da Nova Música Popular Brasileira: Oswaldo Montenegro

SINOPSE:

        Ensaios e eliminatórias foram realizados no Teatro Fênix, no Riocentro e no Teatro do Jockey, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. As músicas concorrentes foram divididas em grupos de 15 e apresentadas em quatro eliminatórias. Cada etapa apontava cinco músicas para formar as 20 composições que concorreriam às semifinais. O júri era composto por 200 profissionais das mais diversas áreas, como artistas plásticos, compositores, críticos, jornalistas e DJs.
        Durante as eliminatórias foram realizados shows com destacados nomes da MPB, como: Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Nelson Gonçalves e Tom Jobim. Gravaram-se, ainda, depoimentos sobre os festivais (como os do então ministro da Educação e Cultura Eduardo Portella, dos críticos musicais Ricardo Cravo Albin e Sérgio Cabral, do jornalista Blota Júnior e dos cantores Ângela Maria, Caetano Veloso, Elis Regina, Jair Rodrigues, Nara Leão e Zé Ramalho).
        Algumas canções de destaque foram: "Clareana", de Joyce Moreno e Maurício Maestro, interpretada pela própria Joyce e "Nostradamus", composta e defendida por Eduardo Dussek. [Nota do Sky Walker: na época o sobrenome do Eduardo era grafado como DUSEK, um S só e quem fez o arranjo da música "Nostradamus" e a regeu no festival foi o atual professor aposentado da UNIRIO Roberto Gnattali].
        A finalíssima foi realizada no ginásio do Maracanãzinho no dia 23 de agosto reunindo um público de 30 mil pessoas.
        Enquanto os jurados davam as notas, Fagner, Gonzaguinha e Jorge Ben Jor se apresentavam para a plateia. Entre os concorrentes finalistas estavam nomes já consagrados na música nacional, como o grupo A Cor do Som e os cantores Baby Consuelo e Renato Teixeira. [Nota do Sky Walker: O curioso é que nem os nomes de A Cor do Som e de Renato Teixeira aparecem nos discos.]
        A campeã do festival foi "Agonia", de (autoria de) Mongol interpretada por Oswaldo Montenegro; em segundo lugar ficou "Foi Deus quem Fez Você" de Luiz Ramalho (interpretada por Amelinha); e em terceiro "A Massa" de Raimundo Sodré e Jorge Portugal interpretada por Raimundo Sodré. Jane Duboc recebeu o prêmio de melhor cantora pela interpretação de "Saudade", de Nato Gomes.
        Pelas normas do festival, os três primeiros colocados, o melhor arranjo e os melhores intérpretes masculino e feminino receberam prêmios em dinheiro. A composição campeã também levou um troféu criado especialmente para o evento.

CURIOSIDADES

        MPB 80 fez uma parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Discos para que todos os classificados nas eliminatórias fossem contratados por uma gravadora. Cada concorrente gravou um compacto para ser divulgado nas rádios. Algumas músicas alcançaram grande sucesso, como a composição de Luiz Ramalho "Foi Deus quem Fez Você" cantada por Amelinha, que atingiu a marca de 300 mil discos vendidos. Outras lançaram novos nomes na MPB como Jessé, classificado com "Porto Solidão" de Zeca Bahia e Gincko, que vendeu mais de 100 mil discos. Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete masculino.
        A segunda edição do Festival da Nova Música Popular Brasileira passou a se chamar MPB-Shell, por conta de seu patrocinador.
        Os outros festivais produzidos pela Rede Globo foram: Festival Internacional da Canção (1967), II Festival Estudantil de Música Popular Brasileira (1968), Abertura – Festival da Nova Música (1975), MPB-Shell Especial (1981), MPB-Shell 1982 (1982), Festival dos Festivais (1985) e Festival da Música Brasileira (2000)."

