segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Duran Duran: THE PLATINUM COLLECTION [5-CD Set] (SWP, 2014)


FICHA TÉCNICA:
Ano: 2014 - Gravadora: SWP
No. de cat.: SWP-0059-8
Produção executiva: $kywalker
Remasterização e capas: $kywalker
Fonogramas: Parlophone Records, exceto: Capitol Records (Disco 3: 10, 11, 12), Hollywood Records (Disco 3: 14, 15), Sony Music (CD 3: 16, 17 / CD 4: 1, 2, 3, 4 / CD 5: 4, 6, 7) e Tapemodern (CD 4: 5, 6, 7, 8 e 12) e Zoë Records (CD 4: 10, 11)


PLAYLIST:

DISCOS 1 e 2 - BAIXE AQUI (Disco 1) e AQUI (Disco 2):
  1. PLANET EARTH
  2. GIRLS ON FILM [Night Version]
  3. CARELESS MEMORIES
  4. ANYONE OUT THERE
  5. MY OWN WAY [Single Version]
  6. HUNGRY LIKE THE WOLF
  7. RIO
  8. SAVE A PRAYER [Long Version]
  9. THE CHAUFFEUR
  10. LONELY IN YOUR NIGHTMARE [Long Version]
  11. NEW RELIGION
  12. HOLD BACK THE RAIN [Remix]
  13. IS THERE SOMETHING I SHOULD KNOW? [Long Version]
  14. UNION OF THE SNAKE
  15. NEW MOON ON MONDAY
  16. THE REFLEX [Dance Mix]
  17. THE WILD BOYS

  1. A VIEW TO A KILL
  2. NOTORIOUS
  3. A MATTER OF FEELING
  4. SKIN TRADE
  5. AMERICAN SCIENCE
  6. "MEET EL PRESIDENTE" [7" Remix]
  7. I DON'T WANT YOUR LOVE
  8. ALL SHE WANTS IS [US Master Mix]
  9. DO YOU BELIEVE IN SHAME?
  10. TOO LATE, MARLENE
  11. BURNING THE GROUND
  12. DECADANCE [2 Risk E Remix 12"]
  13. VIOLENCE OF SUMMER [LOVE'S TAKING OVER]
  14. SERIOUS
  15. MY ANTARCTICA
  16. COME UNDONE
DISCO 3, 4 e 5 - CLIQUE AQUI (Disco 3), AQUI (Disco 4) e AQUI (Disco 5):
  1. ORDINARY WORLD
  2. BREATH AFTER BREATH / feat. Milton Nsacimento
  3. TOO MUCH INFORMATION [Album Version Edit]
  4. FEMME FATALE [Alternate Mix]
  5. LOVE VOODOO [Remix]
  6. THANK YOU ["With Honors" Single Version]
  7. PERFECT DAY [Acoustic Version]
  8. LAY LADY LAY
  9. WHITE LINES (DON'T DO IT) [Junior Vasquez Remix / $WP Edit] / feat. Grandmaster Flash and The Furious Five with Melle Mel
  10. OUT OF MY MIND [Perfecto Mix]
  11. ELECTRIC BARBARELLA [Edit]
  12. MICHAEL YOU'VE GOT A LOT TO ANSWER FOR
  13. GIRLS ON FILM '99 [Tin Tin Out Edit]
  14. SOMEONE ELSE NOT ME [$WP Edit]
  15. POP TRASH MOVIE
  16. (REACH UP FOR THE) SUNRISE [Jason Nevins Remix]
  17. WHAT HAPPENS TOMORROW
  1. NICE [DJ DREADY REMIX] / feat. DJ Dready
  2. FALLING DOWN / feat. Justin Timberlake
  3. NITE-RUNNER / feat. Timbaland and Justin Timberlake
  4. SKIN DIVERS / feat. Timbaland
  5. GIRL PANIC!
  6. ALL YOU NEED IS NOW
  7. LEAVE A LIGHT ON
  8. SAFE (IN THE HEAT OF THE MOMENT) / feat. Ana Matronic
  9. MAKE ME SMILE (COME UP AND SEE ME) [Live at Hammersmith Odeon 1982]
  10. CARELESS MEMORIES [Live from London]
  11. NOTORIOUS [Gemini Live]
  12. BEFORE THE RAIN [Live - from "A Diamond in the Mind" Show]
  13. SAVE A PRAYER [Live - from "Arena"]
  14. DIAMOND DOGS
  1. SAVE A PRAYER [DMC Remix]
  2. NOTORIOUSAURS REX [Master Mix - Long Version]
  3. THE REFLEX [Only Child Mix] / Duran Duran vs. Fake ID
  4. FALLING DOWN [Sebastian Leger Radio Mix] / feat. Justin Timberlake
  5. COME UNDONE [Club Mix]
  6. (REACH UP FOR THE) SUNRISE [Eric Prydz Mix]
  7. WHAT HAPPENS TOMORROW [Peter Rauhofer Club Mix]
  8. ALL SHE WANTS IS [Art of Mix]
  9. VERTIGO (DO THE DEMOLITION) [Mantronix Mix]
          Olá, Paddies! Hoje é o dia de espanar a carreira da banda inglesa Duran Duran. Simon LeBon e cia. começaram sua jornada em 1978 fazendo o primeiro hit "Planet Earth" em 1981. E daí desde este período os New Romantics não pararam mais e protagonizaram até 1985 aquilo que seria chamado de "Segunda Invasão Britânica" nos Estados Unidos, com uma euforia comparada aos Beatles na época. Seu rival direto era a banda Spandau Ballet, o dono do hit "True". Só que ao contrário dos Durans, não sobreviveram muito aos anos 80 (retornando em 2009 atá hoje, mas sem um trabalho inédito desde então).
           Em 1985 os integrantes resolveram trilhar em projetos paralelos, como The Power Station - com participação de Tony Thompson (da banda Chic) e Robert Palmer - e Arcadia. Dessa era temos "Some Like It Hot" (PS) e "Election Day" (Arcadia). Aproveitando essa pausa da banda, Roger Taylor, o baterista, e Andy Taylor, o guitarrista, deixaram o DD.
           Sobrando John Taylor, o baixista, Nick Rhodes, o tecladista, e Simon LeBon, o vocalista, fizeram um álbum em 1986, "Notorious" cuja música homônima foi um grande hit. Seguida pelas fracas "Skin Trade" e a tentativa sem sucesso de "Meet El Presidente", os Durans vieram ao Brasil em janeiro de 1988 para mais uma edição do festival Hollywood Rock, colocando a balada "A Matter of Feeling" no topo das paradas. Detalhe: Foi um single só no Brasil.
          Ainda em 1988, lançaram "Big Thing" e emplacaram "I Don't Want Your Love" nas paradas. Ainda emplacaram mais um single de sucesso somente aqui no Brasil: "Too Late, Marlene". Já no seguinte lançaram "Decade", uma coletânea de sucessos cuja versão brasileira em todos os formatos inclui "A Matter of Feeling" no lugar de "All She Wants Is", música que faria sucesso nas pistas anos depois em uma versão remixada. Ainda em 1989, lançam "Burning The Ground", que é uma faixa com colagens de todos os sucessos anteriores, assim como a sua irmã "Decadance".
           No final dos anos 80 juntaram-se aos rapazes o guitarrista e sex show man Warren Cuccurullo (ex-Missing Persons - o que é um artista que mostra em público que curte mulheres enfiando um consolo no cu?) e o baterista Sterling Campbell. Com sangue novo na banda gravaram aquele que seria o maior fracasso fonográfico da carreira: "Liberty", que ainda gerou dois hits moderados no Brasil: "Violence of Summer (Love's Taking Over)" e "Serious".
           Eles dariam a volta por cima três anos depois, com "Duran Duran", ou como a maioria conhece, "The Wedding Album" - assim veio nos LPs e CDs brasileiros - e arrebataram o público com "Ordinary World", "Come Undone" e "Breath After Breath" - esta última com participação de Milton Nascimento e vídeo gravado na Argentina.
          Logo em seguida gravaram um álbum de covers chamado "Thank You" - sendo o último deles em LP no Brasil - e no nosso país "Lay Lady Lay", um cover de Bob Dylan, tocou exaustivamente. Ainda neste tem a participação de Roger Taylor, o baterista saído de um eremitismo de 10 anos.
          Já em 1997 eles lançaram "Medazzaland", o primeiro deles fora da EMI Records - foi lançado pela Capitol Records, nos EUA (na prática isso não mudava em nada pois a Capitol é um selo da EMI. Atualmente é da Universal e todo o catálogo foi transferido para a Warner Music). Também foi o primeiro sem John Taylor, o baixista, que saiu por problemas de drogas e lançou um CD solo. Ficando um trio, Simon e o projeto recém-formado por Nick e Warren, TV Mania, lançaram em 2000 "Pop Trash" pela Hollywood Records (gravadora que pertence à Disney) e lançaram o primeiro clip feito somente na internet: "Someone Else Not Me" - música esta que ganhou versões em espanhol e francês. Disco ótimo mas incompreendido, atualmente está fora de catálogo.
           Em 2004 reuniram-se de novo com a formação original, sem Warren, e lançaram "Astronaut", que foi um grande alvoroço e que culminou com shows lotados por onde passavam. No Japão foi lançado a versão em LP. Nos Estados Unidos também foi lançado um DVD e um formato novo na época: O Dual Disc - como se fosse um LP com dois lados, mas no lado A é o CD e o lado B é do DVD - sendo que, colocando no DVD você pode ouvir a mixagem do álbum em 5.1 surround. Detalhe: O conteúdo do DVD e do DD (dual disc) são diferentes. Ainda no single de "What Happens Tomorrow" vem com o vídeo da música em alta definição para assistir no computador.
           Em 2007, sem Andy Taylor de novo, resolveram se juntar ao Timbaland e Justin Timberlake para produzirem "Red Carpet Massacre", que gerou um hit moderado, "Falling Down" e a música mais legal do disco, que nunca oficialmente foi um hit: "Nite-Runner", onde Timbaland e Justin também cantam.
           Mais três anos e lançam o primeiro disco pelo selo próprio, Tapemodern: "All You Need Is Now", aclamado como o melhor disco da banda nos últimos tempos, com participação da Scissor Sister Ana Matronic. Tanto "Astronaut" quanto "All You Need Is Now" renderam ótimos discos ao vivo, totalizando assim quatro álbuns ao vivo oficiais.
           Para este lançamento resolvi faxinar a discografia da banda colocando todos os sucessos no mundo e aqui, algumas versões especiais melhores do que as originais e as "Long Versions" da época do disco "Rio", de 1982. Ainda pautei por colocar "Anyone Out There" (da trilha da novela "Sétimo Sentido", de 1982), que foi um moderado sucesso somente aqui, duas versões ótimas de "All She Wants Is", versões acústicas e alternativas e a grande maioria em versões que têm tudo menos de single. Ainda o famoso remix 1992 de "Save A Prayer" e ainda algumas versões do tão sonhado "Master Mixes" no disco 5. Tá uma senhora faxina!!! Aproveitem!!! Cheers!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

