domingo, 1 de julho de 2012

Análise Retrô: Série SOM LIVRE MASTERS TRILHAS (2006)

            Fala, galera! Titio Skywalker está de volta com mais uma análise retrô! Atendendo a pedidos, hoje é dia de analisar a coleção Som Livre Masters Trilhas lançada em dezembro de 2006. Foram escolhidas 32 trilhas originais organizadas em 26 discos pelo eterno Titã Charles Gavin. Não somente as novelas foram contempladas mas também séries, especiais, programas humorísticos e infantis (programas diários, semanais e especiais da “Sexta Super”).
            O conceito de trilha era, principalmente, músicas servindo à trama. Não era uma seleção aleatória, como hoje. Nem por isso os discos deixavam de vender, pois sempre criavam sucessos executados nas novelas.
            Mais uma vez parei para fazer as comparações entre os formatos – LP versus CD – e, ao contrário do que aconteceu na série ‘Campeões de Audiência’, não houve faixa cortada por problema de direito autoral. Vamos aos discos? Lembrando que esta análise se atém somente às trilhas de novela e minisséries.
            Aviso logo: Tem trilha que foi retirada de LP, pois a gravadora não possui mais as fitas originais de algumas. Explica-se: Nos anos 90 todos os discos de novela da gravadora foram passados para CD e guardados em um cofre-forte. Acontece que o cofre-forte deu infiltração e acabou estragando uma parcela dos “originais” das trilhas.
            Porém nem tudo é do mal: As capas foram restauradas e respeitadas, incluindo as contracapas.
            O barato de se ouvir as trilhas antigas é perceber a evolução de estilo musical e instrumentação utilizada da década de 70 até os dias atuais. Antigamente era muito mais comum recorrer a estilos como o jazz e música regional para contar uma história. E até as músicas “modernas” tinham uma instrumentação peculiar, onde os nossos músicos procuravam achar um som brasileiro sem imitar o estrangeiro.

1. MINHA DOCE NAMORADA (1971)

            Apesar de ser uma trilha onde se tem belas canções tais como: “O Que É Que Houve?” (O Som Livre), “Você Abusou” (Maria Creuza), “Minha Doce Namorada” [abertura] (Eduardo Conde) e a belíssima voz de Betinho em “Garota de Aquarius”, infelizmente é perceptível que a fonte de áudio deste CD veio nitidamente de um LP mono, provavelmente desgastado pelo tempo. E isso fica bem claro quando inicia a faixa 1. Fora que os filtros “mastigaram” o som da gravação, como se um amador tivesse usado o redutor de ruído do Nero ao extremo.
            Existe, em vinil, a versão em estéreo do mesmo álbum. Além de o som estar mais brilhante e mais nítido, supera e muito o resultado final desta remasterização. Lamento, Luigi Hoffer, não deu para você nessa...

2. O HOMEM QUE DEVE MORRER (1971)


            Mesmo não tendo sido uma novela importante esta obra de Janete Clair rendeu uma trilha sonora que merece uma conferida. Utilizando o master digital estéreo para esta reedição (existe o álbum em mono, também) Nonato Buzar fez desta trilha encomendada para a novela uma preciosidade a ser desvendada. Destaque para “Menina do Mar” (Marcos Samy), “Porto do Sol” (Vanda e Guto), “Um de Nós” (Maria Creuza), “Wanda Vidal” (O Som Livre) – tema de Dina Sfat – e ”Come To Me Together” (Octávio Bonfá).

3. O PRIMEIRO AMOR (1972)


            Este álbum foi todo composto por Antônio Carlos e Jocafi e em algumas composições o compositor Ildásio Tavares também participa. Renato Lobo co-compôs “Distorção” (João Luiz). Apesar de não ser uma trilha muito aclamada pelos colecionadores – a trilha internacional é a que vendeu mais – ela é lembrada pela música de abertura (interpretada por Oscar Milito e Quarteto Forma) e pela divertida “Amarelinha”, com um tímido Paulo “Shazam” José nos vocais junto com As Menininhas do Colégio.

4. UMA ROSA COM AMOR (1972)


            Mais um sucesso de Vicente Sesso, a trilha sonora nacional também rendeu vários sucessos quando foi lançada: “Minhas Razões” (Antônio Carlos e Jocafi), “Elisabeth” (Paulinho Soares), “Bate-Boca” (Paulinho Soares), o tema de abertura, “Uma Rosa Com Amor” (Kris e Kristina) e “A Rosa” (Moacyr Franco).
            Falando em “A Rosa” não estranhe o defeito de som entre 1:16 e 1:19, pois o mesmo acontece no LP. E nem tente correr para alguma gravação da EMI, pois o som ou está pior ou foi retirado de LP, fazendo desta gravação a única em fonte de acetato original (ou, atualmente, digital).

5. O BOFE (1972)

            Novela de Bráulio Pedroso, não foi muito aceita pelo público na época pelo tom anárquico que a produção tinha. Bofe, naquela época, era o homem feio, ferrado e o oposto do que a mulher achava de interessante em um parceiro. Roberto Carlos e Erasmo foram convocados a compor para a trama sendo que uma boa parcela realmente não entraria para as canções memoráveis do rei.
            De qualquer maneira ainda salvam-se algumas canções, como: “Instantes” (Jacks Wu), “Rainha de Roda” (Elza Soares) e a faixa de abertura com título homônimo (Osmar Milito e Quarteto Forma). Ainda vale conferir, a título de curiosidade, Nelson Motta cantando em “Madame Sabe Tudo”, uma charanga.

6. CAVALO DE AÇO (1973)

            Mais uma novela onde o ponto forte foi a trilha internacional. Porém, este álbum composto por Guto Graça Mello e Nelson Motta – curiosamente ambos foram maridos de Marília Pera – também deixa suas joias: “Homem de Verdade” (Djalma Dias), o vocalise inspirado de “De Olhos Abertos” (Orquestra e Coro Som Livre) e “Contratempo” (Guto Graça Mello).

7. OS OSSOS DO BARÃO (1973)

            Se Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, seu irmão, compusessem esta trilha hoje em dia sofreriam com a patrulha dos religiosos católicos e principalmente dos evangélicos. Particularmente não sei se a crença dele é (ou era) afro-brasileira mas isso é bem explícito em algumas músicas, especialmente em  “Ebó, Exu” (Coral Som Livre) e “Cafezinho” (Trama) – esta última rendendo diversos tipos de trocadilho. O que você, leitor, entenderia ao ouvir: “Eita, café do diabo...”? Lembrando que na época falar que algo era do diabo era o mesmo que “café da po**a de bom”. Destaque para Djavan, com “Qual É?” (em uma era pré-Sony) e para a lindíssima “Mundo em Festa” (Bibi Vogel). O tema de abertura fez muito sucesso na época na voz de Marcos Valle.