FONTES

Boletim Especial de Programação da Rede Globo, 1980; Boletim de Programação da Rede Globo números 349, 397, 12051; PENTEADO, Lea. “Hoje, a última eliminatória. Depois, Cr$ 1 milhão ao vencedor” In: O Globo, 11/07/1980; ANGÉLICA, Joana; FAJARDO, Elias; PENTEADO, Lea. “A grande noite da loucura da música popular” In: O Globo, 25/08/1980; “No ar, a corrida por um lugar no ‘hit-parade’” In: Jornal do Brasil, 14/03/1980.

Revisado por Sky Walker em 24 de janeiro de 2024.

Comentários do Sky Walker:

        O primeiro volume (Faixas 1 - 11) começa com a ganhadora do festival "Agonia" (Oswaldo Montenegro). Apesar do menestrel ter ganho o evento a preferida do público foi "Foi Deus Quem Fez Você" (Amelinha).
        Na verdade foi um concurso muito profícuo que rendeu muitos sucessos e nos revelou muita gente boa que até hoje permanecem no panteão da MPB. Sandra Sá é um desses exemplos: chegou chegando com "Demônio Colorido" e lhe rendeu um disco muito legal lançado pela RGE (atualmente o catálogo da RGE pertence à Som Livre). Aliás, o ano foi das mulheres: Joyce imortalizou "Clareana"; Fátima Guedes mostrou sua potência com "Mais Uma Boca", Fernanda sensualizou sem medo com "Devassa" - com sua voz grave cantando para uma outra mulher; Mariama veio com seu samba-canção "Festa da Carne"; Zezé Motta com seu samba-exaltação pós-apocalítico "Anunciação" (Mariama e Zezé Motta são as minhas favoritas do disco); Leci Brandão canta o samba-drama "Essa Tal Criatura"; Elza Maria com seu "Choro Alegre" e divertido; e Diana Pequeno e sua música com raízes da terra "Diverdade".
        Baby do Brasil (ex-Consuelo) e Pepeu Gomes, então seu marido, vieram com a polêmica "O Mal É O Que Sai da Boca Do Homem". A música acabou sendo censurada por causa do primeiro verso: "Você pode fumar baseado...". Tentaram burlar a censura uma primeira vez mas infelizmente não conseguiram levar adiante. Mas quem disse que não iria sair no disco do Festival? Censura póstuma não teve como.
        Jessé já era um cantor atuante com pseudônimos por conta das músicas em inglês (Tony Stevens era um deles) e com sua voz cristalina e afinadíssima se revelou como uma força da natureza com "Porto Solidão", até o final de sua vida sua canção-assinatura.
        Exporta Samba foi outro grupo que imortalizou a música "Reunião de Bacana" e seu refrão: "Se gritar: "Pega-Ladrão!" / Não fica um, meu irmão..." a ponto de até hoje ser lembrada por outros grupos e cantores a ponto de até virar tema de abertura do programa "Vai Que Cola" do canal a cabo  de televisão Multishow.
        Raimundo Sodré mais Jorge Alfredo & Chico Evangelista emplacaram "A Massa" (terceiro lugar no festival) e "Rasta-Pé" (não encontrei nenhuma informação do disco dos dois mas creio eu que, finalmente sei onde A Cor do Som participou do festival: como banda de apoio para os compositores).
        É isso. Agradeço a todos que colaboraram para que este momento chegasse, dos colaboradores até a quem chega os meus posts. VALEU!
        Fui!

terça-feira, 14 de novembro de 2023

FESTIVAL DA MÚSICA BRASILEIRA (Som Livre, 2000)

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 FICHA TÉCNICA:
Ano: 2000 - Gravadora: Som Livre
Nº de catálogo: 2281-2
RIPADO DO CD ORIGINAL.
Gravação: Unidade Mòvel ARP (Som Livre)
Direção Artística: Hélio Costa Manso
Produção: Renato Leite
Mônica Salmaso gentilmente cedida por Pau Brasil.
Kleber Albuquerque & Rafael Alitério e Moacyr Luz gentilmente cedidos por Dabliú Discos
Ná Ozetti gentilmente cedida por Ná Records.
Lula Barbosa gentilmente cedido por Atração.
Tianastácia gentilmente cedidos por EMI Music.
Gravado nos dias 19 e 26 de agosto e 2 e 9 de setembro de 2000 no Credicard Hall - São Paulo
Masterização: Carbonos Estúdios
Projeto: Gabriela Corrêa
Coordenação Gráfica: Marciso "Pena" Carvalho
Logotipo Festival: © TV Globo 2000