DANCIN' DAYS / Internacional [Edição de 35 anos de aniversário] (Som Livre, 1978)

Baixe este álbum remasterizado e 100% digital aqui.


FICHA TÉCNICA:
Ano: 1978 - Grav.: Som Livre
No. de cat.: 404.7107 (LP) / 740.7107 (K7)
Seleção de Repertório: Toninho Paladino
Design / Capa: Sergio Liuzzi
Fotos: Câmara Três
Coordenação de capa: Vera Roesler
Remasterizado por: $kywalker
Fonogramas gentilmente cedidos por: Comercial e Fonográfica RGE Ltda. (1, 7), UMG Recordings (2, 4, 5, 8, 9, 12), Sirocco / BBC (3), Butterfly Records (6), Warner Music (10) e Sony Music (11, 13, 14).
Bitrate: 320kbps

PLAYLIST:
  1. DANCIN' DAYS MEDLEY: NIGHT FEVER / STAYIN' ALIVE / YOU SHOULD BE DANCIN'/ NIGHTS ON BROADWAY / LONELY DAYS, LONELY NIGHTS / IF I CAN'T HAVE YOU / EVERY NIGHT FEVER / Harmony Cats (4:17)
  2. THREE TIMES A LADY [Album Version] / Commodores (6:38)
  3. SCOTS MACHINE (A/K/A SCOTCH MACHINE) / Voyage (3:22)
  4. THE WAGES OF SIN [12" Version] / Santa Esmeralda - starring Jimmy Goings (8:18)
  5. YOU LIGHT UP MY LIFE / Debby Boone (3:36)
  6. THE GRAND TOUR / Grand Tour (5:55)
  7. I LOVED YOU / Freddy Cole (3:22)
  8. MACHO MAN [Single Version] / Village People (3:27)
  9. FOLLOW YOU, FOLLOW ME / Genesis (3:58)
  10. BROADWAY GYPSY LADY / Linda Clifford* (3:42)
  11. BLUE STREET / Blood, Sweat and Tears (4:31)
  12. RIO DE JANEIRO [12" Version] / Gary Criss (8:14)
  13. RIVERS OF BABYLON / Boney M. (4:16)
  14. AUTOMATIC LOVER / Dee D. Jackson* (3:57)

*"Gypsy Lady" é uma outra música de Linda Clifford que também tocou na novela. Porém no disco da novela veio "Broadway Gypsy Lady", saindo a outra em um compacto duplo na revista Rock Espetacular Dancin' Days Especial" no mesmo ano pela Som Livre.
**Jupiter Records under exclusive licence to Sony Music Entertainment Inc.

           Salve, salve, Padawans! hoje eu vim aqui mostrar mais uma trilha longa que ficou na mente dos trilheiros de plantão: A nossa querida DANCIN' DAYS, com um remaster definitivo. Definitivo porque não preciso mais mexer neste álbum pois todas as faixas já foram devidamente encontradas em suas respectivas versões. Com quase 70 minutos de música, o nosso seletor de repertório Toninho Paladino foi ousado em fazer esta trilha internacional, pois a maioria das músicas na época não era sucesso aqui e sim nos Estados Unidos e Europa. Depois com o sucesso da novela é que começaram a tocar as músicas a exaustão.
           O disco começa com um medley dos Bee Gees interpretado pelas brasileiras das Harmony Cats. Com sucessos da trilha sonora do filme "Saturday Night Fever" (Os Embalos de Sábado à Noite), na época da novela chegou a um ponto que estava valendo tudo, menos essa música pois tocou a exaustão. Ainda foram interpretadas na novela pelos próprios Bee Gees e um conjunto genérico (provavelmente era o conjunto Flowers). Achei perdido em um CD da RGE de 1990.
           Aí veio a clássica balada dos Commodores "Three Times A Lady". Graças ao disco descobri que era bem maior do que eu a conhecia, com todos os seus 6:38 na versão do álbum. De volta à febre disco, Voyage comparece com a polêmica "Scotch Machine". Explico: O nome "scotch" é tão pejorativo quanto chamar o negro de "nigger" no exterior. Scotch é uma bebida e chamar o escocês de "máquina escocesa" é uma ofensa grave - dá a entender que todo escocês é bêbado. Ou seja, é uma versão hardcore de Bob Esponja. Então trocaram o nome posteriormente para "Scots Machine". Lembrando que Scots está para Scottish assim como Aussie está para Australian.
           Eu costumo dizer que a banda Santa Esmeralda não tem música, e sim, saga. Enquanto descobrimos que "The Wages of Sin" foi mais picotado do que papel picado no LP da novela, Descobri que ela vem de uma versão de 12 polegadas de 8:18. 
           Debby Boone nos entregou o grande hit "You Light Up My Life", que parece romântica mas é uma música de louvor, gospel.
           Grand Tour foi diversas vezes confundido com alguma outra banda que tocava country, pois sempre alguém a punha num download perdido pelo orkut da vida.
           Freddy Cole, irmão de Nat King Cole, colabora com um grande sucesso tema de Julia e Cacá (Sonia Braga e Antônio Fagundes): "I Loved You".
          Junte cinco caras irreverentes, cinco fantasias idem, boa música disco, vozes poderosas, muita irreverência e uma dose cavalar de temática gay: Então temos a banda Village People e o seu "Macho Man". 
           Seguindo a trilha temos a ex-banda de Phil Collins e Mike Rutherford, também ex-Mike + The Mechanics: Genesis. Gravaram o sucesso "Follow You, Follow Me".
           ATENÇÃO A TODOS: Linda Clifford colaborou com duas músicas para a trilha sonora. O problema é que as duas têm títulos bem parecidos, separados por uma palavra literalmente falando. A música que foi pra trilha se chama "BROADWAY GYPSY LADY". Na novela também toca a música "GYPSY LADY", que saiu em trilha complementar depois.
           Blood, Sweat and Tears colabora com a trilha com "Blue Street", tema de Yolanda Pratini (Joana Fomm). Já Gary Criss exerceu seu fascínio pelo Brasil ao gravar um declaração de amor na terra onde "todas as moças se vestem para arrasar": "Rio de Janeiro". Esse disco também saiu no exterior pela Salsoul Records, Columbia e até EMI. 
           Boney M. foi um enorme sucesso com "Rivers of Babylon" e Dee D. Jackson idem com "Automatic Lover", a ponto de fazer shows aqui no Brasil, mas na verdade era uma dublê que se apresentava no lugar dela.
           É isso aí. curtam, galera! Fui!!! :-)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Edição de tributo: SELVA DE PEDRA: Internacional [Bonus Track] (Som Livre, 1972, 2013)