8. O SEMIDEUS (1973)

            Esta novela de Janete Clair estrelada por Francisco Cuoco e Tarcísio Meira teve a trilha nacional composta por Baden Powell e Paulo César Pinheiro e não compreendo porque está entre as renegadas do público. A trilha é simplesmente ótima, composta por bons sambas e ótimas canções, além do que nota-se uma evolução musical nos arranjos divididos entre Chiquinho de Moraes, Waltel Branco e Luiz Roberto. Também é um dos poucos LPs da geração EMI que possui um ótimo som. Destaque especial para “Solidão (Canção do Mar)” na voz de Amália Rodrigues. Aos tolos que achavam que esta canção era da Dulce Pontes – eternizada como tema de “As Pupilas do Senhor Reitor”, do SBT – esta é, de fato, a primeira gravação. Outras que se destacam na trilha, de longe, são “Paciência” (Trama), “Despedida” (Victor Hugo), “Destinos” (Marília Barbosa) e “Uma Canção A Mais” (Orquestra e Coro Som Livre).

9. SUPERMANOELA (1974)

            “Supermanoela” é, no mínimo, uma trilha curiosa. Sendo mais uma trilha composta por Antônio Carlos e Jocafi, traz o sucesso “Toró de Lágrimas” na voz de Djalma Dias. Nota-se, nitidamente, o “hissing” (aquele som sibilado imitando um gás escapando ou, como se chama hoje em dia: a popular “fritada”), coisa que o LP não produz da forma que está no CD. Em compensação, o som do LP é gongado, especialmente no final. Fora que a fonte de áudio é mista: A faixa 10, “Oi Lá” (Eustáquio Sena), retirada de LP. Provavelmente a fonte original se estragou com a infiltração.
            Voltando às músicas, a trilha tem três participações luxuosas: Wanderley Cardoso cantando “Quando Me Sinto Só”; Pery Ribeiro com a belíssima gravação de “Laura”; e Djavan com “Presunçosa”, faixa do cantor que só existe neste disco.
            Curiosamente o tema de abertura não fecha o lado A, como de costume. A gravação de Betinho ficou como faixa 6 – a penúltima faixa do referido lado. Além disso, a trilha internacional foi a que fez mais sucesso por quase todo o repertório ter sido sucesso na época.

10. O ESPIGÃO (1974)

            Quem comprou a primeira tiragem desta trilha – AA0001000 – percebeu que a fabricação deu problema: A partir da terceira faixa todas as músicas ficaram fora de fase, começando mais precisamente aos 0:55 de “Subindo O Espigão” (Betinho). O som ficou todo gongado e quem reclamou diretamente na Som Livre teve o seu CD trocado sem problemas, já com a tiragem consertada – AB0001000 em diante.
            Este disco também teve sua remasterização retirada de fonte mista. As duas primeiras nota-se nitidamente de fonte digital. O restante nota-se que vem do LP e isso fica gritante em “Subindo O Espigão” (Betinho) e “Você Vai Ter Que Me Aturar” (Sonia Santos).
É uma trilha descaradamente feita por seleção aleatória, diferente das anteriores. E a sua internacional, para variar, suplantou a nacional.

11. O REBU (1974)

            Uma novela genial de Bráulio Pedroso que possuiu uma trilha ótima composta por Raul Seixas e Paulo Coelho. O grande hit do disco – e da novela – foi “Como Vovó Já Dizia” (quem nunca ouviu a música: “Quem não tem colírio usa óculos escuros...”?). Trilha rara em LP, os vendedores cobram fortunas no Mercado Livre praticando o infame mercenarismo. Os arranjos de base são muito bem estruturados e ficaram sob o comando de Guto Graça Mello e Mazzola. Outro destaque na trilha é “Salve A Mocidade”, com Elza Soares.

12. CUCA LEGAL (1975)

            Eustáquio Sena produziu esta trilha para a novela de Marcos Rey, a única de fato de sua autoria – ele adaptou “A Moreninha” pela segunda vez para a TV em 1975, dentre outros trabalhos para a Rede Globo e outras emissoras. Novela de pouco sucesso e sendo derrubada por “Meu Rico Português”, da Tupi, na época, ao menos nos deixou “Linha do Horizonte” (Zé Roberto e Conjunto Azimuth) de sucesso em todas as rádios e, de quebra, uma outra pérola exclusiva de Djavan: “Rei do Mar”. Excepcional mesmo é a trilha internacional. A origem da gravação é fonte “digital”, porém algumas faixas “fritam” um bocado.

13. SENHORA (1975) / A MORENINHA (1975) / O FEIJÃO E O SONHO (1976)


            Som Livre compilou as nove trilhas sonoras das novelas das 6 que saíram em compacto nos anos 70 em três discos. Este primeiro volume em sua minutagem total não chega a 40 minutos.
            Engana-se quem acha que todas as trilhas vieram de fonte “digital”: Com exceção de “A Moreninha” e “O Feijão e O Sonho”, "Senhora" veio diretamente do vinil. É nítido o som oriundo do disco e os filtros que melhoraram mas não esconderam a origem. Até percebe-se, dentro do mesmo CD, as diferenças entre as fontes pelo som.
            Se há algum destaque musical, as aberturas das novelas citadas valem a pena dar uma conferida e todas interpretadas por Waltel Branco e orquestra (mesmo quando ele se intitula Orquestra Romanza). Também destaco "Meu Poeta, Minha Vida" em "O Feijão e O Sonho" com voz de Marilia Barbosa (não creditada mas sim como Orquestra Romanza. No compacto da cantora tem a mesma gravação). 

14. ESCRAVA ISAURA (1976) / VEJO A LUA NO CÉU (1976) / À SOMBRA DOS LARANJAIS (1977)

 
            Mais um disco com menos de 40 minutos cujas músicas vieram do vinil. No caso de “Escrava Isaura” além de ter faltado o tema de amor entre Isaura e Tobias as músicas eram tocadas ou em instrumental ou vocalizadas como, por exemplo, “Retirantes” (Dorival Caymmi), o tema de abertura (na sonorização da novela era cantada em iorubá pelo Coro Som Livre).
            A rotação está caída em relação ao vinil. “Retirantes” e “Prisioneira” (Elizeth Cardoso) poderiam ter sido retiradas de fonte “digital”, pois existem em outros álbuns e “Amor Sem Medo” (Francis Hime) poderia ter vindo em versão completa haja vista que foi uma gravação exclusiva para a trilha e não se encontra na discografia do cantor.
        Quanto a “Vejo A Lua no Céu”, mais uma vez Waltel Branco empresta seu pseudônimo de Orquestra Romanza às canções. A valsa de abertura – faixa 8 – é a mais pedida. O filtro sonoro gritou em “Canção da Saudade”, a faixa que abre o lado A do compacto.
            Quem está acostumado com o vinil de “À Sombra dos Laranjais” vai estranhar a rotação do CD  (que está mais lenta) e isso grita em “O Circo” (Marilia Barbosa), tema de abertura. Esta música ainda é a que está com o som mais prejudicado.
            Marilia, aliás, emprestou sua voz a três dos seis temas do compacto. Mesmo assim, por questões de minutagem, o álbum sofreu cortes em “O Poeta e a Lua” (Helio Matheus), “Mata-Borrão” (Márcio Lott) e “Não Interessa” (Marília Barbosa). Além disso como foram gravadas para as novelas será praticamente impossível achar as gravações completas.

