segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

SW 13 anos: PRA BAILAR: O MELHOR DA DANCE MUSIC NAS TRILHAS NACIONAIS DE NOVELAS DA REDE GLOBO (SWP, 2009 / Remastered: 2014)


Baixe esta coletânea clássica em FLAC Lossless aqui: Parte 1 e Parte 2.



FICHA TÉCNICA:
Ano: 2009 - Gravadora: $WP
No. de cat.: SWP-0065-2
Capa: $kywalker - Desenhos: Google
Bitrate: 320kbps
Masterização: $kywalker
Fonogramas gentilmente cedidos por: SME (1, 7, 8, 10, 14, 20), UMG (2, 3, 5, 6, 11, 12, 13, 17, 18), RGE (4, 19, 21), Deck (9) e WEA (15, 16).

PLAYLIST:

  1. AI, AI, AI... [DEEP LICK RADIO MIX] / Vanessa da Mata (Belíssima)
  2. A NOITE / Fernanda Abreu (Mico Preto)
  3. FORA-DA-LEI / Ed Motta (Por Amor)
  4. EXAGERADO [DANCE MIX] / Cazuza (O Amor Está No Ar)
  5. TOCAR VOCÊ / Edmon (Cara & Coroa)
  6. GULOSA* / Fat Family (Andando Nas Nuvens)
  7. REBOLA NA BOA / Mr. Jam (Vila Madalena)
  8. SÁBADO À NOITE / Cidade Negra - part. esp.: Lulu Santos (Pecado Capital (1998))
  9. MINHA MENINA* [EDIT] / Maurício Manieri - Música incidental: BEST OF MY LOVE (Andando nas Nuvens)
  10. MARIA (SALSA E MERENGUE) / Ricky Martin (Salsa e Merengue)
  11. DELIRANDO DE PRAZER / Veneza (História de Amor)
  12. DESABAFO/DEIXA EU DIZER / Marcelo D2 - part. esp.: Cláudia (Três Irmãs)
  13. PA' BAILAR [INSTRUMENTAL VERSION] / Bajofondo (A Favorita)
  14. ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE / Lulu Santos (Malhação (1995))
  15. DANCIN' DAYS [VERSÃO DO ÁLBUM] / Frenéticas (Dancin' Days)
  16. NÃO EXISTE PECADO AO SUL DO EQUADOR* / Ney Matogrosso (Pecado Rasgado)
  17. ATLÂNTIDA* / Rita Lee e Roberto de Carvalho (Sétimo Sentido)
  18. CORAÇÕES A MIL / Marina Lima (Baila Comigo)
  19. KITCH ZONA SUL / Ronaldo Resedá (Dancin' Days)
  20. ESSE TAL DE REPI EN ROLL (ESSE TAL DE ROQUE ENROW) / Roupa Nova - part. esp.: Commodores (Meu Bem, Meu Mal)
  21. BAILA COMIGO / Robson Jorge & Lincoln Olivetti (Baila Comigo)
*Faixas-Bônus. 