PLAYLIST:
  1. TUBAÍNA / Fernando Chuí
  2. ESTRELA DA MANHÃ / Mônica Salmaso e Banda
  3. XI, DE PIRITUBA A SANTO ANDRÉ / Kleber Albuquerque e Rafael Alitério
  4. SHOW / Ná Ozzetti
  5. EU SÓ QUERO BEBER ÁGUA / Moacyr Luz
  6. MORTE NO ESCADÃO / Tianastácia
  7. NECESSIDADE BÁSICA / Paulinho Lemos
  8. BIGAMIA / Ronald Valle
  9. TUDO BEM, MEU BEM / Ricardo Soares [VENCEDOR]
  10. TEMPO DAS ÁGUAS / Bilora
  11. BRINCOS / Lula Barbosa
  12. CANSAÇO / Pedro Castello e Banda
           Olá, Padawans! Trouxe mais um disco de Festival editado pela som Livre em 2000. O festival anterior havia acontecido quinze anos antes (1985), quando Tetê Espíndola entrou para a eternidade musical com "Escrito Nas Estrelas".
        No ano de 2000 a música ganhadora - e motivo de muitas vaias por ter sido a campeã - foi "Tudo Bem, Meu Bem" (Ricardo Soares), mas a minha preferida ao título era "Brincos" (Lula Barbosa), que terminou em vice novamente - sua música "Mira Ira" foi vice no festival anterior. 
        Abaixo eu trouxe informações sobre o Festival disponíveis no site Memória Globo (pertencente ao site principal da emissora, o G1). Está bem palatável, portanto: bon appetit! E FUI!


        "O festival foi transmitido ao vivo durante os meses de agosto e setembro de 2000, em cinco programas, sendo quatro eliminatórias e uma final.
        Direção do festival: Solano Ribeiro | Direção do programa: Roberto Talma | Período de exibição:19/08/2000 – 16/09/2000 | Horário: sábados, às 22h40.

PRODUÇÃO

        Para garantir a agilidade da transmissão dos shows, realizados na casa de espetáculos Credicard Hall, em São Paulo, foram criados quatro palcos e um set cenográfico distinto para a apresentação de cada canção.

CURIOSIDADES

        O diretor Solano Ribeiro foi o idealizador e o diretor do primeiro festival de música da televisão brasileira, transmitido em 1965, pela TV Excelsior. Ele também foi o coordenador dos festivais da TV Record. As 12 músicas finalistas foram lançadas em CD pela Som Livre.
        Embora não tenha sido classificada para a final, a cantora Renata Holly foi contratada pelo produtor Mazzola, especialista em fabricar grandes sucessos populares. Renata cantou na primeira eliminatória a música Rap do Real, de composição própria, que estourou nas rádios semanas depois.
        Os ingressos para cada dia do festival eram trocados por um quilo de alimento não perecível ou um agasalho, depois doados a instituições de caridade.
        O Rio de Janeiro teve o maior número de canções inscritas no festival. Das 23.834 músicas, 5.551 eram do Rio. Em segundo lugar veio São Paulo, com 5.139 músicas. Em terceiro Brasília, com 1.021 registros, seguida por Belo Horizonte, com 950, Campinas, com 822, Salvador, com 757, e Recife, com 548 canções inscritas. As inscrições foram recebidas por 105 emissoras e afiliadas da Rede Globo.
        Os outros festivais produzidos pela Rede Globo foram Festival Internacional da Canção (1967), II Festival Estudantil de Música Popular Brasileira (1968), Abertura – Festival da Nova Música (1975), Festival da Nova Música Popular Brasileira – MPB 80 (1980), MPB-Shell 1981 (1981), MPB-Shell 1982 (1982) e Festival dos Festivais (1985).