15. MARIA MARIA (1978) / A SUCESSORA (1978) / MEMÓRIAS DE AMOR (1979)

                Uma boa notícia é que “Maria Maria” veio direto de fonte de acetato e, portanto, sem as limitações sonoras do disco de vinil. Mesmo assim as músicas vieram como no compacto, ou seja: cortadas. A única que escapou ilesa foi o belíssimo tema de abertura “Olha Maria” (Orquestra Som Livre). Uma trilha ‘regional’ bem interessante onde também se destacam as canções “Cuando Fubá” (Ruy Maurity), “Flor D’Água” (Banda de Pau e Corda), “Canto da Terra” (Flor Du Xique Xique) e a superexecutada “Romaria” (Renato Teixeira).
            “A Sucessora”, mesmo vindo de vinil, teve uma remasterização bem trabalhada. Também sofrendo do mal da tesourada nas faixas, Maria Creuza deleita os ouvintes com “Malmequer”; Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, dá o ar da graça em “Como Se Fosse”; e, claro, Nara Leão fazendo a abertura da novela em “Odeon”.
            “Memórias de Amor” traz, curiosamente, uma canção de temática gay: “Emoções” (Wando). Além disso, “Jura Secreta” (Simone) possui o corte mais vergonhoso das trilhas de novelas nacionais até então. Quanto ao som, nota-se o esmero mas ainda assim o som do vinil supera o CD.

16. LOCO-MOTIVAS (1977)

            O álbum leva o mérito de possuir “Loco-Motivas” (Rita Lee) vindo diretamente do acetato – diferente da versão de “Meus Momentos 2”, da EMI, lançado em 1997. Além do que possui três músicas de imenso sucesso na época: “Maria Fumaça” (Black Rio), eternizada na criativa abertura com os maquiadores e a modelo socando a tela - descobri depois que a versão da novela é uma versão alternativa comparada à versão do álbum; “Coleção” (Cassiano) – revisitado em “O Quinto dos Infernos”; e “Voo Sobre O Horizonte” (Azimuth). Todas demonstrando a força da música Soul nas paradas da época.
            Obviamente o disco tem mais sucessos: “Eu Preciso te Esquecer” (Claudia Telles), “Filho Único” (Erasmo Carlos), “Enrosca” (Guilherme Lamounier, mais tarde eternizada na voz de Fábio Jr. e estragada pelo Junior, ex-Sandy e Junior) e “Espere Por Mim, Morena” (Gonzaguinha).
Quanto ao som, talvez pela fonte, o som da primeira faixa saiu meio estourado, com os agudos soando como o Patolino cantando. Diminuí-los no sistema de som é uma boa solução.

17. O ASTRO (1977)

            O disco traz uma coisa curiosa em relação à capa: Se observarem a foto da contracapa que está no inlay do CD, a edição de onde esta foto foi tirada é da trilha de Portugal: com menos músicas e a ordem das fixas alteradas, lançado na época pelo selo português Telectra.
            Falando nisso, quando os CDs estavam na pré-venda um alvoroço se formou quando viram a listagem portuguesa como se fosse a oficial no site da Som Livre. Traumatizados com o que aconteceu a algumas trilhas na série ‘Campeões de Audiência’, os colecionadores de trilha surtaram maldizendo a gravadora. Porém, o engano foi desfeito no momento em que os discos chegaram às lojas.
            Quanto à fonte de origem das gravações, está mista: Algumas vieram do LP, outras do acetato. Não entendi porque Maria Bethânia, Clara Nunes e Peninha (respectivamente com “Um Jeito Estúpido de Te Amar”, “As Forças da Natureza” e “Que Pena”) vieram do disco. Há outras que também passaram por isso: “Saco de Feijão” (Beth Carvalho), “Estado de Fotografia” (Vanusa), “Olha” (Marília Barbosa) e a inédita em CD até então “Ambição” (Rita Lee) – esta última levando um banho de loja sonoro.
A trilha tem vários sucessos e eternizou “Bijuterias” (João Bosco). Djavan deixa mais uma pérola inédita em sua discografia: “É Hora”. E ainda conta com Emílio Santiago cantando seu hit, “Nega”.

18. TE CONTEI? (1978)

            Guto Graça Mello produziu esta trilha nacional que, se não a considero horrível, é no mínimo curiosa em algumas faixas. Vamos às que valem à pena:
            “Cara de Pau” (Ana e Ângela) e “De Mim Para Você” (Secos e Molhados) e “Te Contei?” (Sônia Burnier, composta por Rita Lee) são três músicas divertidas.
            Já “Só Você (Por Você, Sem Você)(Fairytale)” (Lady Zu) e “Solidão” (Rosemary) são duas tentativas toscas de se fazer discoteca em língua portuguesa. A primeira possui uma letra que é sem comentários. Já na segunda, Rosemary geme imitando Donna Summer, o que não dá muito certo.
            Quanto à faixa “Te Contei?”, se achou o som ruim no CD, no LP está com o som tão ruim quanto com uma caída de rotação monstra. A culpa, nesse caso, não é do Hoffer.

19. MALU MULHER (1979)

            Um ótimo trabalho de restauração. No meu CD vieram 4 capas repetidas (!!!) - já é a segunda vez que me dão capa extra de graça, não é, Som Livre?
            Um disco cem por cento feminino com as maiores divas de ontem e hoje. Além de ser uma trilha de sucesso, ainda rendeu o antológico especial "Mulher 80". Como resistir ao charme dessas mulheres cantando "Começar de Novo" (Simone), "Mania de Você" (Rita Lee), "O Bêbado e a Equilibrista" (Elis Regina), "Paula e Bebeto" (Gal Costa), "Dois Meninos" (Maysa), "Feminina" (Quarteto em Cy), "Pecado Original" (Zezé Motta), "Álibi" (Maria Bethânia), "Seu Corpo" (Joanna) e "Que Me Venha Esse Homem" (Fafá de Belém)? Impossível. Um disco cem por cento de sucessos e resumo do que há de melhor na nossa MPB. Pecado é não tê-lo. Com exceção de Maysa, morta em 1977, todas as cantoras mais a atriz Regina Duarte posaram para a capa do álbum durante a gravação de "Mulher 80" no teatro Fênix, no Rio de Janeiro.

Os outros álbuns da série:

- LINGUINHA - "Novela" infantil de Chico Anysio, de 1971;
- NORMINHA - Quadro e personagem de Jô Soares, de 1972;
- CHICO CITY - Trilha sonora do humorístico de Chico Anysio, de 1973;
- PIRLIMPIMPIM - O antológico especial em homenagem a Monteiro Lobato, de 1982. Infelizmente veio sem o encarte baseado no LP original;
- PLUNCT! PLACT! ZUUUMMM!... - Especial infantil de 1983;
- A ERA DOS HALLEY - Especial infantil de 1985, contém a versão original de "O Senhor da Guerra", da Legião Urbana;
- TV COLOSSO - Programa infantil diário iniciado em 1993.