Baixe este álbum remasterizado aqui.
EM MEMÓRIA DO GRANDE EMPRESÁRIO E PRODUTOR MUSICAL JOÃO ARAÚJO (1935-2012), UM HOMEM QUE INSPIROU A MIM E A MUITOS OUTROS COM MUITA MÚSICA E A ÚNICA GRAVADORA DO MUNDO QUE POSSUI ARDOROSOS FÃS, A SOM LIVRE.
Na foto: Lucinha Araújo, sua esposa, João Araújo e o filho, Cazuza (fonte: Reprodução internet)
FICHA TÉCNICA:
Ano: 1972 - Gravadora: Som Livre
No. de cat.: SSIGI 5008 (1ª e 2ª tiragens), 404.7008 (3ª e 4ª tiragens) (LP) / 740.7008 (K7)
Seleção de repertório: João Araújo
Masterizado por: $kywalker e Bugrim (faixas 8, 9, 10 e 11). Remasterizado por: $kywalker.
Capa da reedição 2013: Adriana Simonin  / Globo Marcas
Contracapa: $kywalker. 
Inlay reestaurado por: Voldemort
Arte-final: $kywalker
Agradecimentos especiais: Crystal
Fonogramas gentilmente cedidos por: Scepter Records (1), Comercial e Fonográfica RGE Ltda. (2, 9, 13), UMG (3, 4), Sony Music (5), Top Tape (6), EMI (7), Disc' AZ (8), Westbound Records (10), Hot Wax (12)
Bitrate: 320 kbps
Tempo de execução: aprox. 40:00

PLAYLIST:
  1. ROCK AND ROLL LULLABY / B. J. Thomas
  2. JESUS / Billbox Group*
  3. FLOY JOY / The Supremes
  4. AIN'T NO SUNSHINE / Michael Jackson
  5. SON OF MY FATHER / Giorgio (futuramente se chamaria Giorgio Moroder)
  6. A TASTE OF EXCITEMENT / Carnaby Street Pop Orchestra and Choir
  7. LA QUESTION / Françoise Hardy
  8. MARY MARY (MARY BLIND MARY) / Laurent = Mardi Gras**
  9. SLEEPY SHORES / Free Sound Orchestra***
  10. FEEL THE NEED / Damon Shawn
  11. LET IT RIDE / Hard Horse
  12. FRIGHTENED GIRL / Silent Majority****
  13. SELVA DE PEDRA [Abertura Original da TV] / Orquestra & Coro Som Livre*****
*Regravada, esta canção é originalmente interpretada por Jeremy Faith and the St. Matthews Church Choir and Orchestra em 1971 pela gravadora Decca, cuja gravação foi executada ao vivo em Los Angeles.
**A banda Mardi Gras fazia os backing vocais para o cantor francês Michel Laurent. Apesar de terem realmente gravado com ele esta faixa, ele assina sozinho no compacto italiano de 45 rpm em 1972. O título da música veio erroneamente como "Mary Blind Mary".
*** "Sleepy Shores" é uma música do compositor alemão Johnny Pearson, cuja gravação original também é executada na novela na cena em que Fernanda está no sanatório e reencontra o marido Caio (Carlos Eduardo Dolabella). Na segunda tiragem, pela EMI Odeon, e na terceira, pela RCA Eletrônica o título foi alterado para "If You Want More" e a composição foi atribuída a Waltel Blanco e Antônio Faya (W. Blanc - A. Faye). Na última tiragem, já com o selo S azul infinito em 1980 foi restaurado o título original.
**** Gravação em mono. Não existe mixagem estéreo dessa música.
***** A gravação aqui é a mesma que era apresentada na vinheta da novela em 1972, diferente da que aparece na trilha nacional. Faixa-bônus.

           Olá, Padawans! Hoje eu venho aqui prestar uma homenagem ao fundador da Som Livre, o empresário e produtor musical João Araújo. Ele faleceu ano passado vítima de infarto aos 78 anos.
           O visionário João começou no ramo aos 14 anos quando um cunhado o convidou para integrar o time da Copacabana Discos como auxiliar de imprensa. Depois passou pela EMI Odeon, emendou na Philips, onde se tornou diretor artístico. Lá montou um time de estrelas no casting da gravadora: Recrutou Gal Costa, Caetano Veloso, Jorge Ben Jor, entre outros.
          Em 1969 fundou a Som Livre, ou SIGLA - Sistema Globo de Gravações Audio-Visuais Ltda., ficando no comando até 2007. Graças ao seu dom de descobridor musical temos aí Gal Costa, Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil, Novos Baianos, Lulu Santos, Nara Leão... E ainda sua esposa, Lucinha Araújo e seu filho, o saudoso Cazuza. Em 2007 conquistou o prêmio do Grammy de "Contribuição à Musica" na categoria produtor. No dia 30 de novembro passado nos deixou e foi produzir música celestial para Deus.
           Em sua homenagem postei o seu primeiro grande sucesso de vendas: A trilha de Selva de Pedra internacional, com capa renovada mas no pacote também tem a capa original da trilha. A grande sacada do disco? O tema de amor de Simone e Cristiano: "Rock and Roll Lullaby", também tema de muitos casamentos na época. A trilha também foi o repertório preferido de muitas festas em 1972. Na segunda metade do ano passado a novela foi relançada em DVD e a história se resumiu em 6 discos em 22 horas de duração.
           A capa postada aqui é de uma edição especial somente para distribuição interna da gravadora. Porém, como a própria já não possui mais o master do álbum a qualidade das gravações não era muito boa. Portanto, coube-me aqui a tarefa de dar um jeito nisso, mas também dou crédito ao amigo Luiz Alberto Gomes, o Bugrim do blog "Só Música", que ajudou nas árduas faixas do lado B. Falando nisso...
          ...Qual a diferença dos masters? 1. "Floy Joy" (The Supremes) vem com a rotação no lugar; 2. "Ain't No Sunshine" vem completa, como na trilha em LP de 1972; 3. "Frightened Girl" (Silent Majority) foi remasterizado para o iTunes. Portanto, o som veio melhor; 4. Tem a abertura original da TV como faixa-bônus; 5. e, finalmente, uma boa parcela veio do CD.
           Algumas músicas foram distribuídas por selos pequenos e não tive nenhuma notícia de alguma major ter em seu catálogo alguns títulos deste disco. Tanto que coloquei os selos aos quais pertencem originalmente.
           Bem, galera, vou deixar vocês se deleitando com este disco, que é uma grande trilha sonora, uma das mais queridas de todos os tempos. Fiquem com Deus. FUI! :-)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

10 TÍTULOS EM VINIL TESTADOS E APROVADOS QUE VOCÊ PODE OUVIR SEM SUSTO :-)

          Oi, gente! Depois do beijo gay de hoje da novela, falemos de Tekpix! (risos) Brincadeirinha, vamos falar de um dos meus assuntos preferidos: VINIL! Titio andou ouvindo mais alguns discos e recomenda uns títulos que você vai poder ouvir sem susto. Alguns títulos de fabricação nacional, outros estrangeiros. Vamos nessa? :-)

THE BEST OF INFORMATION SOCIETY PRODUZIDO PELA TRANSAMÉRICA (1992) (Tommy Boy / Back 2 Basics, 1992)


           Este disco saiu pela Tommy Boy / Back 2 Basics (ex-Stiletto) e eu dei a dupla sorte de pobre (leia-se: cagada) de encontrar tanto o CD quanto o LP em excelente estado, ambos raríssimos. Foi um álbum fabricado pelas Gravações Elétricas, fabricante do selo Continental (hoje pertencente à Warner Music).
           É uma coletânea com os maiores sucessos do InSoc pré-"Peace & Love, Inc." e ainda vem com a inédita "Strength" (escrito erroneamente como "STRENGHT"). Nove músicas no total, sendo 5 no lado A e 4 no lado B.
           Logo após a Tommy Boy foi por um tempo para a Warner Music, onde relançaram os dois primeiros álbuns mais o "Peace & Love, Inc." e outro "Best of" feito exclusivamente para o Brasil incluindo os hits do último álbum.

XANADU - TRILHA SONORA ORIGINAL DO FILME (1980) (MCA / Epic / CBS, 1980)


          "Xanadu" foi um filme que marcou a transição da geração 1970 para a de 1980. Com uma trilha sonora empolgante e canções românticas lindas, aqui no Brasil houve uma inversão de lados dos Lp's. No lado A - que virou B - a trilha é toda cantada por Olivia Newton-John - com participações de Cliff Richard, The Tubes e Gene Kelly. Já o lado B - que passou a ser o A - é toda interpretada por Electric Light Orchestra e seu disco rock empolgante. Na faixa de encerramento ELO e Olivia se juntam para o tema principal do filme, "Xanadu". Só uma pena que "Fool Country", cantado pela Olivia, tenha somente parado em um compacto como lado B da música-tema do filme.

EMERGENCY ON PLANET EARTH - FULL LENGTH VERSIONS / Jamiroquai (Chaos / Sony Music, 1992)

    

            Este disco foi lançado aqui no Brasil em uma versão diferente - e maior do que os outros países, o que torna a edição brasileira um item de colecionador. O som é um deslumbre, um dos poucos da Sony que merecem este título. "When You Gonna Learn", "Too Young to Die" e "If I Like It, I Do It" são as contempladas em versões estendidas do disco. É uma viagem muito interessante e um redescobrimento ao universo do Jamiroquai a quem conhece as versões do CD. A edição 2012, importada, já vem como no CD mas o som continua espetacular e a edição é para audiófilos e de pesagem de 180 gramas.