SINOPSE

        Durante três meses, cerca de 24 mil músicas foram avaliadas pelo júri, composto por 12 integrantes, entre músicos, maestros, jornalistas e outras personalidades, como o poeta e letrista Waly Salomão e o escritor Geraldo Carneiro. O corpo de jurados foi dividido em três grupos e ouviu uma média de seis mil músicas cada – das quais 48 (mais 12 de reserva para o caso de qualquer eventualidade com as selecionadas) foram classificadas para participar do festival. As canções foram distribuídas aleatoriamente, com trabalhos de todo o país e contemplando diferentes estilos musicais, do baião ao rock.
        As quatro eliminatórias foram realizadas nos dias 19 e 26 de agosto e 2 e 9 de setembro, nas noites de sábado, com 12 concorrentes e três selecionadas por etapa. No intervalo entre a apresentação das músicas e o anúncio das finalistas, apresentaram-se bandas e cantores de sucesso, como Jorge Ben Jor, Jota Quest, Nana Caymmi e Skank.
        Na terceira eliminatória, o cantor Gabriel, O Pensador e a banda Cidade Negra abriram a noite do festival. Entre as composições selecionadas para serem apresentadas nesses dias estavam O Vaqueiro e o Violeiro (de Gilberto Nascimento e Américo Romano Ereno), Moleque Marraio (de Felipe Radicetti e Marcelo Coimbra Biar), Zen (de Walter Franco e Maria Cristina Villaboim) e O Amor É pra se Amar (de Toninho Horta).
        A finalíssima, reunindo as três músicas escolhidas de cada eliminatória, foi realizada no dia 16 de setembro e contou com um público de seis mil pessoas. O programador de informática Ricardo Soares levou o prêmio de melhor canção do festival com o pop-rock Tudo Bem, Meu Bem, composto e interpretado por ele.
        Ricardo Soares recebeu das mãos da atriz Malu Mader o prêmio de 400 mil reais, sob fortes vaias da plateia, que preferia a canção Brincos, de Amauri Falabella, interpretada por Lula Barboza, escolhida a melhor música pelo voto popular. A canção foi a única aplaudida de pé e unânime entre as torcidas.
        O segundo lugar ficou com a música Morte no Escadão, rock de José Carlos Guerreiro interpretado pela banda mineira Tianastácia, que levou 250 mil reais. Na terceira colocação ficou a sertaneja Tempo das Águas, de autoria de Bilora.
        O prêmio de melhor intérprete ficou para a veterana Ná Ozzetti, que cantou Show, de Luiz Tatit e Fábio Tagliaferri. A cantora recebeu 100 mil reais e lançou um CD pela gravadora Som Livre, o quinto de sua carreira."

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

DIAS, Mauro. “Solano Ribeiro volta ao comando dos festivais” In: O Estado de S. Paulo, 21/02/2000; ROCHA, Janaina. “Festival da Globo já tem um vencedor” In: O Estado de S. Paulo, 02/09/2000; SANCHES, Pedro Alexandre. “Festival da Globo enfrenta a mediocridade da MPB” In: Folha de São Paulo, 16/08/2000; “Rio inscreve o maior número de canções” In: O Globo, 27/03/2000; LEÃO, Tom. “Festival da Música Brasileira mapeia a variada produção cultural do país” In: O Globo, 03/06/2000; PIMENTEL, João. “Festival da Música Brasileira terá prêmio popular votado pela Internet” In: O Globo, 13/07/2000; PIMENTEL, João. “Rock e ritmos brasileiros no festival” In: O Globo, 26/08/2000; RIBEIRO, Débora. “Festival classifica veteranos e novatos” In: O Globo, 28/08/2000; TOGNONI, Reni. “Festival consagra rock e música sertaneja” In: O Globo, 18/09/2000. Sites: www.dicionariompb.com.br, acessado em 05/2008.