Da série Som Livre Masters, a primeira:

- SÍTIO DO PICAPAU AMARELO - O volume 1 de 1977 contém a ordem das faixas trocadas: A faixa 7, do Gilberto Gil, virou faixa 1;
- VILA SÉSAMO - Do programa infantil de 1972. Neste aqui a faixa 7 (Alegria da Vida) também virou faixa 1

Outras trilhas remasterizadas e relançadas:

- ANOS DOURADOS - Este disco foi relançado em CD duas vezes: A primeira vez em 1988 e a segunda em 1991. Com um som razoavelmente alto, possui um acabamento horrível nas faixas, sem aplicar fade e sem qualquer limpeza de áudio;
- O TEMPO E O VENTO - Diretamente de 1985, o álbum já havia sido lançado em CD para a discografia de Tom Jobim. Para acompanhar o relançamento em DVD, a edição em CD de 2005 teve sua capa refeita de acordo com o DVD;
- ROQUE SANTEIRO - Relançado em LP e CD em 1991, a primeira edição ganhou 2 faixas-bônus diretamente do volume 2. Em compensação, no relançamento de 2003, perdeu "A Outra" (Simone);
- RIACHO DOCE - A minissérie de 1990 ganhou um novo som, uma leve revitalizada na capa - respeitando a foto original, claro - mas deixou furo ao dizer que saiu em 1991 e não no ano anterior;
- A VIAGEM: INTERNACIONAL - Quando passou no "Vale A Pena Ver de Novo", a capa também foi revitalizada de acordo com o projeto gráfico original do LP. Além disso, consertaram quase todos os erros de grafia exceto na música de Toni Braxton, que ainda vem grafado "Another Sad Love SONGS" (o certo é no singular, "Song").

Trilhas que ganharam um "Melhor de":

- TIETA: ESPECIAL, em 1994;
- LAÇOS DE FAMÍLIA, em 2005;
- PANTANAL. O disco, originalmente lançado pela Bloch Discos, saiu pela Universal Music, que arrendou o catálogo da gravadora;
- MALHAÇÃO. Ganhou duas edições: Uma nacional e outra internacional.

Gostou? Não gostou? Mande seu comentário ou sugestão de análise de trilhas ou outros discos. Vamos debulhar tudo e o titio aqui emitirá sua opinião. Alguma coisa dessa análise me passou despercebida? Comente! Fui...

domingo, 17 de junho de 2012

ANÁLISE RETRÔ: Série CAMPEÕES DE AUDIÊNCIA (Som Livre, 2001)


                 Olá a todos. Para quem não sabe, sou colecionador de trilhas de novelas e minisséries da Globo em LP e CD. A luta é dura, mas aos poucos chego lá. Porém, meu foco hoje é analisar uma coleção lançada em 2001: A série CAMPEÕES DE AUDIÊNCIA, que abrange 20 trilhas sonoras originais de 1971 a 1988.
                A série, de uma forma geral, é duramente criticada, por conta dos seguintes fatores: A primeira, e a principal delas, é que em 7 dos 20 CDs vêm faltando um tema – o que é uma heresia para o colecionador; a masterização, cujas fontes em alguns lançamentos, além de ter um som inferior ao da gravadora do fonograma, tem umas edições bruscas em seu final; e os créditos que diferem – para pior – do álbum original.
                Mas, calma, minha gente, nem tudo nestes discos está perdido: Tem remasterizações bem-cuidadas no meio de toda a badalhoca: O cuidado ficou bem maior para as trilhas compostas especialmente para a trama – caso de “O Cafona”, “Selva de Pedra” e “O Bem-Amado”. Vamos ver isso disco a disco?

     1.       O CAFONA (1971)

Todo colecionador sabe que de “O Cafona” até “Bandeira 2 - nacional” os Lp’s saíam em duas versões: mono e estéreo. O master usado no CD foi o estéreo. O disco teve o som muito bem tratado, mas erraram feio nos créditos externos: “Bia Bia Beatriz” virou “Bia Beatriz”; e “Manequim” foi atribuída erradamente a Marília Pera - na verdade quem canta é Marília Barbosa.


2.       BANDEIRA 2 (1971)

Apesar do bom som no CD, os finais bruscos incomodam um pouco. Também temos problemas de crédito em “Martim Cererê”: Foi grafado com N no final (MARTIN) e o nome correto do intérprete é: Zé Catimba e Brasil Ritmo 67 (esqueceram-se do número 67). E fora que o “Tema de Tucão” é plágio descarado de “Shaft”.



    3.       SELVA DE PEDRA (1972)

Nada a reclamar deste. A trilha foi bem masterizada. Destaque para o tema de abertura e “Capitão de Indústria”, com Djalma Dias.






   4.       O BEM-AMADO (1973)

Toquinho e Vinícius compuseram as músicas especificamente para a trilha, mas, ao ouvir o CD me pintou uma dúvida cabulosa: Em qual masterização devo acreditar para “Meu Pai Oxalá”: A que saiu na série ‘Pérolas’, um ano antes, ou a deste CD? Enfim, ficou no ar... Ah, sim: A rotação do LP, fabricado pela EMI, era mais lenta – uma praxe nos discos da fabricante.


   5.       CARINHOSO (1973)

Apesar de eu particularmente não curtir muito o que acontece entre as faixas 1 e 7, tem duas canções que me chamam muito a atenção: “Priscila” (Fernando Leporace) e “Posso Ver O Mundo Pela Janela” (Trama). E, claro, achei sofisticadíssimo o pedaço em que Márcio Montarroyos atua (no vinil, o lado B), em especial “Da Cor do Pecado”, com aquele improviso final do jazz.
É uma trilha híbrida: Ao mesmo tempo que perdeu a alcunha de “Trilha Sonora Original” no lado A, contando com seleções de outras gravadoras, ela lembra esse conceito no lado B, mesmo com um repertório não encomendado a um único autor ou dupla de autores. Porém possui somente um único intérprete.

    6.       ESCALADA (1975)

Eu não sei que nível de sucesso essa novela alcançou na época. Meus avós, caso fossem vivos, adorariam a trilha sonora, pois a maioria dos intérpretes era do tempo deles. Mesmo assim, se eu ouvi essa trilha mais de dez vezes, foi muito.
Acredito que esse disco deu trabalho, haja vista que os fonogramas de onde vieram não possuem boa qualidade. O som do LP é horrível, de qualquer maneira. E olha que nessa época a RCA já estava fabricando os discos.

    7.       GABRIELA (1975)

Novela de Walter George Durst com direção de Walter Avancini, feita em comemoração aos 10 anos da Rede Globo. Um campeão de audiência e de vendas, também. Até hoje consegue se achar o LP em bom estado ou novo. O disco tem problemas de prensagem em “Coração Ateu” (Maria Bethânia) e, dependendo do toca-discos, vai sem problemas ou pula exatamente no terceiro verso da primeira estrofe. Apesar da arte do centro da capa dupla ter virado a contracapa do CD, o som do CD vale a pena ser conferido.

    8.       O GRITO (1975)

O governo de São Paulo subiu nas tamancas com esta novela: Temendo uma imagem negativa, entrou na justiça e tudo contra a Rede Globo, por mostrar os problemas da cidade.
                A trilha vale por conter “Lá Vou Eu” (Rita Lee e Tutti-Frutti), inédita em um álbum de carreira da cantora. A abertura realmente remete a São Paulo, como uma cidade iluminada, cosmopolita e com suas noites chiques.

    9.       PECADO CAPITAL (1975)

Aqui começa o inferno astral da coleção e do colecionador: As capas começam a informar que “Este disco é copia do original sem a música X”. No caso deste aqui, especificamente, faltou “El Día Que Me Quieras” (Palo Hernandez y Sus Vocalistas), justamente o tema de amor de Salviano Lisboa e Lucinha. Não se sabe se a ausência ocorreu por não conseguirem localizar a atual gravadora do fonograma ou por não liberarem os direitos para colocar a música novamente no formato CD.
                Outra reclamação é em relação à edição do final de “Melô da Cuíca”: Secaram tanto o final que ficou mega esquisito perante o LP.
                Por fim, a contracapa do CD não foi respeitada em relação ao LP: É o logo da novela em cima do verso da nota de cem cruzeiros.