EVERYBODY KNOWS / Sonia (Chrysalis / EMI Odeon, 1990)

           Sonia Evans é considerada a versão feminina de Rick Astley: trabalhou com os mesmos produtores dele - Stock, Aitken & Waterman - e arreabtou sucessos como "You'll Never Stop Me Loving You", "Can't Forget You", "Listen to Your Heart" e "Counting Every Minute". O disco, fabricado pela Fonopress, mantém a qualidade sonora do início ao fim.

MUTANTES - DISCOGRAFIA / Mutantes (Universal Music, 1968-1972, 2011)

           Curiosamente a discografia completa dos Mutantes foi relançada em vinil para audiófilos em 180 gramas no exterior na Europa, Estados Unidos e até na Rússia, onde o primeiro álbum datado de 1969 foi também respeitado no quesito qualidade, além de vir com um CD cuja masterização é bem melhor que o CD brasileiro.
            A minha coleção é de fabricação bem heterogênea: O álbum "Os Mutantes" (1968), conforme já disse anteriormente, saiu pelo selo russo Lilith com direito a CD incluído no pacote; O álbum "Mutantes" (1969) veio pela Universal dos EUA e mesmo o disco sendo mono como o seu antecessor as faixas são tão nítidas no LP que dá até para imaginar algo estereofônico nas faixas mesmo não apelando para o recurso do "fake stereo" (estéreo falso). O selo é uma reprodução do nosso nacional; Já "A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado" (1970) é estéreo, também com reprodução do selo original de época, inclusive. O som ganha e muito do CD; "Technicolor" (1970), o álbum engavetado, também ganhou edição audiófila de 180 gramas é um dos discos que soam mais bonitos da coleção em termos de som; Nem preciso dizer que "Jardim Elétrico" (1971) e "Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets" (1972) completam o bailão, sendo este último de fabricação desconhecida mas é o que mais imitou o selo nacional.

WEEZER / Weezer (Geffen / Universal Music, 1994 / 2013)

           Os debochados meninos do Weezer se popularizaram com "Buddy Holly", o divertido vídeo clipe que fez parte do CD-rom anexo do Windows 95. A reedição 2013 está com um som 200% melhor, em pesagem de 180 gramas e ainda vem com um cartão de download para você baixar o álbum inteiro em Mp3.


THE STEREO BOX VINYL SET / The Beatles (Parlophone-Apple / EMI Music, 1963-1970, 2012)

           A discografia dos Fab Four foi toda relançada em 2012 em edição audiófilo 180 gramas, podendo ser consumido em vinis separados ou em um box que ainda contém um livro lindo. Com exceção de "Help!" e "Rubber Soul", que foram feitos a partir dos masters de 1986, os vinis foram a partir dos remasters de 2009, inclusive os primeiros álbuns reeditados em estéreo, incluindo algumas faixas que antes apareceram em mono em "Past Masters".

BORN TO DIE: THE PARADISE EDITION / Lana Del Rey (Polydor / Universal Music, 2012)

           Depressiva, lânguida, linda: Tudo o que eu adoro em uma cantora. Lana consegue mexer com o íntimo das pessoas. Deixe-me explicar o que acontece: "Paradise" é o disco complementar de "Born to Die" (se você comprou a edição de luxo é a capa dele com o disco 2). Só que quando compra o LP vem em um box onde além de conter "Paradise" você pode guardar o "Born to Die" que você já tem dentro dele. Só que a informação é tão mal colocada na embalagem que a pessoa compra pensando que vem também "Born to Die" em disco duplo (por causa das faixas-bônus que não estão na versão simples). Isso gerou uma confusão entre as lojas e os compradores, que acharam que faltava um álbum duplo.
           Juntando os dois discos não tem como não ficar de cara ao ouvir "Born to Die", "Video Games", "Blue Jeans", "Summertime Sadness" e "Rise".

THRILLER: 25TH ANNIVERSARY EDITION / Michael Jackson (Epic / Sony Music, 2008)

           Vinil 180 gramas, o primeiro disco vem o álbum de 1982. O Segundo vem com as faixas-bônus de 2008, como "The Girl Is Mine" e "P.Y.T." (em dueto com wiil.i.am, dos Blakc-Eyed Peas). Um belo trato sonoro que vale a grana investida.

BAD GIRLS / Donna Summer (Casablanca / PolyGram, 1979)

           O álbum original de 1979 fabricado pela Phonogram me surpreendeu na qualidade de som: Nem as faixas do final do disco gongam. Agudos no lugar, graves sem exagero, muito bom! A única coisa que não vem são as letras das músicas - exceto "Bad Girls", no centro da capa dupla -, coisa que puseram no CD.

METALLICA / Metallica (Vertigo / Warner Music , 1991 / 2008)

           Quem ouviu a versão podre deste disco vai amar saber que desta vez acertaram direitinho. Lançado no exterior pela Warner Music, o disco originalmente duplo vem com um som que não deixa nada a dever ao seu irmão CD. E a edição em 45 rpm é uma Ferrari sonora, apesar do caça-níquel em 4 LP's.

           Bem, minha gente, essa é a minha dica de hoje para os discos de vinil. Eu volto com outras mais. bye! :-)

RAVE YOU GOT ME [Maxi Single] / $kywalker (SWP, 2014)

Baixe as capas para montar o seu CD. Para baixar as faixas, clique aqui.


FICHA TÉCNICA:
No. de cat.: SWP-S001-2
Ano: 2014 - Gravadora: $WP
Arranjado, produzido, mixado, remixado e masterizado por $kywalker
Vocais de Hinterland Moon, gentilmente cedido por Lightshine Records GmbH, Germany.
Teclados, programações e samples: $kywalker.
Capa: $kywalker
Fotos: Google
Bitrate: 320 kbps

PLAYLIST:
  1. RAVE YOU GOT ME [Radio Edit]*
  2. RAVE YOU GOT ME [$kywalker Rave Mix]*
  3. RAVE YOU GOT ME [$kywalker Ryca Mix]*
  4. RAVE YOU GOT ME [Album Version]*
  5. RAVE YOU GOT ME [$kywalker Rave Edit]*
  6. BRAND NEW DAY**
*$kywalker feat. Hinterland Moon **$kywalker

           Oi, gente! Depois do meu álbum "Standards" eu não parei. Continuo a toda aprontando música e mais música. De uma web collab ("colaboração via internet") entre mim e o grupo indie Hinterland Moon, diretamente de Berlim, Alemanha, eis que surgiram as letras e os vocais para "Rave You Got Me". Espero que curtam. Podem baixar à vontade pois está liberado, mas por um tempo limitado, ok? Titio FOI!!!! Rs.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

SW Exclusive: SOUNDS OF SUMMER (SWP, 2014)

Baixe este álbum aqui.
FICHA TÉCNICA:
Ano: 2014 - Gravadora: $WP
No. de cat: SWP-0058-2
Seleção de repertório e capas: $kywalker
Desenhos: Google
Masterizado por: $kywalker
Fonogramas gentilmente cedidos por; Sony Music (1, 4, 5, 10, 11), UMG (2, 3, 7, 8, 9, 12, 13, 14) e Warner Music (6)
Bitrate: 320 kbps


PLAYLIST:
  1. WRECKING BALL / Miley Cyrus
  2. BIRTHDAY / Katy Perry
  3. BLURRED LINES / Robin Thicke - feat. T.I. and Pharrell
  4. BLOW / Beyoncé
  5. TIMBER / Pitbull - feat. Ke$ha
  6. LOCKED INSIDE / Janelle Monáe
  7. FASHION BEATS / The Black-Eyed Peas
  8. HEY BROTHER / Avicii - feat. Dan Tyminski
  9. DO WHAT U WANT / Lady Gaga - feat. R. Kelly
  10. INSTANT CRUSH / Daft Punk - feat. Julian Casablancas
  11. HOT RIGHT NOW / DJ Fresh - feat. Rita Ora
  12. ROYALS / Lorde
  13. SUMMERTIME SADNESS / Lana Del Rey
  14. STAY / Rihanna - feat. Mikky Ekko
           Oi, Padawans! Soltando a primeira coletânea do ano, trouxe a vocês os sons do verão de 2014. "The Sounds of Summer", para ser mais exato. Muitos hits, antecipando alguns de Beyoncé e Katy Perry e colocando alguns de muito sucesso do final de 2013. Tem Robin Thicke saindo finalmente do anonimato em "Blurred Lines", country dance com Pitbull e Ke$ha em "Timber", Lorde pagando de Adele em "Royals", Rita Ora cantando drum 'n' bass em "Hot Right Now" e Lana Del Rey fazendo fossa com classe em "Summertime Sadness". Um belo disco. Baixem! FUI!!!

domingo, 12 de janeiro de 2014

PSEUDOBITCHES QUE AMAMOS (E ODIAMOS, TAMBÉM!) :-)