FONTE DE CONSULTA: MEMÓRIA GLOBO. Disponível em: https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/musicais-e-shows/festival-da-musica-brasileira/noticia/festival-da-musica-brasileira.ghtml . Consultado em: 14 de novembro de 2023 às 04:13 da manhã.

sábado, 11 de novembro de 2023

FESTIVAIS (GloboDisk, 1997)

FICHA TÉCNICA:
Ano: 1997 - Gravadora: GloboDisk
Nº de catálogo: 0028-2 (Volume 1) / 0029-2 (Volume 2)
Seleção de repertório: GloboDisk
RIPADO DOS CD'S ORIGINAIS EM FLAC LOSELESS.
Texto (encarte): Mauro Dias
Foto: Agência O Globo
Projeto Gráfico: Cristina Portella
Coordenação Gráfica: Marciso "Pena" Carvalho
Fonogramas gentilmente cedidos por: DISCO 1: PolyGram (1, 4, 6, 10, 11, 13, 15), EMI Music (2, 12, 16), Sony Music (3), Warner Music (5), RGE (7, 9) e Sigla (8, 14). // DISCO 2: PolyGram (1, 2, 3, 4, 12), EMI Music (9, 11), RGE (6, 7, 10), BMG Brasil (13), Warner Music (Div. Continental) (14), Warner Music (15) e Sigla (5, 8, 16).

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PLAYLIST - VOLUME 1:
  1. DISPARADA / Jair Rodrigues (II Festival de Música Popular Brasileira, 1966)
  2. CANTIGA POR LUCIANA / Evinha (IV Festival Internacional da Canção, 1969)
  3. FOI DEUS QUEM FEZ VOCÊ / Amelinha (MPB 80)
  4. ALEGRIA, ALEGRIA / Caetano Veloso (III Festival de Música Popular Brasileira, 1967)
  5. PLANETA ÁGUA / Guilherme Arantes (MPB Shell 81)
  6. SABIÁ / Quarteto em Cy (III Festival Internacional da Canção, 1968)
  7. RODA VIVA / Chico Buarque e MPB4 (Festival de Música Popular Brasileira, 1967)
  8. FATO CONSUMADO [VERSÃO FESTIVAL] / Djavan (Festival Abertura, 1975 - TV Globo)
  9. PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES (CAMINHANDO) / Geraldo Vandré (III Festival Internacional da Canção, 1968)
  10. PONTEIO / Edu Lobo, Marília Medalha e Momento Quatro (III Festival de Música Popular Brasileira, 1967)
  11. PELO AMOR DE DEUS / Emílio Santiago (MPB Shell 82)
  12. MORDOMIA / Almir Guineto (MPB Shell 81)
  13. O CANTADOR / Elis Regina (III Festival de Música Popular Brasileira, 1967)
  14. AMIGO É PRA ESSAS COISAS [AO VIVO] / MPB4 (III Festival Universitário de Música Popular Brasileira, 1970 - TV Tupi)
  15. DIVINO, MARAVILHOSO / Gal Costa (IV Festival de Música Popular Brasileira, 1968 - TV Record)
  16. BR-3 / Toni Tornado [participação não-creditada: Trio Ternura] (V Festival Internacional da Canção, 1970)
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PLAYLIST - VOLUME 2:
  1. A BANDA / Nara Leão (II Festival de Música Popular Brasileira, 1966)
  2. EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA / Sérgio Sampaio (VII Festival Internacional da Canção, 1972)
  3. DOMINGO NO PARQUE / Gilberto Gil [participação não-creditada: Os Mutantes] (III Festival de Música Popular Brasileira, 1967)
  4. ARRASTÃO [AO VIVO] / Elis Regina (I Festival de Música Popular Brasileira, 1965 - TV Excelsior)
  5. DONA / Sá & Guarabyra (MPB Shell 81)
  6. PORTO SOLIDÃO / Jessé (MPB 80)
  7. VARANDAS / Almir Sater (MPB Shell 82)
  8. ÉBANO / Luiz Melodia (Festival Abertura, 1975 - TV Globo)
  9. REUNIÃO DE BACANA / Exporta Samba (MPB 80)
  10. DEMÔNIO COLORIDO / Sandra Sá (MPB 80)
  11. UNIVERSO DO TEU CORPO / Taiguara (V Festival Internacional da Canção, 1970)
  12. LET ME SING, LET ME SING / Raul Seixas (VII Festival Internacional da Canção, 1972)
  13. FAROFÁ-FÁ / Mauro Celso (Festival Abertura, 1975 - TV Globo)
  14. FIO MARAVILHA / Maria Alcina (VII Festival Internacional da Canção, 1972)
  15. AGONIA / Oswaldo Montenegro (MPB 80)
  16. VOU DANADO PRA CATENDE / Alceu Valença (Festival Abertura, 1975 - TV Globo)
        Olá, Jedaiada! Hoje eu trouxe uma coletânea da finada GloboDisk (que virou SomLivre.com e finalmente Som Livre) dedicada aos festivais brasileiros. "FESTIVAIS" faz uma espanadinha de leve (e não uma varredura profunda) pelos Festivais de MPB que rolaram entre os anos 1960 e 1980. Só achei uma pena esquecerem do "Festival dos Festivais" de 1985. Eu coloquei o nome do festival de cada música participante. Teve festival que eu descobri que existia, como o "Festival Abertura" (TV Globo, 1975) onde os cantores Djavan, Luiz Melodia e Raul Seixas participaram. 
        Adorei saber que "Pelo Amor de Deus" (Emílio Santiago) venceu o "MPB Shell 82", que "Dona" (Sá & Guarabyra) foi participante do "MPB Shell 81" muito antes do Roupa Nova gravar para a novela "Roque Santeiro" e virar um estrondoso sucesso e que o festival de 1967 rendeu tanto clássico pra nossa MPB.
        Como eu disse anteriormente, foi uma espanadinha! Senão teria de ter "Travessia" (Milton Nascimento) ou pegar uma música que seja do "VI FIC", por exemplo (volte um post pra saber do que eu estou falando), "Saveiros" (Nana Caymmi) e muito mais. Faltou música pra chuchu aqui, mas só com essas aqui vai dar pra vocês se divertirem um bocado. Pra quem quiser se aprofundar, não falta artigos e vídeos sobre o tema. É só procurar.
        Bem, meus Padawans, que a força esteja com vocês. FUI!!!