    10.   SARAMANDAIA (1976)

Além da adaptação da capa para o CD estar um pouco estranho – o logo está mais escuro, com sombreamento estranho, enfim, compare os dois formatos... – quem sofreu com a capada de faixa foi “Pra Não Morrer de Tristeza” (Ney Matogrosso).
Duas curiosidades identificadas: “Pavão Mysteriozo” (Ednardo) está editado, e “Chão, Pó, Poeira” (Gonzaguinha assinando como Luiz Gonzaga Jr.) é uma versão exclusiva deste álbum, diferente da lançada em seu álbum de carreira.
    11.   O CASARÃO (1976)

A vítima da vez foi Nara Leão, sendo a música “Capricho” suprimida da versão em CD.

   




    12.   ESTÚPIDO CUPIDO (1976)

Demetriu’s, com seu “Ritmo da Chuva”, dançou feio da versão em CD.






    13.   DANCIN’ DAYS (1978)

A primeira boa surpresa da coleção: “Amanhã”, do Guilherme Arantes, vem com todos os seus 7’29” no CD – no LP ela vem editada em bem menos. O som sugere que os fonogramas foram utilizados de outras fontes diferentes do acetato-master da trilha. “Dancin’ Days” foi tirado da vagareza e “Solitude” teve sua rotação no início da música limada, felizmente!


    14.   PAI HERÓI (1979)

Esta trilha também entra na lista de trilhas um tanto bizarras, mas que servem à trama como luva. A rotação das faixas “Pode Esperar” (Alcione) e “Chave do Mundo” é duvidosa, tanto para mais quanto para menos.
A campeã de estranheza ficou para “14 Anos” (Guilherme Arantes), que o seu início começa como se a pessoa que fazia a montagem do acetato-master ligasse o gravador de rolo exatamente em cima do início da música, e não 1 segundo antes.
Ah, sim: A capa, no LP, é um azul mais escuro.

    15.   ÁGUA VIVA (1980)

Dizem as más línguas que Milton Nascimento não liberou “Cais” e mais outras nas versões em CD das trilhas. Na minha opinião acho que procede pois o cantor caiu no ostracismo por um tempo na Som Livre, rolando uma redenção após o lançamento do CD “Perfil”.
“Noites Cariocas” está com a rotação devagar, quase parando. Já “Menino do Rio” teve o seu final antecipado com fade out e ficou com o final esquisito.

    16.   CORAÇÃO ALADO (1981)

Na minha humilde opinião, uma das mais belas trilhas nacionais de todos os tempos. Me marcou muito na infância, pois minha tia possuía o LP. E é justamente neste álbum é que a versão em CD contém a segunda boa surpresa: “Pássara” (e não PASSARÁ) (Francis Hime – participação especial de Chico Buarque) está completinha. No LP esta música ficou sem final.
“Moda de Sangue” também não possui o final estragado do álbum “Saudade do Brasil”: A rotação termina exatamente como no início, no lugar. A faixa foi re-editada de forma que o início e fim não ficassem estranhos – ela, no álbum de Elis, vinha colada com outra música, “O Primeiro Jornal”.
Mesmo com um som bom, duas ressalvas em relação aos créditos: Não creditaram “Passará” também ao Chico Buarque; e a ordem das músicas está trocada: “Noturno”, que era a faixa 14 no LP, virou faixa 7; e “Lavadeiras” (Denise Emmer), antes faixa 7, virou faixa 11, empurrando todas as subsequentes – “Quero Colo”, “Sem Companhia” e “Viajante” – até a faixa 14. Culpa do Ieddo Gouveia.

    17.   BAILA COMIGO (1981)

Ao ouvir o CD nota-se que foi tirado do acetato feito para a fita cassete. Aliás, a limpeza de ruído foi meio porca, notadamente falha em “Lua e Estrela” (Caetano Veloso) e “Viajante” (Ney Matogrosso). “Deixa Chover” (Guilherme Arantes) também está com o som um pouco destruído pelos filtros.
                E a dança das cadeiras das faixas continua: “Corações A Mil” (Marina) era a faixa 4 e “Loucura” (Cauby Peixoto) era a faixa 8. As duas trocaram de posição no CD, mas isso foi culpa do Ieddo Gouveia – o que montava as trilhas no acetato antes de ir para o LP ou cassete na época. Isso era prática comum para equiparar a minutagem dos dois lados da fita cassete.
                P.S.: Cadê a contracapa com Betty Faria? Cadê a foto do pôster do Tony Ramos? Por que Naila Skorpio achou que cantasse? (risos)

     18.   ROQUE SANTEIRO – O MELHOR DE ROQUE SANTEIRO (1985 / 1991)

Além de assim justificarem a falta da música “A Outra” (Simone) – ela briga com a Sony Music até hoje, e, por problemas judiciais, seus fonogramas dessa era não são liberados.
De fato esta é a segunda edição em CD – a primeira foi em 1991, com as faixas-bônus “Vitoriosa” (Ivan Lins) e “Verdades e Mentiras” (Sá & Guarabyra). Esta edição também possui as tais bônus.
A capa foi modificada em uma montagem em que aparece a capa dos dois volumes das trilhas e a contracapa é a foto da contracapa do segundo volume.
A masterização deste álbum é extremamente comprometida em algumas faixas. “Vitoriosa”, além de estar editada no miolo e no final, parece que pegaram um LP, estavam gravando de lá, de repente a energia elétrica acabou e, para não perder a gravação, rodaram o disco com a força do dedo até a música acabar.
Cadê o início de “Isso Aqui Tá Bom Demais”? E o final brusco de “Sem Pecado e Sem Juízo” e “Verdades e Mentiras”, por qual motivo ele existe?
Curiosidades: Tem uma estrofe de “Roque Santeiro” que só toca na novela, não no LP/CD. E “A Outra”, presente no LP/CD – primeira tiragem, é uma versão exclusiva para a novela.
Na versão portuguesa da trilha além de não conter “A Outra” também não tem “Cópias Mal Feitas” (Alceu Valente).

   19.   MANDALA (1987)

Nunca vi uma tesoura de edição funcionar tanto em uma trilha nacional como em “Mandala”: 14 das 16 faixas foram editadas de um jeito absurdo, muitas vezes funcionando como as versões que tocavam no rádio, na época. Sim, a CBS era muito má...
Na versão em CD Milton mais uma vez trolla o colecionador deixando de fora a música “Meu Mestre Coração”. E Zeca Pagodinho regrava “Tempo de Dondon” para a novela, diferindo da versão do álbum “Patota de Cosme”, do mesmo ano.

   20.   VALE TUDO (1988)

“Brasil” (Gal Costa) e “Isto Aqui O Que É” (Caetano Veloso) foram gravados especialmente para a trama de Gilberto Braga. “Tá Combinado” (Maria Bethânia) e “Sem Destino” (Léo Gandelman) tiveram seus finais encurtados. O CD foi editado nos moldes do LP original da trilha.