           Olá! Passaram bem a virada do ano? Assim eu espero. Hoje eu vim aqui para falar de algo que amamos - e, por que não, odiamos, também? AS DIVAS DO POP, mais especificamente de um nicho de mercado que desde que o pop é pop os nomes mudam, mas acontece sempre o mesmo: As PSEUDOBITCHES, ou as Falsas Putas. Elas só surgem quando somente a voz não é o suficiente para segurar o sucesso, então como "novidade" elas começam a sensualizar, algumas em dose um tanto excessiva. Normalmente elas começam a agir assim quando completam trinta anos, quando querem transgredir para provar que já não são mais menininhas. As biba pão-com-ovo pira!
           Vamos começar por uma chiquérrima cujo início de carreira começou como uma pseudobitch mas a voz era tão brilhante que essa parte de sua vida foi até sublimada: DONNA SUMMER. Gente que é gente lembra que ela começou na carreira gemendo quase que dezessete minutos na música "Love to Love You Baby". A música fez tanto sucesso que parou até na novela "Anjo Mau". Já viram a capa do disco que leva o mesmo nome? Ela posando de camisolinha fazendo cara de quem está gozando? Na contracapa ela posa deitada com uma camisola menor ainda e de calcinha fio dental. Ela canta de maneira lânguida e sexy, sempre com aquela estória de que precisa de um homem e etc. Apesar de ter uma voz enorme, as músicas que iam para as rádios eram sempre as que ela usava a metade da voz e gemendo (vide "Spring Affair", "Try Me, I Know We Can Make It", "Once Upon A Time" e a inovadora "I Feel Love"). Até que ela resolveu parar com isso e apostou nos discos estilo "tour de force", que apesar de duplos todos fizeram muito sucesso. Apesar de com o tempo buscar outros estilos e até amargar um ou outro fracasso, ela sempre será a grande Rainha da Disco Music (os fãs de Diana Ross que me perdoem, cof! cof!...).
           Mudando de diva, vamos falar da nossa atual rainha do pop, MADONNA. Polêmica sempre, já começou levando o visual das prostitutas para o mundo das garotinhas dos anos 1980. Porém a coisa começou mesmo a degringolar quando completou 30 anos em 1989 e lançou "Like A Prayer", cujo clipe tem cruzes queimando a la Ku Klux Klan, Jesus negro, beijo na boca de Jesus, exorcismo feito por um membro do coro... A ponto de perder um importante patrocinador, a Pepsi, para os seus shows, e incitar a repulsa até do Papa João Paulo II. Como tudo o que está cagado ainda chafurda, em 1990 ela foi mais fundo quando na época de "Vogue" - em um tempo em que ainda não era classificada como cantora de gay e que dançar isso era normalíssimo inclusive entre os meninos - em seus shows ela simulava masturbação e orgasmo em cima de uma cama - até que o ponto mais alto de erotismo foi em 1992, com o álbum "Erotica" e o lançamento do livro "Sex", lançado em edição limitada onde ela pegou um tanto pesado apesar do livro hoje em dia ser considerado ma obra de arte, um "pornô chic", digamos assim. Ela começou a baixar a bola em 1994 com "Bedtime Stories" e começou a desconstruir sua imagem de rameira pop, ainda prosseguindo em 1995 com a coletânea de baladas "Something to Remember". Reinventou sua imagem pela enésima vez com "Ray of Light" buscando uma linha mais Trip Hop, voltando ao pop - numa linha mais Country em "Music". Em 2005 lançou o maravilhoso "Confessions on A Dance Floor", veio com o grudento "Hard Candy" e hoje está um pouco caidinha - eu disse POUCO - com "MDNA", cuja estética do show não agradou muito o público. Muitos maliciosamente disseram que está velha e musicalmente fora de forma, mas é difícil derrubar essa mulher.
           Enquanto isso outra que apelou para o "pseudobitcherismo" foi MARIAH CAREY, cuja voz não tem sido suficiente para se segurar nas paradas. No final dos anos 1990 resolveu também apelar para a sensualizada no visual, emagrecendo muito e usando microvestidos justos em que se tirasse mais um centímetro de seu comprimento daria para ver a "butterfly" da moça. E assim continuou até sair da Sony e lançar "Glitter", talvez um dos seus maiores discos fracassados em sua carreira. A moça ficou gorda e mesmo assim tentou sensualizar suas gorduras, mas o que eu mais achei estranho foram os seus seios bifurcados - um apontando para a direita e o outro para a esquerda. Ainda tentou pagar de gostosa com muito Photoshop em "Memoirs of an Imperfect Angel". Hoje ainda em um programa de talentos briga com outra pseudobitch menos talentosa que quer pagar de gostosa mas é ancuda e de bunda grande e furada chamada Nicki Minaj.
           Outra dos 1990 que não tenho o menor apreço e nem respeito é BRITNEY SPEARS, ou Britney Bitch, como é o seu alter ego. Típica beleza americana, começou com "Baby One More Time" - em um clipe em que canta mais com os seios do que com a voz, que é irritante, com aqueles gemidos e tudo o mais, inclusive motivo de escárnio para uma vinheta da MTV Brasil onde aparece um senhor que literalmente peidava o refrão de "Baby One More Time". Aprontou todas, ficou louca do coco, virou Sinéad O'Connor (ficou carequinha da silva), causava onde passava, foi interditada, enfim, virada na Maria Molambo. Aí ficou calminha, resolveu bancar a puta falsa com Madonna de madrinha, que a considera sua sucessora. Veio ao Brasil para o Rock in Rio, fez um show micado com direito a vaia quando apareceu com uma bandeira dos Estados Unidos nas costas e dublou e até apareceu em um vídeo em um show em que um esperto técnico de gravação registrou o que ela realmente cantava - na verdade ela mais bufava da coreografia e miava do que realmente cantava. Sinceramente - não posso acusar e nem nada provar - acho que desde "Till The World Ends" os vocais estão estranhamente com uma pronúncia meio sueca. Será que é outra que está gravando no lugar dela e ela apenas levando os créditos? Sei lá... Prestem atenção nisso também em "Scream and Shout", dueto dela com willl.i.am.
           A barbadiana RIHANNA é outra que se bandeou para o lado transgressor da força. Depois de apanhar de Chris Brown, resolveu pirar na potato para ser notada. Lançou "Umbrella" - que foi um grude nas rádios daqui por mais de um ano - e desde o penúltimo disco a moça aparece fumando um fedorento charuto e dando a entender que é chegada a uma "viagem sem sair do lugar" nos clipes. Fora que ainda faz umas tatuagens de gosto um tanto duvidoso. O último álbum, "Unapologetic", tem mais baixos do que altos.
           Como esquecer da bonitinha mas ordinária KATY PERRY? Começou a carreira dizendo que beijou uma garota e gostou, curtiu uma de pin-up, se vestiu literalmente de doce e ficou nua para o sonho de um adolescente e agora está rugindo. Um dos shows mais queridos do Rock in Rio 2011, conseguiu ser menininha e sexy ao mesmo tempo. Vida longa à Katy!!!
           Agora vem uma que não está, ao meu ver, conseguindo fazer um bom trabalho. Tentando se desvincular da imagem de Hanna Montanah, MILEY CYRUS conseguiu reunir tudo de ruim em uma só performance: Virou uma espécie de manual ambulante de tudo o que não se deve fazer para aparecer. Primeiro que não é do tipo gostosona, usa uma mini roupa em que deixa a bunda que não tem mais ainda de frango, faz "twerking" (para mim isso é ficar de bunda empinada chacolhando na frente do pinto do cara - no caso a primeira vítima foi Robin Thicke) e não consegue ser mais erótico do que nosso quadradinho de oito, usa uns coques que achatam sua cabeça e para completar fica com aquela língua de fora parece uma renascida do inferno. Ainda põe um efeito na voz que não se sabe que quem canta ou é ela ou a Rihanna. Aí na entrevista diz que quer casar, mas na verdade quis causar vendendo uma imagem falsa do que não é, mas muito descarada. E o que foi aquilo de posar de maiô com um pinto desenhado nele na época de Natal?
          Agora outra que é sexy sem ser vulgar é BEYONCÉ. De todas a única com possibilidades reais de reunir as melhores qualidades de Madonna e Whitney Houston em uma única pessoa. Dona de uma voz impressionante, simpática ao extremo com seus fãs, totalmente família e prova que não precisa ficar se envolvendo em escândalos para fazer sucesso. A única que deixou todos loucos com o lançamento sem o menor alarde de seu último álbum mais DVD "Beyoncé" onde gravou um clipe para cada música do disco. Um trabalho que não é de fácil assimilação - não segue a fórmula fácil do pop - que foca mais na música do que no alarde a sua volta, conseguiu transformar o clipe de "Haunted" em algo ao mesmo tempo erótico e chique, fora que tem uma história em "Pretty Hurts", cuja referências aparecem ainda em "Drunk in Love" e "Grown Woman" - o clipe mais legal juntamente com "Blow". O trabalho mais simbiótico da moça - o áudio não é grande coisa sem o vídeo e vice-versa -, certamente. E ela sabe que é beeeem gostosa para os padrões americanos - tem o bumbum brasileiro - e tira bastante proveito disso.
           Não posso me esquecer de LADY GAGA. A moça me aparece cheia dos alardes, com roupas esquisitas, para chocar, mesmo, com performances esquisitas, mas que deixaram o mundo colorido em polvorosa. A moça é uma traveca que deu certo e anima qualquer baile. Polemizou com a igreja católica ao cantar "Judas", disse que a "sua vagina se ofendeu" ao chamarem-na de hermafrodita, enfim, uma criadora de polêmica nata. Só lamento que no último álbum não tenha deixado uma música de que eu venha me lembrar no futuro.
          Esqueci de alguém? Comentem sobre este artigo. Voltem mais tarde porque ainda faltam as fotos. Abraços!!! :-)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Para refletir: ESTEREÓTIPOS