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

VI FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO POPULAR - PARTE NACIONAL (AS FAVORITAS) (Som Livre, 1971)

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FICHA TÉCNICA:
Ano: 1971 - Grvadora: Som Livre.
Nº de catálogo: SIG 1005 (LP Mono) / SSIG 1005 (LP Estéreo) / DB-263 (CD Discobertas)
Uma co-produção SIGLA e ODEON.
Fonogramas cedidos por UMG (4, 7, 8, 10, 11, 12) e RGE (1, 2, 3, 5, 6, 9).
Trio Ternura gentilmente cedido pela CBS (Sony Music).
O Terço genti,mente cedido por Forma (Universal Music).
Wanderléa gentilmente cedida por Polydor (Universal Music).
Leno gentilmente cedido por Natal Records.
Idealização e produção executiva: Marcelo Fróes
Assesoria jurídica: Adriana Vendramini
Projeto gráfico (originalmente executado por): Bady Cartier
Remasterização: $kywalker (masterização original: Ricardo Carvalheira)
Edição: Felipe Sander
Bitrate: FLAC Loseless

PLAYLIST: *Faixas-bônus
  1. LOURINHA / Marília Pêra
  2. AMÉRICA DO SOL / Lucinha e Osmar Milito [Lucinha Lins]
  3. KYRIE / Trio Ternura
  4. DESACATO / Cláudia
  5. JÚLIA / Odylon
  6. POR QUE É PROIBIDO PISAR NA GRAMA? / Betinho [Título no disco: É PROIBIDO PISAR NA GRAMA]
  7. VOCÊ TÁ COM NADA / Marlene
  8. VOLTAR, EU NÃO / Golden Boys
  9. MEDO / Jacks Wu
  10. CANÇÃO PRA JANAÍNA / João Só
  11. PALAVRAS PERDIDAS / Maysa
  12. CASA NO CAMPO / Zé Rodrix
  13. SENTADO NO ARCO-ÍRIS* / Leno
  14. O VISITANTE* / O Terço
  15. LOURINHA* / Wanderléa