                Tem alguma coisa que eu deixei de fora dessa análise? Manda para mim nos comentários! Abraços!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Arte de NINA SIMONE (Fontana, 1975)

Se você vier aqui, achará o álbum para baixar.
CLIQUEM NA CAPA PARA VER A PLAYLIST!
Ficha técnica (1975):
Gravadora: Fontana / CBD Phonogram
Ano: 1975
Nº de cat.: 9299 780 / 9299 781
Produção: Companhia Brasileira de Discos Phonogram
Capa: Lobianco
Arte-Final: José Paulo / Jorge Vianna

Ficha técnica (2012):
Remasterização: Skywalker
Restauração de capa: Skywalker
Adaptação de capa e encarte para CD: Skywalker
Digitação e revisão de textos: Skywalker
Bitrate: 320kbps
Duração: aprox.: 77 minutos
Agradecimentos especiais: Juno (por ceder ad aeternum o seu LP).

           Olá, crianças da Skywalker! Hoje é dia de ficarmos todos em clima lounge. Nos sentirmos chiques e ter aquela reunião bacana com os amigos à meia-luz da luminária, no friozinho deste inverno, ao som de Nina Simone, a grande diva do jazz, ou, como é chamada, a Grã-Sacerdotisa do Soul.
           Em 1975 a antiga Phonogram (atual Universal Music) lançou este coletânea que expõe um pouco da carreira desta mulher que, além de ser um prodígio musical - desde muito criança já movimentou sua cidade que, por ser prodigiosa e pobre, criaram um Fundo em seu nome para que ela pudesse prosseguir nos estudos e na carreira - também foi uma mulher que usou sua arte pela igualdade dos direitos civis, nos deixando aos 70 anos em 2003. Se querem saber por que sua voz é incomum e envolvente com todos os públicos, mesmo os do rock? É só baixar o disco e conferir. Fui!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sw Exclusive: DONNA SUMMER: The Platinum Collection (5-CD SET)

LINKS CONSERTADOS EM 07/06/2025.



FICHA TÉCNICA:

Ano: 2012
Seleção e masterização: Skywalker
Capa: Google com manipulação de Skywalker.
Bitrate: 320 kbps



Titio veio homenagear a grande diva e aos seus fãs, com esta coletânea formatada para 5 discos. Vejam a playlist:

Discos 1 e 2 - BAIXE AQUI:


Disco 3 e 4 - BAIXE AQUI. Já o Disco 5 baixe AQUI:


























                          

            No dia 17 de maio de 2012 mais uma diva nos deixou: DONNA SUMMER ou LaDonna Adrian Gaines foi animar o andar de cima aos 63 anos vítima de um câncer de pulmão. Mais uma grande perda este ano, lembrando que Whitney Houston foi a última grande diva a ir embora antes daquela que é e sempre será a eterna rainha da Disco Music.
           Embora somente lembrada pelo período da Disco, Donna foi uma artista completa participando de musicais e até uma ópera. Começando em bandas influenciadas pelo som da Motown, foi parar em Nova Iorque e com uma turnê de "Hair" acabou parando em Munique (Alemanha Ocidental) onde se casou com Helmut Sommer (de onde herdou o sobrenome). Na versão alemã do musical, em 1971, ela gravou seu primeiro compacto pela Polydor (selo da ex-PolyGram, atual Universal Music), interpretando "Wassermann" - "Aquarius" em alemão.
           Depois de passar por Viena ela grava seu segundo compacto pela Decca Records (no Brasil também representada pela Universal Music) - presente nesta coletânea - um cover das Jaynetts: "Sally Go 'Round The Roses" ainda assinando como Donna Gaines. Ainda lançou "If You Walkin' Alone" e logo em seguida casou-se com Sommer dando a luz à Mimi, sua filha.
           Em 1974, apesar de negar constantemente, ela participou como backing vocal e crooner na gravação de canções da banda Veit Marvos and The Red Point 5 sob a alcunha de Gayn Pierre. O tal álbum, lançado pela Ariola na época, chamou-se Nice to See You. Hoje em dia várias gravadoras de pequeno porte distribuem este disco e até gerou dois álbuns de remixes, um deles saindo no Brasil em 2000 pela Sky Music. O álbum original saiu no Brasil pela CID Entertainment nos anos 80.
           Donna Summer - agora com o sobrenome anglicanizado - se junta aos produtores Giorgio Moroder e Pete Bellotte em 1975 e pela Oasis Records lançam o primeiro álbum da cantora que teve um moderado sucesso na Europa: "Lady of the Night", revelando as canções "The Hostage" e a faixa-título do álbum. Além dessas, ainda emplacaram "Virgin Mary".
           A versão single de "Love to Love You, Baby" na verdade se chamava "Love to Love You". Summer, Moroder e Bellotte gravavam aquilo que seria uma demo para uma outra cantora, quando os próprios Moroder e Bellotte sugeriram que a música fosse gravada por ela mesma. A gravadora Casablanca, adorando o compacto, sugeriu uma versão de 17 minutos para as pistas e assim a palavra "Baby" foi acrescentada ao nome.
           A partir daí a carreira de La Summer só fez subir, lançando dois discos por ano até 1977, todos voltados para as pistas. Com Once Upon A Time... ela inaugura o nonstop para as pistas além de até 1979 lançar somente álbuns duplos neste padrão. De todos os seus 89 sucessos, de longe a música Last Dance é uma das mais lembradas até hoje. 
           Em 1980 ela encerra sua parceria com a Casablanca e assina com a Geffen Records, que praticamente deu uma esfriada em sua carreira. The Wanderer, um álbum com raízes mais rock e pop, não foi um campeão de vendas, fazendo com que o álbum duplo subsequente, I'm A Rainbow, ficasse nos porões da gravadora até 1996. Na tentativa de fazer Summer uma campeã de vendas, Quincy Jones veio produzir, em 1982, o álbum que gerou a canção State of Independence. Mesmo com o bom resultado sonoro do álbum, também não vendeu o esperado.
           She Works Hard for the Money nasceu de um problema contratual de Donna e a PolyGram - que tinha comprado a Casablanca, ex-gravadora da cantora - onde Donna ficou devendo mais um disco. E assim foi cedida e o disco lançado pela Mercury.
           Para o azar de David Geffen o disco foi um sucesso estrondoso, tornando a música-título uma espécie de hino feminista e seu maior sucesso na década de 80. Animado de novo Geffen gerou, talvez, os dois maiores fracassos comerciais da carreira de Summer: Cats Without Claws e All Systems Go, respectivamente lançados em 1984 e 1987. Este último ainda rendeu um hit europeu moderado: Dinner with Gershwin, composta por Branda Russell (a do "Piano in the Dark"). O que mais me chateia é que os discos não são ruins e receberam uma promoção muito fraca e má vontade do dono da gravadora.
           Geffen, então, resolve chamar os megaprodutores Stock-Aitken-Waterman para o disco seguinte, mas já querendo demitir Summer e é o que acontece. Sem representação nos EUA, a Warner europeia se interessa em lançar Another Place and Time e, para o desespero de Geffen, foi a segunda maior trollada que ele tomou: This Time I Know It's For Real se tornou mais um megahit da cantora e mais outros três grandes sucessos se seguiram: I Don't Wanna Get Hurt, Love's About to Change My Heart e a versão remix de Breakaway, estrondosamente executada no Brasil a ponto de integrar a trilha internacional da novela Despedida de Solteiro, só que na versão original. No mesmo ano foi a primeira turnê da cantora que passou pelo Brasil onde ela se apresentou no Maracanãzinho-RJ.
             Após o lançamento do álbum Mistaken Identity (1991) Donna acabou se dedicando mais aos singles com grande sucesso: em parceria com Giorgio Moroder ela grava Carry On para o álbum Forever Dancing (1992), retomando uma parceria que não ocorria desde 1981. E com os singles ela sempre esteve no topo das paradas dance dos EUA e Inglaterra. Seu último álbum, Crayons, ficou em primeiro lugar nas paradas e tem uma homenagem aos brasileiros na faixa Drivin' Down Brazil.
           Seu último single - To Paris with Love - foi lançado em 2010, período em que Summer, já diagnosticada com o câncer de pulmão, passou a lutar por sua vida e a fazer shows. Certamente será uma grande saudade no mundo da música para aquela que mostrou que pode, sim, ter uma carreira sólida com a discoteca, música considerada fútil por muitos.