  1. ESTEREÓTIPOS

    Nem toda verdade é absoluta
    Nem toda explicação da vida é relativa
    Nem todo inimigo quer o nosso mal
    Nem todo amigo quer nosso bem
    Nem todo homossexual é mau caráter
    Nem todo heterossexual é bom caráter
    Nem todo soropositivo pegou a doença na putaria
    Nem todo soronegativo vive na candura eclesiástica...
    Nem todo negro - na verdade a maioria esmagadora não é - é ladrão
    Nem todo branco é gente de bem
    Nem toda mulher é invejosa, vingativa ou puta
    Nem todo homem é relaxado, magnânimo, brigão ou garanhão
    Nem todo muçulmano - toda a maioria também não é - é terrorista
    Nem todo alemão é nazista
    Nem toda piedade cristã é sincera
    Nem todo pagão é comportamentalmente soberbo e farisaico
    Nem todo carioca curte funk, samba e pagode
    Nem todo paulista é cafona ou curte rock
    Nem toda loira é burra
    Nem toda morena é esperta
    Nem todo religioso é inteligente
    Nem todo ateu é idiota
    Nem todo gay é afetado
    Nem toda lésbica é caminhoneira
    Nem todo umbandista/candomblecista é do mal
    Nem todo evangélico faz o bem
    Nem todo gay é pedófilo
    Nem todo hetero é sexopuerofóbico
    Nem todo casamento é feliz
    Nem todo divórcio é um desencanto
    Nem todo adulto é infernal
    Nem toda criança é um anjo
    Nem todo magro é chato
    Nem todo gordo é simpático
    Nem todo deprimido desaba e chora
    Nem toda pessoa com autoestima elevada brilha
    Nem todo mundo é irreverente
    Mas todo mundo é gente.

    A vida é uma coisa diversificada e complexa. As pessoas não são latas de cerveja para receberem rótulos.
    Os tempos mudam. A bondade é inerente ao estilo de vida da pessoa.
    Nada é garantido. O que não se deve é faltar com o respeito.
    O mundo está como está porque as pessoas não se respeitam. Esquecem que quando um dedo aponta para alguém, quatro apontam de volta para você.
    Quando for julgar alguém, lembre-se que se o telhado do julgado é de vidro, o seu é de plástico.
    Você é uma pessoa cheia de achismos e convicções pessoais. Para a boa coexistência guarde-os para você.
    E, por fim, a única raça que existe entre nós é a raça humana. E no final, quando a carne apodrece no caixão, todos ficam pretos.

    Feliz Natal!
    $kywalker, 19/12/2013

(c) 2013 Skywalker Productions. Todos os direitos reservados direto ao autor. SOU EU, CARALHO! :-)

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

BEBÊ À BORDO: Nacional e Internacional (25th anniversary Bonus Tracks) (Som Livre, 1988)

Baixe esta trilha remasterizada aqui.

Baixe esta trilha remasterizada aqui.
FICHA TÉCNICA:
TRILHA NACIONAL
Gravadora: Som Livre
Ano: 1988
No. de cat.: 406.0023 (LP) / 746.0023 (K7)
Produção Musical: João Augusto para Deck Produções
Assistente: Adriana Ramos
Apoio Musical: Sérgio de Oliveira e Aramis Barros
Montagem: Heleno de Oliveira
Edição: Ieddo Gouveia
Remasterizado por: Toco
CAPA: Alexandre Fonseca
Atriz: Isabela Garcia
Produção: Ana Miranda e Mirian Mello
Coordenação Gráfia: Felipe Taborda
Adaptação de capa para CD: Voldemort
Fonogramas gentilmente cedidos por: CBS* 3M** PolyGram*** EMI-Odeon**** BMG Ariola+ Retoque++ De Recife Produções Artísticas+++
Bitrate: 320 kbps

PLAYLIST:

  1. MORDIDA DE AMOR (Love Bites)+++ / Yahoo
  2. ADORO* / Léo Jaime
  3. QUASE NÃO DÁ PRA SER FELIZ** / Dalto
  4. PRECISO DIZER QUE TE AMO*** / Marina
  5. O BECO**** / Os Paralamas do Sucesso
  6. RENDEZ-VOUS / Carla Daniel
  7. AS BRUXAS++ / Beto Saroldi
  8. AMOR BANDIDO+ / Joanna
  9. DE IGUAL PRA IGUAL+ / José Augusto
  10. ME AME OU ME DEIXE / Wanderléa
  11. VIVER E REVIVER (Here, There and Everywhere)+ / Gal Costa
  12. RONDA / Emílio Santiago
  13. ME DÁ UM ALÔ+ / Solange
  14. AMOR E BOMBAS [Abertura] / Eduardo Dusek
TRILHA INTERNACIONAL:
Gravadora: Som Livre. Ano: 1988
No. de cat.: 406.0037 (LP) / 746.0037 (K7)
Gerente de produto: Toninho Paladino
Seleção de Repertório: Sérgio Motta
Edição: Ieddo Gouveia
Remasterizado por: $kywalker, exceto faixa 12 remixado e masterizado por Toco, remasterizado por $kywalker.
CAPA: Direção de arte: Marciso "Pena" Carvalho
Fotos: Frederico Mendes
Ator capa: Guilherme Leme
Bebê contracapa: Beatriz Bertu
Logo contracapa: DISCO: O presente que todo mundo gosta
Capa (frente) restaurada por Gui Oliver
Fonogramas gentilmente cedidos por: PolyGram* CBS** BMG Ariola*** Sigem**** WEA+ EMI-Odeon++ FIF+++
"I'm No Rebel / View from A Hill" - P 1988 EMI-Odeon sob licença da EMI Records Ltd. - Inglaterra
"Downtown Life / Hall and Oates" - P 1988 Arista Records Inc. (USA)
Bitrate: 320 kbps

PLAYLIST:
  1. I DON'T WANNA GO ON WITH YOU LIKE THAT* / Elton John
  2. BUILD [Melô do Papel]** / Housemartins
  3. 1, 2, 3** / Gloria Estefan & Miami Sound Machine
  4. I WONDER WHO SHE'S SEEING NOW*** / Temptations
  5. LE BAL MASQUÉ**** / La Compagnie Créole
  6. SO LONG**** / Eddy Benedict
  7. DOWNTOWN LIFE*** / Hall and Oates
  8. I DON'T WANT TO LIVE WITHOUT YOU+ / Foreigner
  9. I'M NO REBEL++ / View From A Hill
  10. NO PAIN (NO GAIN)** / Betty Wright
  11. STRANGELOVE [Pain Mix]+ / Depeche Mode
  12. QU'EST-CE QUE TU FAIS? [Melô da Lambateria]+++ / Formule II°
  13. NEVER TEAR US APART* / INXS
  14. ELECTRICA SALSA (BABA BABA)**** / Off
  15. LE BAL MASQUÉ [Long Version]°°**** / La Compagnie Créole
  16. QU'EST-CE QUE TU FAIS? [Vocal Version]°°+++ / Formule II
°Como a faixa não se apresenta inteira também no LP "Danceterias Internacional", lançado pelo selo Laser / Fermata em 1989 (a única fonte em que a música saiu no Brasil) e na impossibilidade de achar o compacto em 45 rpm do Formule II que contém a versão instrumental presente na trilha, Toco optou por fazer um final alternativo. A versão original cantada você confere na faixa 16.
°°Faixas-bônus.