        Oiê, Padawans e jovens Jedi! Venho aqui humildemente entregar um disco considerado raro e mui valoroso que é do VI Festival Internacional da Canção - parte nacional acontecido no Maracanãzinho (RJ) dos dias 24 a 26 de setembro de 1971. Também conhecido como o "Festival da Treta" mas que rolou, assim mesmo. Bem, como é complicado pra eu falar sobre isso, eis que eu trouxe um texto sucinto e eficiente do blog parceiro "Toque Musical" datado do dia 9 de maio de 2012. Apreciem a leitura. Que a força esteja com vocês!:

        "Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados de plantão! Aqui vamos nós com mais um albinho (sic) da melhor qualidade. Uma seleção musical para quem gosta e se lembra dos grandes festivais de música popular. Aqui temos reunidas algumas das músicas favoritas do público (segundo a Rede Globo) no VI Festival Internacional da Canção Popular, realizado em 1971 pela Secretaria Municipal do então estado da Guanabara. Era um período onde a ditadura militar corria solta e nossos artistas passavam por maus bocados, sendo sempre ‘tosados’ em suas criações. Foi também um momento onde grandes nomes da MPB estavam de volta.
        O cantor e compositor Gutemberg Guarabyra era o diretor musical do festival e sugeriu um plano para minar de vez os abusos da Censura: Convidou grandes artistas, tais como Chico Buarque, Sérgio Ricardo, Tom Jobim, Edu Lobo, Vinícius e outros para participarem como "convidados”, uma espécie de ‘hors concours’. Mas a ideia era bem outra: na verdade, nenhum desses artistas iria se apresentar. O negócio era fazer protesto em forma de desistência na última hora colocando em sinuca o Governo Militar frente aos olhos do mundo.
        Mesmo sem a participação desse time de estrelas, o VI Festival teve lá sua glórias: Foi nessa edição que nasceram músicas como “Desacato”, de Antônio Carlos e Jocafi, defendida por Claudia; “Você não tá com nada”, de Silvio Cesar, por Marlene; “Casa no campo”, de Zé Rodrix e Tavito pelo próprio Zé dentre outras que vocês podem conferir neste LP.
        Quem faturou o primeiro lugar foi o Trio Ternura interpretando “Kyrie” de Paulinho Soares e Marcelo Silva. Se eu não estiver enganado, muitas dessas músicas aparecem aqui em suas versões primárias, exclusivamente lançadas neste álbum da Som Livre." (Blog Toque Musical. in: https://www.toque-musicall.com/?p=69).

        O que ele esqueceu de comentar é que o boicote deu a maior confusão: Queriam prender os artistas e enquadrá-los na Lei de Segurança Nacional de Tubiacanga. No final, ficou decidido que como era um Festival, ninguém era obrigado a participar e foi do jeito que foi. Na verdade o povo ficou mais visado do que antes por causa disso e muitos deles tinham acabado de voltar do exílio forçado pela ditadura.
        Ah, eu tive de remexer na masterização toda e foi um trabalho hercúleo, pois o original lançado pela Discobertas estava com um som, como posso dizer, podre. Retiraram de disco de vinil na cara dura e ainda se ouve uns plocs aqui e ali, mesmo eu fazendo limpeza pesada. Ricardo Carvalheira foi infeliz pois nem perceber a rotação caída, típica dos discos da Odeon na época, ele percebeu. Enfim, limpei 90% da sujeira dele. Pelo menos ainda colocou três faixas-bônus, que também ganharam um bom lustre.
        É isso, Padawada! Que a força esteja convosco! FUI!!!