domingo, 13 de maio de 2012

SW Exclusive: UNDERCOVER - ZOOM: THE HITS (2012)

Para baixar esta coletânea exclusiva clique aqui.
FICHA TÉCNICA:
Selo: SWP (Skywalker)
Nº de cat.: SWP 0031-2
Ano: 2012
Capa: Skywalker
Seleção e masterização: Skywalker
Duração: 74:20

           Em 1992 John Matthews, Steve MacCutcheon e Jon Jules estavam mais do que estourados nas rádios brasileiras com o seu grupo UNDERCOVER, mandando ver com o seu maior sucesso até então: "Baker Street", uma regravação do sucesso de Gerry Rafferty, oriunda dos anos 70. Era só ouvir o sax clássico - sampleado até hoje nos pancadões - que todos já sabiam o que estava por vir. A sua original, que já era um clássico, foi reinventada e acabou se tornando um clássico pela segunda vez. Desta vez com a roupagem noventista.
            Assim eles chegaram com o seu álbum "Check Out The Groove", na época distribuída pela PWL International (A gravadora de Stock-Aitken-Waterman, os "Sullivan & Massadas" britânicos, aqui no Brasil representada pela Stiletto entre 1988 e 1991, Back 2 Basics em 1991, Warner Music a partir de 1992, Universal entre 1997 até 2005 e finalmente pela Musics Net de 2005 em diante), colocando "Baker Street" entre as 10 mais tocadas no mundo inteiro, na época. Mas quem pensou que só ficou nessa, enganou-se: O disco ainda rendeu mais 5 cinco hits.
           Como o próprio nome sugere em um trocadilho ("undercover" significa "disfarçado", e "cover" é, musicalmente falando, uma regravação por terceiros de canção famosa), a banda, ativa até hoje, tem como foco regravar canções famosas dando uma cara atual. Eles chegaram a vir ao Brasil indo em vários programas de TV para divulgar os seus álbuns.
            Quando achavam que a banda era apenas "One-Hit-Wonder", eles voltam com tudo: Em 1994 o single "Lovesick", composta para o trio, deixou a banda no topo de nossas paradas, em páreo duro com Double You, inclusive. Nesta época "Ain't No Stoppin' Us!" entra nas lojas com um som mais maduro e com um estilo que pouco lembra o primeiro disco. Porém, ainda sim, o foco é dançar. O anterior era um disco mais house; Este é mais garage, um som que agradava muito na época.
           Para o terceiro álbum, mudam de gravadora: Assinam com a Edel Records (aqui no Brasil distribuído pela Paradoxx na época) e em 1995 lançam "Every Breath You Take", cover de The Police, sendo um sucesso após entrar no terceiro volume da trilha sonora de Malhação, em 1996. A banda também emplacou dois hits menores, "Bring Back Your Love" e "Everybody Needs Somebody".
           (Nota: "Bring Back Your Love" teve o seu nome grafado errado em "As 7 Melhores vol. 5", Cd lançado pela Jovem Pan e Paradoxx. Escreveram "Bring On Back The Love".)
               Titio Sky selecionou e remasterizou os sucessos desta banda que já fez a minha e muitas outras cabeças, botando todo mundo para dançar. Relembre e dance com os hits de UNDERCOVER!!!

PLAYLIST:

1.       BAKER STREET [Extended Version] 5:07
2.       LOVESICK - 4:07
3.       I WANNA STAY WITH YOU - 3:36
4.       BEST FRIEND [Radio Edit] - 3:30
5.       NEVER LET HER SLIP AWAY - 3:29
6.       EVERY BREATH YOU TAKE [Long Version] - 5:17
7.       WAITING FOR A GIRL LIKE YOU - 5:22
8.       AIN’T NO STOPPING US NOW - 5:34
9.       SEPTEMBER - 3:32
10.   EVERYBODY NEEDS SOMEBODY - 3:51
11.   THE WAY IT IS - 3:54
12.   TRUE - 5:24
13.   HOLDING ON TIGHT - 4:27
14.   ZOOM - 4:36
15.   BRING BACK YOUR LOVE - 3:44
16. BEST FRIEND [Dan’s Monster Club Mix] - 8:44 [Faixa-Bônus]

quinta-feira, 26 de abril de 2012

SW EXCLUSIVE: As trilhas perdidas de DANCIN' DAYS!!!

Para baixar o vol. 2 - Disco - clique aqui.
Para baixar o vol. 3 - Trilha Nacional/Romântica
- baixe aqui.

Ficha técnica:

Ano: 2012
Nos. de catálogo: NOV-0005 (Vol. 2) / NOV-0006 (Vol. 3)
Capas: Skywalker
Fotos: Google / Crystal
Masterização: Skywalker
Seleção de Repertório: Skywalker
Bitrate: 320 kbps

VOL. 2 - TRILHA DISCO:

  1. DANCIN' DAYS [VERSÃO ESTENDIDA ] / Frenéticas
  2. ON BROADWAY [LIVE] / George Benson
  3. STAYIN' ALIVE / Bee Gees
  4. YOU AND I / Rick James
  5. GYPSY LADY / Linda Clifford
  6. GOT A FEELING [SINGLE VERSION] / Patrick Juvet
  7. MACHO (A REAL, REAL ONE) / Celi Bee & Buzzy Bunch
  8. DISCO INFERNO [SINGLE VERSION] / The Trammps
  9. NIGHT FEVER / Bee Gees
  10. EVERYBODY DANCE [SINGLE VERSION] / Chic
  11. IF I CAN'T HAVE YOU / Yvonne Elliman
  12. MORE THAN A WOMAN / Bee Gees
  13. NIGHT AND DAY [INSTRUMENTAL VERSION]* / John Davis and The Monster Orchestra 
  14. YOU SHOULD BE DANCING / Bee Gees
  15. UNLIMITED CITATIONS (SLOW MEDLEY): / Café Crème
  • · The Long and Winding Road 
  • · You’re Going to Lose that Girl 
  • · Girl 
  • · Here, There and Everywhere 
  • · Unlimited Citations 
  • · Lucy in the Sky With Diamonds 
  • · Julia 
  • · Don’t Let Me Down 
  • · Do You Want to Know A Secret? 
  • · And I Love Her 
  • · Yesterday 
  • · She’s Leaving Home 
  • · For No One 
  • · Because 
  • · Sexy Sadie 
  • · Something 
  • · Rocky Raccoon 
  • · You Never Give Me Your Money 
  • · Golden Slumbers 
  • · We Can Work It Out 
  • · If I Fell 
  • · The Fool on the Hill 
  • · I Am The Walrus 
  • · Cry Baby Cry 
  • · Oh! Darling 
  • · A Day in the Life
* Na sonorização da novela a versão que tocou era a vocal.