          Oi! Continuando a nossa linha de trilhas-farofa mas com um toque de glamour, desta vez eu trago as trilhas da novela de Carlos Lombardi: BEBÊ À BORDO. Uma novela com muito sarcasmo e, pra variar, gente peluda. Os peludos da vez foram Tony Ramos e Guilherme Leme, que junto com o seu irmão vivido por Guilherme Fontes falavam nas tais "coelhadas (transadas)", como se não fizessem outra coisa. A novela acabou cativando o público pelo seu estilo anárquico e pela bebê Heleninha, vivida na primeira fase por Caroline e Roberto e na segunda por Adriana Valbon e Beatriz Bertu, a menininha que ilustra a contracapa da trilha internacional.
           Nos anos 80, como todo colecionador de trilha sabe, as trilhas de maior sucesso foram - e continuam sendo - as internacionais mas a nacional tem seus encantos. O maior hit do disco nacional foi "Mordida de Amor", um versão da música "Love Bites" do Def Leppard feita por Robertinho de Recife e cantada pela banda Yahoo, sendo o seu único e lembrado hit. O álbum ainda é lembrado por "Quase Não Dá Pra Ser Feliz" (Dalto) - com aquele "Uh-na-na..." tocado à exaustão na primeira fase da novela - , "Preciso Dizer Que Te Amo" (Marina), canção de Cazuza, Bebel Gilberto e Dé (ex-Barão Vermelho), "Ronda" (Emílio Santiago), do pot-pourri que foi editado retirando "Sampa" da música, tema de Laura (Dina Sfat), a antagonista que queria ficar com Heleninha, "O Beco" (Os Paralamas do Sucesso) e "Me Ame ou Me Deixe" (Wanderléa). E não se esqueçam de Carla Daniel, filhota de Daniel Filho e Dorinha Duval, cantando a chatinha "Rendez-Vous" (sendo vulgar sem ser sexy), inclusive dando uma "canja" na novela.
            Já a trilha internacional foi lançada às portas do Natal, sendo o produto da data festiva pela Som Livre. Fazendo um grupo com as trilhas lançadas no ano, que foram todas boas - "Sassaricando", "Fera Radical" e "Vale Tudo" - "Bebê À Bordo" é a trilha dos posers dos anos 80, que não sabem porcaria nenhuma sobre o assunto e quando não falam que a sua trilha preferida é a"A Gata Comeeeewww", falam que é essa aí. Mas, calma, gente, a trilha de fato é boa: Primeiro que vinha um grande hit, porém, na versão remixada: "Strangelove" (Depèche Mode - sim! O correto é com o acento grave apesar de que com os anos a banda não usava mais, e assim veio escrito no disco. Significa "Depressa, moda!" em francês) era, na época, aquela música que todo mundo curtia, dançava nos clubes, mas ninguém sabia qual era o nome. depois que vinha outros hits, como a música do Elton John, que na capa e no selo veio grafada errado ("I Don't WANNA Go On With You Like That" - veio I Don't Want Go On...). Ainda vinha com "Build", aqui popularizada como "Melô do Papel", dos Housemartins, cujo membro mais famoso era um incógnito baixista da banda chamado de Norman Cook. Anos mais tarde ele faria sucesso como o DJ Fatboy Slim. 
           Temos grupos consagrados como os caras dos Temptations e a sua romântica e moderna "I Wonder Who She's Seeing Now", a diva Betty Wright com o sucesso "No Pain (No Gain)", Foreigner com outra baladona "I Don't Want to Live Without You", INXS indo para as paradas com "Never Tear Us Apart", falando neles...
          Sempre tem um viado cara, ainda por anos, que cisma que "Never Tear Us Apart" não é a versão presente na remasterização. Ó, criatura imbecil, o disco da novela cortou o primeiro pedaço, mas deixou a minutagem escrita no selo como se não a tivesse (2:51). Na realidade no disco da novela ela dura 2:01. Se você quiser música pela metade, procure em outro blog que curtem colocar músicas pela metade. Eu quando trepo faço sexo transo eu não gozo pela metade, então por que deixar a música pela metade? Gente chata...
           Temos ainda duas faixas que lembram a lambada, que estava começando a fazer sucesso na época: O clássico "Le Bal Masqué" diretamente de 1984, aqui na versão single. Tem a faixa-bônus que é a versão do álbum homônimo. Também "Qu'est-Ce Que Tu Fais?", conhecida como "Melô da Lambateria", pelos franceses do duo Formule II, também lançada em 1984. Eles só lançaram essa e mais uma música, "Dou-Dou L'Amour". Ambos os compactos são dificílimos de se achar. Para a trilha Toco criou um final alternativo para a música. Confiram! 
           Também comparece o projeto "Off" com a sua "Electrica Salsa (Baba Baba)", que tocou com certa frequência na novela. Luca Anzilotti e Michael Münzing iriam, no futuro, ser os caras por trás do Snap! com os pseudônimos de Benito Benites e James "Virgo" Garret III. Essa gravação é de 1986 e chegou ao Brasil por um disco mix da Sigem somente dois anos depois. Esta é a single version. O clipe é tosco com (d)efeitos especiais e botando um bando de velhinhos pra dançar.
            Bom, galera, amanhã eu volto com mais trilhas que fazem aniversário de 25 anos. Espero que curtam. Tchau, Padawans!!!! :-)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

MANDALA: Nacional (Versões Estendida e da Trilha) e Internacional (Edições de 26 e 25 anos de aniversário) (Som Livre, 1987 e 1988)

Baixe as duas versões aqui.

Baixe aqui

FICHA TÉCNICA:
Ano: 1987 (Nacional) e 1988 (Internacional)
No. de cat.: Nacional:590.004 (LP), 595.004 (K7) e 3023 -2 (CD)
                    Internacional: 406.0011 (LP), 746.0011 (K7)
Produção Musical: Max Pierre e Aramis Barros (nacional)
Gerente de Produto: Toninho Paladino (internacional)
Seleção de Repertório: Sergio Motta (internacional)
Masterização e remontagem: $kywalker em outubro de 2006 (internacional) e 2010 (nacional)
Masterização da trilha nacional: Sergio Seabra e Júlio Carneiro, exceto faixa 7 por $kywalker.
Edição: Ieddo Gouveia
Fotos: Marisa Alvarez Lima (Nacional) e Isabel Garcia (Internacional)
Figurino: Gregório Faganello (Nacional)
Joias: Antonio Bernardo (Nacional)
Cabelo e Maquiagem: Duh (Nacional) e Marlene Moura (Internacional)
Coordenação Gráfica: Felipe Taborda (nacional) e Marciso Carvalho (internacional)
Arte-final: Eduardo Borges
"A Matter of Feeling / Duran Duran" - P 1988 EMI ODEON sob licença da Tritec Music Ltd./EMI Music Ltd.
"With or Without You / U2" - Gentilmente cedido por Island Records
"Bitter Fruit / Little Steven" - P 1988 EMI ODEON  sob licença da Manhattan Records, a division od Capitol Records, Inc. - USA
"No Conversation / View from A Hill" - P 1988 EMI ODEON sob licença da EMI Records Ltd. - Inglaterra
Capas: Tiago Lima (internacional)
Bitrate: 320kbps

PLAYLIST - Nacional+:

  1. MITOS / César Camargo Mariano (2:55) - (2:03)
  2. VIAGEM AO FUNDO DO EGO / Egotrip (4:23) - (3:45)
  3. DOU-NÃO-DOU / Djavan (4:25) - (2:32)
  4. O AMOR E O PODER (THE POWER OF LOVE) / Rosana (4:09) - (3:58)
  5. BOBO DA CÔRTE / Alceu Valença (2:46)
  6. UM DIA, UM ADEUS / Guilherme Arantes (4:51) - (2:36)
  7. MEU MESTRE CORAÇÃO / Milton Nascimento (3:53) - (3:26)
  8. A PAZ / Zizi Possi (3:38) - (3:27)
  9. EU JÁ TIREI A TUA ROUPA / Wando (4:12) - (3:50)
  10. PERSONAGEM / Fafá de Belém (3:48) - (3:20)
  11. EU QUERO O ABSURDO* / Tânia Alves (5:03) - (2:58)
  12. TEMPO DE DON DON** / Zeca Pagodinho (3:50) - (3:21)
  13. PRECONCEITO / Via Negromonte (3:48) - (2:24)
  14. PERDÃO / Areia Quente (2:58)
  15. EU JÁ SEI / Garotos da Rua (4:32) - (3:00)
  16. UMA MULHER / César Camargo Mariano - part. esp.: Léo Gandelman (4:18) - (2:54)
Fonogramas gentilmente cedidos por: CBS (1, 2, 3, 4, 6, 7, 11, 13, 16), BMG Ariola (5, 15) e PolyGram (8, 9)

+ O disco 1 contém todas as versões estendidas. O disco 2 contém as músicas editadas conforme o álbum da novela.
* Música reconstruída conforme o álbum de Tânia Alves.
** Versão do álbum (disco 1) é diferente da versão da novela (disco 2).

PLAYLIST - Internacional:
  1. A MATTER OF FEELING / Duran Duran (5:56)
  2. DIDN'T WE ALMOST HAVE IT ALL / Whitney Houston (5:04)
  3. SUGAR FREE / Wa Wa Nee (4:28)
  4. WITH OR WITHOUT YOU / U2 (4:48)
  5. NOTHING'S GONNA CHANGE MY LOVE FOR YOU / Glenn Medeiros (3:46)
  6. BITTER FRUIT / Little Steven (6:11)
  7. NO CONVERSATION / View from A Hill (5:35)
  8. LUKA / Suzanne Vega (3:51)
  9. NEVER SAY GOODBYE / Bon Jovi (4:49)
  10. LOST IN EMOTION / Lisa lisa & The Cult Jam (5:07)
  11. I'VE BEEN IN LOVE BEFORE / Cutting Crew (5:32)
  12. LET THE SUN SHINE IN YOUR HEART / Wind (3:06)
  13. I THINK WE'RE ALONE NOW / Tiffany (3:45)
  14. SONGBIRD / Kenny G. (5:02)
Fonogramas gentilmente cedidos por: EMI Odeon (1, 6, 7), BMG Ariola (2, 14), CBS (3, 10, 11), WEA (13), PolyGram (4, 5, 8, 9) e Sigem (12).