        Padawans! Tudo bem?
        Dentro do resgate da $WP dos produtos da casa, trouxe novamente a coletânea PRA BAILAR: O MELHOR DA DANCE MUSIC DAS TRILHAS NACIONAIS DE NOVELAS DA REDE GLOBO (anteriormente era chamado de PRA BAILAR - O MELHOR DANCE NACIONAL DAS NOVELAS DA GLOBO). 
        Essa compilação foi lançada a primeira vez em 2009 na comunidade do extinto Orkut "Trilhas Sonoras É Mara". Eu relancei aqui no blog a primeira vez em 2014 mas retorno agora sem a limitação de minutagem do CD. Eu fui obrigado a podar algumas na época ("Atlântida", "Sábado À Noite" e "Não Existe Pecado Ao Sul do Equador" são exemplos disso). Porém, reestabeleci a minutagem original pretendida (que ultrapassava por 5 minutos o CD). Pelo fato do arquivo ficar maior, subdividi em duas partes.
        Quem disse que não existe dance music ao sul do Equador, mais exatamente em terras tupiniquins? Sim, temos e aqui está a prova ao longo dos anos. Claro que com o passar do tempo até daria para fazer um volume 2.
        Esses primeiros 44 anos de Som Livre foram bem profícuos no que tange às trilhas sonoras nacionais, cuja evolução da música foi de um salto de qualidade a olhos vistos. Vamos combinar que enquanto a MPB evoluía a passos largos, o pop nacional patinou muito no início. No início dos anos 1970 era algo praticamente inexistente e isso era ruim para as trilhas sonoras. Apesar de Nelson Motta ter emplacado "A Próxima Atração" como uma trilha pop compilando gente como Elis Regina ("Madalena"), Rita Lee ("Sucesso, Aqui Vou Eu") e Erasmo Carlos ("Ciça Cecília"), quando a Som Livre iniciou esse negócio de trilhas compostas para a novela eram precárias no que diz respeito a arranjos e até letras. É só lembrar da trilha nacional de Selva de Pedra de 1972 que mesmo com sucessos como "Capitão de Indústria" e a música-tema, tem coisas um tanto imbecis como os temas de Simone e Fernanda (quem em sã consciência justifica que ela jogava com a vida de quem quisesse com a frase "Ela joga tênis de manhã?"). Tá que ainda tinha uma coisa chamada Censura que não dava muita flexibilidade artística pra ninguém...
        Mesmo sabendo que "Shirley Sexy" (Marília Pêra) se podia dançar, as pessoas só perderam a vergonha de dançar música pop nacional bem mais tarde. Essa coisa mudou com a chegada da Disco Music e, assim, gente como Ney Matogrosso surfou com sucesso nessa onda ("Não Existe Pecado Ao Sul do Equador"). Rita Lee foi a rainha da porra toda e nos pôs pra dançar sem medo de ser feliz, mas curiosamente de seus dois discos mais vendidos ela só deixou que "Atlântida" entrasse em uma trilha. Você me pergunta: Mas e "Baila Comigo"? Foi pelas mãos de Robson Jorge e Lincoln Olivetti com um arranjo a la George Benson em "On Broadway".
        Ir a uma discotheque na noite era uma atitude descolada, juvenil e de jovens adultos, até uma coisa chique dependendo de qual bairro ficasse o estabelecimento. Marina também aproveitou essa onda no início de sua carreira ("Corações A Mil"), pois uma gata sensual e rouca, dona de uma voz singular, não aparece a qualquer momento. Além do que, alguns aninhos antes em 1978 a febre "Dancin' Days" tomou conta de todo um país.
        Curiosamente pelo advento do movimento Rock Brasil a música dance brasileira ficou em baixa, pois o pessoal preferiu dançar ao som do rock e do New Wave. Só que em 1990 a egressa desse movimento Fernanda Abreu lançou seu álbum "SLA Radical Dance Disco Club" avisando que "A Noite" chega e vem atropelando, sendo um arauto da Dance Music brasileira que detinha - e ainda detém - um soldado muito importante: DJ Marcello Mansur, o DJ Memê. Este homem remixou Deus e o mundo da MPB de diversos estilos e por causa dele o som se definiu na segunda década das discotecas, onde era careta ser romântico, cafona gostar de música lenta e totalmente esquecido no ostracismo quem curtisse samba e outros movimentos concomitantes. Nesse ínterim, Lulu Santos se reinventou e lançou três discos de grande sucesso dentro da linha Dance Music, inclusive emplacando um grande sucesso como tema de "Malhação" que perdurou por anos e até hoje ficou na mente de quem viveu aquele período ("Assim Caminha A Humanidade").
        Tudo que era antigo passou por remix nas mãos do Memê e outros DJ's que começaram a despontar nessa mesma época como Paulo Jeveaux, Nino Carlo e outros. Por isso mesmo trouxe de exemplo a música de Cazuza ("Exagerado").
        Os temas internacionais começaram a invadir as nossas aberturas, também: João Emanuel Carneiro é fã declarado da banda argentina Bajofondo ("Pa' Bailar"), Miguel Falabella tornou a música de Ricky Martin um tremendo hit aqui no Brasil ("Maria") e tivemos outros temas internacionais na abertura ao longo desses anos. Só não coloquei "Love Is In The Air" nessa coleção porque destoaria de todo o resto, diferentemente das outras duas.
        Agora vocês podem aproveitar esta coletânea como se deve, em seu esplendor de minutagem a mais. Espero que curtam essa lembrancinha e de vez em quando eu resgato as produções de outrora, pois eu fiz tanta coisa que de vez em quando eu acho maior sacanagem as pessoas só se lembraram de vir aqui por causa de Som Livre. Desabafei! Ufa!
        Beijundas e até uma próxima. FUI!

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