VOL. 3 - TRILHA NACIONAL / ROMÂNTICA e RARIDADES:

1.       *Solitude (Solitude) / Folhetim [Ao vivo na casa da Julia] – GAL COSTA
2.       **João e Maria – LAURO CORONA e GLÓRIA PIRES
3.       Pra Você – NANA CAYMMI
4.       ***Outra Vez – MARCIO LOTT
5.       ***Folhetim – NEUSA BORGES
6.       Tigresa – GAL COSTA
7.       Muito Romântico – ROBERTO CARLOS
8.       Neste Mesmo Lugar – ELIZETH CARDOSO
9.       ***Café Soçaite – NEUSA BORGES
10.   Ô Isaura – BETH CARVALHO
11.   You’re In My Heart (The Final Acclaim) – ROD STEWART
12.   Moonlight Serenade – GLENN MILLER
13.   These Foolish Things (Remind Me of You) – BILLIE HOLIDAY
14.   Das Lied Ist Aus (Frag’ Nicht Warum Ich Gehe) – MARLENE DIETRICH
15.   Wave [Versão original] – TOM JOBIM
16.   Petite Fleur – BOB CROSBY


* Retirado do DVD; ** Retirado do vídeo; ***Retirado dos compactos simples 401.6138 (Márcio Lott) e 401. 6141 (Neusa Borges). 


            Demorou, mas saiu: Titio Skywalker botou a mão na massa e trouxe para vocês as trilhas de DANCIN' DAYS que foram ao ar mas não foram para o LP. O volume 2 - ou a trilha DISCO - complementa  a trilha internacional, com sucessos dos Bee Gees - praticamente todas as grandes do filme "Os Embalos de Sábado À Noite - e de outras canções que acabaram em outras novelas, como "You And I", do Rick James (em "Pecado Rasgado") e "Everybody Dance", do Chic (em "Te Contei?").
           A cereja do bolo é o engano desfeito com Linda Clifford: "Gypsy Lady", do álbum "If My Friends Would See Me Now", de 1978, está finalmente neste disco. O nome certo da que parou na trilha internacional lançada pela Som Livre é "BROADWAY GYPSY LADY". Por isso dava tanta confusão.
              Já no volume 3 está cheio de raridades: Diretamente da casa de Julia Mattos, personagem de Sonia Braga, Gal Costa canta em versão acústica as músicas "Solitude" e "Folhetim", em duelo protagonizado pela própria e sua irmã Yolanda Pratini (Joana Fomm).
           Outra raridade fica por conta de "João e Maria" cantado por Lauro Corona e Glória Pires, diretamente retirado do DVD. Apesar de o som estar um pouco prejudicado - pela qualidade do vídeo - vale a pena guardar.
           Outras raridades do disco são: "Outra Vez", com Marcio Lott; "Café Soçaite" e "Folhetim", com Neusa Borges (no compacto escrevia Neuza com S), ou como ela mesma se intitulava, Madá (pela sua personagem em Dancin' Days). Todos estes retirados de compacto.
           Além disso, o volume 3 está bem eclético, com Nana Caymmi (em "Pra Você"), Billie Holiday (sublime em "These Foolish Things (Remind Me of You)"), Marlene Dietrich - regida por Burt Bacharach - em "Das Lied Ist Aus", dentre outras. Agora a casa está realmente limpa! (risos). Curtam, voltem no tempo dos FRENETIC DANCIN' DAYS! 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

SWP Exclusive: CINEMA!

Baixe esta compilação aqui.
FICHA TÉCNICA:

Data de lançamento: 05-04-2012
No. de catálogo: SWP-0030-2
Layout de capa: Skywalker
Fotos: Google
Seleção de repertório e masterização: Skywalker
Bitrate: 320 kbps


         Olá, bebezões! Titio Sky voltou no mês de abril com este presente de Páscoa musical: CINEMA!, uma super seleção de temas de filmes para vocês.
           A maioria das canções foram ganhadoras de Oscar ou Tony (o Oscar do teatro), mas independente do prêmio marcaram - ou ainda marcam - a vida de muita gente. 
          Neste seleção coloquei versões especiais para dois grandes temas: "Flahsdance... What A Feeling" e "(I've Had) The Time of My Life" vêm em versão estendida. A segunda música, inclusive, é a versão estendida que toca de fato no filme. A versão que veio no disco da trilha original de 1987 era bem menor.
           Então deixo vocês com esse som. Fui!...


  1. FLASHDANCE... WHAT A FEELING [12" VERSION] / Irene Cara – FLASHDANCE
  2. (I’VE HAD) THE TIME OF MY LIFE [EXTENDED MOVIE VERSION] / Bill Medley & Jennifer Warnes – DIRTY DANCING: RITMO QUENTE (Dirty Dancing)
  3. XANADU / Olivia-Newton John & ELO – XANADU
  4. DREAMGIRLS / Beyoncé, Jennifer Hudson & Anika Noni Rose – DREAMGIRLS: EM BUSCA DE UM SONHO (Dreamgirls)
  5. DANCING QUEEN / Meryl Streep, Julie Walters & Christine Baranski – MAMMA MIA
  6. FOOTLOOSE / Kenny Loggins – FOOTLOOSE: RITMO LOUCO (Footloose)
  7. THE PRINCE OF EGYPT (WHEN YOU BELIEVE) / Mariah Carey & Whitney Houston – O PRÍNCIPE DO EGITO (The Prince of Egypt)
  8. DON’T CRY FOR ME ARGENTINA / Madonna – EVITA
  9. THE PHANTOM OF THE OPERA / Emmy Rossum & Gerard Butler – O FANTASMA DA ÓPERA (The Phantom of the Opera)
  10. LADY MARMALADE / Christina Aguilera, Pink, Mya & Lil’ Kim – MOULIN ROUGE: AMOR EM VERMELHO (Moulin Rouge)
  11. AQUARIUS / Ren Woods – HAIR
  12. A VIEW TO A KILL / Duran Duran – 007: NA MIRA DOS ASSASSINOS (007: A View to a Kill)
  13. HOT WINGS (I WANNA PARTY) / will.i.am, Jamie Foxx & Anne Hathaway – RIO
  14. SUMMER NIGHTS / John Travolta & Olivia Newton-John – GREASE: NOS TEMPOS DA BRILHANTINA (Grease)
  15. I LOVE THE NIGHTLIFE [REAL RAPINO 7” MIX] / Alicia Bridges – PRISCILA, A RAINHA DO DESERTO (The Adventures of Priscilla, Queen of the Desert)
  16. LAST DANCE / Donna Summer – ATÉ QUE ENFIM É SEXTA-FEIRA (Thank God It's Friday!)
  17. STAYIN’ ALIVE / Bee Gees – OS EMBALOS DE SÁBADO À NOITE (Saturday Night Fever)
  18. TITLES [FROM 'CHARIOTS OF FIRE'] / Vangelis – CARRUAGENS DE FOGO (Chariots of Fire)