          Oi, Padawans! Com saudades dos posts do Titio $ky? Resolvi dar um tempo nas gravações e vim aqui postar umas trilhas que fazem 25 anos de aniversário neste ano que tá quase indo embora. Resolvi postar as minhas versões de MANDALA, que está com a versão do LP/CD da novela e também uma versão estendida, onde pode-se ver o quanto o Ieddo Gouveia meteu a tesoura. Escolha a sua preferida e coloque em um CD. :-)
           Como eu ia dizendo, "Mandala" nacional foi relançado em 2001 em CD pela Som Livre na série "Campeões de Audiência" mas veio faltando a música "Meu Mestre Coração" de Milton Nascimento. Aqui você vai encontrar como ela veio originalmente na trilha e como ela é sem cortes. O disco está recheado de sucessos: Começa com o tema de abertura "Mitos" (César Camargo Mariano), o nosso Jean-Michel Jarre brasileiro. Ainda, do álbum homônimo lançado pela CBS em 1987, temos "Uma Mulher", com especialíssima participação do saxofonista Léo Gandelman. Mais tarde Simone regravaria com uma letra em 1990 e viraria "Carta Marcada", presente na trilha da novela "Araponga".
          Logo em seguida vem a banda Egotrip, formada por, dentre outros, Pedro Gil, filho de Gilberto Gil que tocava bateria. Digo tocava porque um tempo depois ele faleceu em um acidente de carro. Cantam o seu "one-hit-wonder" "Viagem Ao Fundo do Ego".
          Seguindo a trilha, temos Djavan - que fazia um sucesso atrás do outro na época - com "Dou-Não-Dou", e com essa não poderia ser diferente. Logo veio a música mais famosa da novela: Não tem como lembrar de Jocasta sem lembrar de "O Amor e o Poder" (da highlander Rosana, atualmente Rosannah Fiengo), versão do sucesso de Jennifer Rush e tema da personagem principal Jocasta (Vera Fischer). Também não há como não associar ao personagem Tony Carrado (Nuno Leal Maia), que era tão carismático e conquistou o público, rendendo finalmente a conquista do amor de "Minha Deusa" Jocasta e o álbum "As PRETERIDAS de Tony Carrado", trilha complementar da novela.
           Alceu Valença também marcou presença forte com "Bobo da Côrte", tema do Vovô Pepê (Paulo Gracindo), um doce alucinado. "Um Dia, Um Adeus" (Guilherme Arantes) tocou muito nas rádios da época tanto na versão completa como na editada para a novela. "Meu Mestre Coração" (Milton Nascimento), marcou o personagem Gérson (Osmar Prado), que na novela era um monge budista. "A Paz" (Zizi Possi) também tocou muito e posteriormente ganhou uma versão do próprio Gilberto Gil.
           Assim como todo mundo associou a música de Rosana à Jocasta, não tem como lembrar de Tony Carrado sem ouvir "Eu Já Tirei A Tua Roupa" (Wando). Fafá de Belém, agora fazendo a linha brega cult, canta "Personagem", de Mauro Motta e Carlos Colla, usando toda a instrumentação e tecnologia dos teclados na época. Mauro Motta também colaborou com "Eu Quero O Absurdo" (Tânia Alves), com o arranjo arrojado (para a época) de Lincoln Olivetti.
           O núcleo negro da novela liderado por Milton Gonçalves, que fazia a personagem Apolinário ganhou o tema "Tempo de Don Don" (Zeca Pagodinho). Aliás, só por que é negro que o tema tem de ser samba e pagode? Enfim, esterótipos à parte, continuamos com "Preconceito" (Via Negromonte), tema de Marlucy (Anna Gallo), filha de Creonte (Gracindo Jr.). "Perdão" (Areia Quente) era tema de Débora (Maria Ferreira), mulher de Creonte. Continuando, vem "Eu Já Sei" (Garotos da Rua), tema de Toninho (Jandir Ferrari) e que o LP da banda saiu pelo extinto selo Plug, subsidiada à BMG Ariola, na época. Hoje este fonograma é da Sony Music por conta da incorporação do catálogo da BMG vinda pela fusão com a Sony.

           Falando da trilha internacional...

          Ao contrário da trilha nacional que foi fabricada pela CBS (eventualmente encontram-se cópias fabricadas pela Fonopress - ex-fábrica da Odeon - que usam na cara-de-pau o CGC da BMG), Esta trilha é a décima-primeira na linha de montagem da BMG Ariola. Deixando as trilhas com os selos mais bonitinhos, mas com o S azul cambeta e fora de prumo (nem posso falar nada, pois quando a Sony reassume a fabricação o S azul vem impresso em efeito espelho e até com a logomarca da Som Livre escrito na parte de cima, não na parte de baixo do selo).
           A trilha abre com "A Matter of Feeling" (Duran Duran), horrorosamente editada. Está certo que a música dura 5:56, mas quem já ouviu a versão inteira sabe muito bem que não teria onde editar. Enfim, os meninos do Duran Duran vieram ao Brasil em janeiro de 1988 e na época o álbum "Notorious", lançado dois anos antes, esta no auge do sucesso. Aproveitando a sua estada aqui no país para o Hollywood Rock na Praça da Apoteose, colocaram esta música na trilha. Até onde eu tenho notícia essa música só estourou do jeito que ela mereceu aqui. Ainda aproveitando que ela estava no topo das paradas, a EMI brasileira quando lançou a coletânea de sucessos da banda "Decade" substituiu a faixa 14 "All She Wants Is" por ela em todos os formatos de mídia, sendo que em cassete tem um leve corte no início da faixa.
           Outra que fazia muito sucesso - mas ainda não tinha o status que possui hoje - era Whitney Houston, fiel frequentadora de trilhas dos anos 80 - anteriormente apareceu nas trilhas "Livre Para Voar" (em dueto não-creditado com Teddy Pendergrass), "Um Sonha A Mais" (em dueto com Jermaine Jackson), "De Quina Pra Lua", "Cambalacho" e posteriormente nas trilhas "Vale Tudo", "O Salvador da Pátria", "Lua Cheia de Amor" e "Viver A Vida". "Didn't We Almost Have It All" foi um grande hit, mas curiosamente nunca teve um videoclipe feito para ela. Em seu lugar, o vídeo é de um show em que ela canta no frio intenso tamanho é o número de casacos que ela usa.
           Seguindo a trilha, a banda australiana Wa Wa Nee lança, dois anos antes, "Sugar Free" - sim! Na Austrália já existia CD  e eu tenho - e o CD cujo nome é o mesmo da banda é de um gosto totalmente duvidoso, como eu diria, um pop de quinta, só salvando essa música, mesmo. Ainda, um comEçando-a-ser-band-hero U2 contribui com "With or Without You", levando Bono & Cia. ao status de pop stars, mesmo eles rejeitando o rótulo por anos, até em 1991 assumir o mainstream.
            O havaiano de raízes portuguesas Glenn Medeiros fez um tremendo sucesso ao regravar, com apenas 17 anos, "Nothing's Gonna Change My Love for You", gravada anteriormente por George Benson. Hoje ele ensina música e é vice-diretor na escola paroquial Maryknoll, em Honolulu, Havaí. Foi número na Inglaterra, França e Holanda.
           Little Steven, ou Steven van Zandt, após sair da banda de Bruce Springsteen, grava com a participação luxuosa de Bruce "Bitter Fruit" pela EMI no (segundo) álbum "Freedom - No Compromise", lançado em 1987. E aí vem a banda View from a Hill com a mal editada e acelerada no LP "No Conversations". Mais tarde ainda contribuiria para a trilha da novela "Bebê À Bordo" com "I'm No Rebel".
           Suzane Vega comparece com um dos maiores hits do disco: "Luka", que conta a história de um menino que sofre maus tratos do pai e que mora no andar de cima. Bon Jovi também marca presença com "Never Say Goodbye", em uma época que todas as menininhas morriam de amores pelo roqueiro que incrivelmente fica mais jovem à medida que o tempo passa.
           A banda latina The Cult Jam se junta à Lisa Lisa e gravam "Lost in Emotion", uma das mais divertidas do disco. Cutting Crew dá um tempo no rock pesado em grava o baladão "I've Been in Love Before".
           Já a banda alemã Wind (pronuncia-se "vint") colabora com "Let The Sun Shine in Your Heart", segundo lugar em 1987 no Concurso de Canções Eurovision (Eurovision Song Contest) em Bruxelas, Bélgica. Originalmente cantada em alemão, também gravada como "Laß die Sonne in dein Herz". Esta gravação extraída para a novela vem do álbum homônimo gravada naquele ano.
           Tiffany marca sua presença com o remake de "I Think We're Alone Now", originalmente gravado por Tommy James & Shondells em 1967. Ela participou com atriz de filmes trash. 
           E o disco termina com toda trilha da festa das meninas de 15 anos em 1988 (inclusive a minha irmã mais velha): Kenny G. toca "Songbird" lindamente. Aqui, até onde me consta, é o único lugar que tem a versão CORRETA da trilha.

          Bem, galera, agora eu já vou mas volto. FUI!!!!! :-)